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Informações úteis
O
Museu Militar está aberto todos os dias, excepto quintas
e feriados, das 09h00 às 12h00 e das 14h00 às
17h00 (a bilheteira encerra 15 minutos antes do fecho do museu).
A entrada é gratuita aos domingos de manhã,
enquanto nas outras ocasiões custa 1,5 €. Para
mais informações, contacte o museu através
do telefone 273 322 378. Os horários de visita e dias
de encerramento da Domus Municipalis são os mesmos
indicados acima e a entrada é livre. A Igreja de Santa
Maria encontra-se normalmente aberta; caso contrário,
peça a chave à pessoa que vela pela Domus.
Onde
dormir
Pode
optar entre ficar numa unidade hoteleira da cidade ou numa
das várias casas de Turismo Rural espalhadas pelo Parque
Natural de Montesinho. Na primeira hipótese, aconselhamos
os quartos voltados para a cidadela da Pousada de São
Bartolomeu (Tel.: 273 331 493) ou a estadia no recente Hotel
Turismo S. Lázaro (Tel.: 273 302 700). Caso prefira
a segunda alternativa, pode escolher entre a Quinta d'Avozinha
(Tel.: 273 331 101), mais próxima de Bragança;
a Casa dos Marrões (Tel.: 273 999 550) em Cova de Lua
ou o Moinho do Caniço (Tel.: 273 323 577), situado
num lugar recatado junto ao Rio Baceiro.
Onde
comer
O
templo gastronómico da cidade é o restaurante
Solar Bragançano, situado na Praça da Sé
(Tel.: 273 323 875). Num ambiente requintado poderá
saborear os pratos típicos da região como a
Sopa de Castanhas, o Naco de Vitela à Mirandesa, Cabrito
de Montesinho, as alheiras de São Huberto, confeccionadas
com carne de caça, ou diversos peixes grelhados na
brasa. Termine com o Bolo de Castanhas e Nozes e um licor
caseiro. A meia dúzia de quilómetros da cidade,
na povoação de Gimonde, encontra o Dom Roberto
(Tel.: 273 302 510), restaurante típico cujas especialidades
são o Butelo com Cascas, as Migas de Alheira e pratos
de caça como o Javali Estufado. Intramuros pode escolher
entre o D. Fernando e a Muralha.
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| Abade
de Baçal
Ilustre
transmontano
Ao
investigar documentações relativas ao
distrito de Bragança, sobretudo em aspectos etnográficos,
a cada passo "tropeçamos" com referências
a estudos feitos pelo Abade de Baçal. Mas quem
era afinal esta figura que dá nome ao mais importante
museu da cidade? Sacerdote, historiador, arqueólogo?
Nascido em Abril de 1865, na aldeia de Baçal
de que viria a ser pároco durante toda a vida,
Francisco Manuel Alves foi sempre fiel aos deveres do
celibato, piedade e pobreza. Vestia de forma simples
e era na sua humilde casa que recebia os numerosos amigos
entre os quais se contavam Abel Salazar, Jaime Cortesão
e Teixeira Lopes. Com eles partilhava uma intensa paixão
pelas antiguidades, que tinha começado na infância.
A "culpada", como ele próprio confessa,
tinha sido a sua "santa e inteligentíssima
velhinha tia Luzia Alves... por constantemente espicaçar
a minha curiosidade com lendas, anedotas e factos históricos".
Homem de sólida constituição física,
palmilhou milhares de quilómetros, tomando notas
dos costumes locais, cancioneiro e contos, ou recolhendo
material arqueológico da pré-história,
epigrafia e numismática. Ainda jovem iniciou-se
no estudo da Paleografia, Epigrafia e Arqueologia e,
antes dos trinta anos, já frequentava os arquivos
e decifrava documentos. O principal objectivo era publicar
tudo o que fosse de interesse para a sua região
natal. Este enorme espólio foi compilado nos
onze volumes das Memórias Arqueológico-Históricas
do Distrito de Bragança e publicado em livros
como Monografia de Vimioso ou o III Volume dos Anais
da Academia Portuguesa de História, além
de inúmeros artigos em revistas.
Em 1935 o Museu Municipal de Bragança, instalado
no antigo Paço Episcopal, muda de nome para Museu
Regional Abade de Baçal, numa justa homenagem
ao seu director-conservador, que foi quem reuniu a maior
parte das peças que ali se encontram. O museu
fica na Rua Abílio Beça, n.º 27 e
está aberto entre as 10h00 e as 12h00 e as 14h00
e as 17h00, todos os dias, excepto à segunda-feira.
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