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L U G A R E S  C O M  H I S T Ó R I A

Janeiro de 2003

Informações úteis
O Museu Militar está aberto todos os dias, excepto quintas e feriados, das 09h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00 (a bilheteira encerra 15 minutos antes do fecho do museu). A entrada é gratuita aos domingos de manhã, enquanto nas outras ocasiões custa 1,5 €. Para mais informações, contacte o museu através do telefone 273 322 378. Os horários de visita e dias de encerramento da Domus Municipalis são os mesmos indicados acima e a entrada é livre. A Igreja de Santa Maria encontra-se normalmente aberta; caso contrário, peça a chave à pessoa que vela pela Domus.

Onde dormir
Pode optar entre ficar numa unidade hoteleira da cidade ou numa das várias casas de Turismo Rural espalhadas pelo Parque Natural de Montesinho. Na primeira hipótese, aconselhamos os quartos voltados para a cidadela da Pousada de São Bartolomeu (Tel.: 273 331 493) ou a estadia no recente Hotel Turismo S. Lázaro (Tel.: 273 302 700). Caso prefira a segunda alternativa, pode escolher entre a Quinta d'Avozinha (Tel.: 273 331 101), mais próxima de Bragança; a Casa dos Marrões (Tel.: 273 999 550) em Cova de Lua ou o Moinho do Caniço (Tel.: 273 323 577), situado num lugar recatado junto ao Rio Baceiro.

Onde comer
O templo gastronómico da cidade é o restaurante Solar Bragançano, situado na Praça da Sé (Tel.: 273 323 875). Num ambiente requintado poderá saborear os pratos típicos da região como a Sopa de Castanhas, o Naco de Vitela à Mirandesa, Cabrito de Montesinho, as alheiras de São Huberto, confeccionadas com carne de caça, ou diversos peixes grelhados na brasa. Termine com o Bolo de Castanhas e Nozes e um licor caseiro. A meia dúzia de quilómetros da cidade, na povoação de Gimonde, encontra o Dom Roberto (Tel.: 273 302 510), restaurante típico cujas especialidades são o Butelo com Cascas, as Migas de Alheira e pratos de caça como o Javali Estufado. Intramuros pode escolher entre o D. Fernando e a Muralha.

Abade de Baçal

Ilustre transmontano

Ao investigar documentações relativas ao distrito de Bragança, sobretudo em aspectos etnográficos, a cada passo "tropeçamos" com referências a estudos feitos pelo Abade de Baçal. Mas quem era afinal esta figura que dá nome ao mais importante museu da cidade? Sacerdote, historiador, arqueólogo?
Nascido em Abril de 1865, na aldeia de Baçal de que viria a ser pároco durante toda a vida, Francisco Manuel Alves foi sempre fiel aos deveres do celibato, piedade e pobreza. Vestia de forma simples e era na sua humilde casa que recebia os numerosos amigos entre os quais se contavam Abel Salazar, Jaime Cortesão e Teixeira Lopes. Com eles partilhava uma intensa paixão pelas antiguidades, que tinha começado na infância. A "culpada", como ele próprio confessa, tinha sido a sua "santa e inteligentíssima velhinha tia Luzia Alves... por constantemente espicaçar a minha curiosidade com lendas, anedotas e factos históricos".
Homem de sólida constituição física, palmilhou milhares de quilómetros, tomando notas dos costumes locais, cancioneiro e contos, ou recolhendo material arqueológico da pré-história, epigrafia e numismática. Ainda jovem iniciou-se no estudo da Paleografia, Epigrafia e Arqueologia e, antes dos trinta anos, já frequentava os arquivos e decifrava documentos. O principal objectivo era publicar tudo o que fosse de interesse para a sua região natal. Este enorme espólio foi compilado nos onze volumes das Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança e publicado em livros como Monografia de Vimioso ou o III Volume dos Anais da Academia Portuguesa de História, além de inúmeros artigos em revistas.
Em 1935 o Museu Municipal de Bragança, instalado no antigo Paço Episcopal, muda de nome para Museu Regional Abade de Baçal, numa justa homenagem ao seu director-conservador, que foi quem reuniu a maior parte das peças que ali se encontram. O museu fica na Rua Abílio Beça, n.º 27 e está aberto entre as 10h00 e as 12h00 e as 14h00 e as 17h00, todos os dias, excepto à segunda-feira.

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