Home | Fóruns | PDA | Facebook
Directório de Turismo: Agências de Viagens | Operadores Turísticos | Comp. Aéreas | Alojamento
  Subscrever
Rotas & Destinos




- - - - - - - - - - - - - - -
Rotas&Destinos
no Facebook
- - - - - - - - - - - - - - -
  Bloco de notas
   Hoteis, Restaurantes e Shopping
   Globetrotter 
   Livros e Discos
   Promoções 
   Agenda
   Dicas de Viagem
   Dicas de Saúde
 
  Secções
 • Fim-de-semana 
 • Estrada fora

 • 24 Horas
 • Hotéis
 • Em destaque
 • Especiais
 • Panorâmica
 • Lugares com história
 • Gourmet
 • As viagens de
  Pesquisar artigos


  Planear Viagem
 • Programas de Viagem
 
  Jogue online
 • Acção
 • Desporto

 • Plataformas
 • Puzzle
 • Shoot´Em Up
 
  Utilidades
  
- - - - - - - - - - - - - - -
 Edições Anteriores
- - - - - - - - - - - - - - -

   XLRotas & DestinosPanorâmica > África a grande altitude
P A N O R Â M I C A Fevereiro de 2005   
   
O continente africano não é conhecido como uma região montanhosa, mas possui algumas das mais altas montanhas do mundo. Kilimanjaro, na Tanzânia, o Monte Quénia, no Quénia e as Montanhas Ruwenzori, no Uganda, são nomes míticos na zona equatorial de África. Ultrapassam os 5000 metros – e as nuvens – e são habitualmente escalados por turistas mais aventureiros. É o caso dos glaciares de Kilimanjaro (na foto em cima)

fotos de Grant Dixon/The Cover Story
   

P U B L I C I D A D E
O monte quénia é a segunda montanha mais alta de áfrica, possui glaciares como o Lewis Tarn (à esq.) e o seu pico mais alto, o Batian, com 5199 metros, é uma escalada muito difícil tecnicamente. Em 1997 a UNESCO classificou o Parque Nacional do Monte Quénia como Património da Humanidade. Localizadas na mesma zona climática e separadas por menos de 900 quilómetros, as três grandes montanhas africanas apresentam um ambiente ecológico semelhante, mas muito peculiar. Na imagem acima, exemplares de lobélias “penas de avestruz”, uma planta afro-alpina que parece coberta de penas.

Os “três gigantes africanos” possuem a mesma génese geológica, associada à actividade tectónica do Grande Vale do Rift. O Monte Quénia e o Kilimanjaro resultaram da actividade vulcânica, enquanto as Montanhas Ruwenzori se formaram devido à compressão da crosta terrestre. É por esse motivo que as duas primeiras são arredondadas, em contraste com a complexidade morfológica das Ruwenzori, uma cadeia com cumes e vales profundos.

Mesmo a altas altitudes – na foto, o Hall Tarn, a 4300 metros – é comum encontrar vida animal. Elefantes e búfalos aventuram-se até 3000 metros de altitude, comendo urtiga picante, uma planta que aumenta a absorção de oxigénio no sangue e a densidade das articulações. Os guias de montanha também costumam apanhar esta urtiga pelo caminho e cozinhá-la para suposto proveito de membros menos resistentes deste tipo de expedições.

Pouco conhecidas entre nós, as ruwenzori, situadas ao longo da fronteira do uganda com a República Democrática do Congo, são uma cordilheira com cerca de 110 quilómetros. A lenda associa-as às nascentes do Nilo, mas as “Montanhas da Lua”, cartografadas por Ptolomeu no século II, não constituem a principal das diversas nascentes do mítico rio. Os europeus só as descobriram em 1864 e em 1994 a UNESCO incluiu o Parque na lista do Património Mundial. Densamente arborizadas abaixo dos 3500 metros, as Ruwenzori têm o seu ponto mais alto no Pico Margherita (5189 metros), que ocupa o terceiro lugar no ranking africano. Os glaciares acima dos 4500 metros atingem aqui dimensões bem mais significativas do que no Kilimanjaro e no Monte Quénia.

Localizado na áfrica oriental, no norte da tanzânia, o kilimanjaro é formado por três vulcões extintos: Kibo, Shira e Mawenzi. O Kibo, inactivo há cerca de 100 mil anos, com os 5895 metros do Uhuru Peak, o ponto mais alto de África, ergue-se imponente no meio do planalto. Na foto, é visto a partir do chamado “The Saddle”, uma depressão de 11 km que liga dois dos vulcões.“Kili”, como é chamado de forma afectuosa pelos locais, é uma espécie de Evereste do homem comum, já que a sua escalada não tem especial complexidade técnica (é o mais fácil dos “Sete Cumes” do mundo). Basta uma boa experiência de marcha com a subida a uma “velocidade média” de cerca de 200 metros (de altitude) por hora. Kilimanjaro deriva das palavras Swahili “Kilim Njaro” que significam “montanha brilhante”, uma alusão aos gigantescos glaciares que inspiraram Hemingway no conto The Snows of Kilimanjaro. Mas este cenário parece ter os dias contados: segundo um estudo publicado recentemente, os glaciares estão a derreter-se a um ritmo tão rápido que deverão desaparecer até 2020. Há cerca de 80 anos, a área de gelo abrangia 12 km2, hoje cobre apenas 2.6 km2 da montanha.

Guia de Viagem

Como ir
Para visitar a Tanzânia, o Quénia ou o Uganda, e especialmente fazer a escalada de um dos três “gigantes africanos”, o ideal é recorrer aos serviços das agências especializadas em programas de aventura.

A Rotas do Vento (www.rotasdovento.pt), por exemplo, possui um itinerário de 17 dias (sete dos quais a pé) na Tanzânia chamado “Kilimanjaro e Safari”, com a escalada do próprio Kilimanjaro e, ao nono dia de viagem, o início de um safari, passando pela savana do Serengeti, a cratera N’Gorongoro e o Lago Manyara. O programa custa e2860 por pessoa e inclui voos em classe turística, hotel em Arusha e Moshi, alojamento em albergue de montanha e tenda em pensão completa durante a ascensão e o safari, todos os transportes internos em veículos todo-o-terreno, guias, transporte de bagagens (máximo de 12 km por pessoa) e taxas de entrada nos parques.

Esta é uma viagem classificada com um grau de dificuldade de nível 2/3, pelo que se recomenda preparação física regular, para um esforço diário de quatro a seis horas diárias, podendo existir algumas etapas mais longas. A próxima partida tem data marcada para 11 de Março.

A Papa-Léguas (www.papa-leguas.com) tem um programa de 13 dias de viagem (e2600 por pessoa, incluindo voos, transportes terrestres, alojamento em hotéis, refúgios de montanha e acampamentos, algumas refeições, guias e carregadores, entradas nos parques e seguro) com ascensão ao Monte Kilimanjaro pela Rota Marangu –, conhecida como a “rota turística”ou “Coca-Cola”, por ser a mais fácil para o comum dos mortais – e safari com visita ao Lago Manyara, ao Parque do Serengueti e à Cratera do Ngorongoro.

Para o Monte Quénia, a proposta é de uma viagem de 11 dias com subida até ao Cume Lenana (a 4985 metros) seguida de um safari pelos parques de Masai Mara e lago Nakuru como complemento das jornadas de trekking. O programa tem preços a partir de e2160 por pessoa, incluindo voos, transportes terrestres, alojamento em hotel e acampamentos, guias e carregadores, entradas nos parques e uma caminhada de preparação em Portugal.

Quanto ao Uganda, a instabilidade política no país inviabiliza a existência de programas de viagem turísticos. Sugere-se uma pesquisa em agências internacionais – britânicas, em particular – e uma preparação especialmente cuidada de qualquer visita.
Informações úteis
Indicativos: 00 255 (para a Tanzânia); 00 254 (Quénia); 00 256 (Uganda).

Diferença horária: Mais três horas do que em Portugal continental nos três países.

Capitais: Dar es Salaam (Tanzânia); Nairobi (Quénia); Kampala (Uganda).

Moeda: Xelim da Tanzânia (1 euro = 1416,58 xelins); xelim do Quénia (1 euro = 107,12 xelins); xelim do Uganda (1 euro = 2366,65 xelins)

Documentação: Passaporte com validade mínima de seis meses.
O visto obtém-se à chegada ao aeroporto, na Tanzânia, no Quénia e no Uganda. É obrigatório apresentar o certificado de vacina contra a febre-amarela.

Saúde: Deve fazer a profilaxia da malária ou paludismo, uma doença infecciosa endémica em países como o Quénia, a Tanzânia e o Uganda. Também é recomendada a vacina contra a febre-amarela.
Quando se sobe a partir dos 2000 metros o volume de oxigénio no ar diminui e pode surgir o chamado mal de altitude – o coração acelera o ritmo –, com sintomas como dores de cabeça, náuseas e vómitos.
É conveniente ter uma aspirina sempre à mão (activa a circulação).
Deve beber apenas água engarrafada, descascar a fruta e só comer alimentos cozinhados para prevenir diarreias, parasitoses e doenças como cólera, febre tifóide e hepatite A.
Gorjetas: É um costume “obrigatório” dar no fim de cada viagem uma gorjeta de cerca de 50 USD por pessoa ao guia e ao motorista que acompanham o grupo.

Segurança: Não existem problemas graves de segurança no Quénia ou na Tanzânia, mas o mesmo não se passa no Uganda. A instabilidade política no país obriga a uma preparação cuidada da viagem, sendo aconselhável uma consulta prévia das condições de segurança (Secretaria das Comunidades Portuguesas em http://secomunidades.pt/). Não se aconselha qualquer deslocação para a fronteira com o Ruanda e a República Democrática do Congo e não se recomendam visitas à área Sudoeste do Uganda, onde se situam os parques nacionais de Bwindi e Mgahinga. No Norte, deve evitar a área de Gulu (“Murchison Falls”, na margem Norte do Nilo), Kitgum, Pader, Adjumani, Apac e Lira. A qualidade das estradas é razoável, mas não é aconselhável o recurso a autocarros ou outros transportes colectivos. Caso circule com viatura própria, mantenha as portas trancadas e as janelas fechadas. Evite trajectos durante a noite.

Equipamento recomendado: Botas para marcha, saco-cama de três estações, mochila pequena para saídas de um dia, saco de nylon flexível e impermeável para a bagagem, roupa térmica e confortável, cantil e máquina fotográfica.

Farmácia de viagem: Antibiótico de largo espectro, analgésicos (paracetamol para mal de altitude), anti-inflamatório, anti-histamínico, antidiarreico, desinfectante, kit de primeiros socorros, pastilhas desinfectantes de água e repelente de mosquitos.

Para mais informações
Sobre o Quénia e o Monte Quénia: www.magicalkenya.com; www.tourismkenya.com; www.kws.org/mtkenya.htm
Sobre a Tanzânia e Kilimajaro: www.tanzania-web.com; www.tanzania.go.tz
Sobre o Uganda e Ruwenzori: www.visituganda.com; http://traveluganda.co.ug/ruwenzori.asp



   
Anunciar on-line | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo | Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.