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XL
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> Dossier
> 3 Destinos para namorar - Jaisalmer


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| D O S S I E R |
Fevereiro
de 2006 |
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Tesouro
escondido no limiar do deserto de Thar, a
mais antiga fortaleza do Rajastão,
Jaisalmer, conta a história de uma
Índia mística e romântica,
à imagem dos seus príncipes
guerreiros de ascendência divina. Deste
reino árido brota um cenário
melancólico de pedra e areia, que percorremos
com o ritmo lento de uma caravana perdida
num sonho
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Texto de J. Balaresque HD e fotos de
Coté Sud/Fototeca |
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A
estepe ocre sufoca e faz reverberar a fornalha até
ao horizonte, tal como o faria um gigantesco thali (prato
de cobre). Subitamente, através dos halos de poeira
de uma longa estrada pulverulenta, nos confins de um céu
desprovido de cor, onde rodopiam lentamente alguns abutres,
o olhar de atalaia adivinha ao longe uma colina fortificada
e os contornos tremeluzentes de febre de um castelo de
areia…
Jaisalmer é uma miragem de ouro e de mel, arrimada
à orla do deserto de Thar (Marushtali, o País
da Morte), exilada nestas terras queimadas e pedregosas
de Marwal. O seu mero nome ressuscita um frenesim de imagens
vindas da infância, forjadas na leitura de contos
das Mil e Uma Noites, povoados por encantadores de serpentes,
faquires e palácios maravilhosos. Como para os
nómadas em busca de repouso após uma longa
viagem, como para as caravanas que ao longo dos séculos
ali chegaram vindas do Oriente – China ou Ásia
Central – e do Ocidente, da Arábia, do Egipto
e da Pérsia, a mera visão da sua muralha
eriçada de baluartes é sinal de abundância,
mesmo que nas ruelas já não ressoem as vozes
dos mercadores que trocavam marfim por especiarias, seda
por ópio, cavalos por sal, índigo, frutos
secos ou goma arábica.
| Sentado num tapete de Caxemira,
com o seu pagri (turbante) rosa, Bharat Shrimali
lê o jornal do dia. Os turbantes cor
de laranja estão reservados para as
cerimónias de casamento |
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Junto à base das fortificações,
a magia sente-se no momento do encontro, mais forte ainda
do que num sonho. E a emoção aumenta à
medida que entramos pelas suas portas monumentais –
Akhay Pol, Suraj Pol (a Porta do Sol), Ganesha Pol (a
Porta do Deus-Elefante) e Hawa Pol (a Porta do Vento)
– e que penamos a subir aos grandiosos e inexpugnáveis
palácios dos maharawals (em Jaisalmer, esta palavra
designa os marajás ou os reis), hoje desertos…
| Jaisalmer ao nascer do dia
vista do terraço do hotel Narayan Niwas |
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Finalmente entramos em Jaisalmer,
produto das lendas e marcada nas profundezas da alma pela
singular história dos valorosos Rajput, que foram
os seus príncipes e guerreiros, almejando grandezas
e altos feitos, embora de origem algo bandoleira e propensos
a lutas fratricidas, mas unânimes defensores do
hinduísmo face aos conquistadores islâmicos.
Provenientes dos Bhatti, de ascendência lunar e
filiação divina, estes indomáveis
“filhos de reis” fundamentaram os seus valores
na honra e na independência do seu clã. Em
conflito com os invasores mongóis – os nawalos
(soberanos) muçulmanos –, estes orgulhosos
senhores do deserto preferiam a morte à vergonha
da derrota, tal como os destemidos cavaleiros da Idade
Média.
| Os tecidos são atados
para serem mergulhadas nas tinas de tintura |
| Interior de um templo dedicado
a Shiva |
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Segundo o costume, as suas viúvas
não lhes sobreviviam, perecendo com um sorriso
no meio das chamas da jôhar (pira), adornadas com
os seus mais belos enfeites, como no dia do seu casamento.
Podemos ainda ver sobre o muro do palácio, assentes
sobre um pó escarlate e veneradas como ex-votos,
as marcas das mãos destas heróicas sati,
queimadas vidas para escapar à viuvez, repleta
de desonra e decadência…
Aqui, falar na morte é contar a história
da vida. Contar o presente, é falar do passado.
Segundo a mitologia hindu, o divino pastor Krishna sonhou
que um descendente do poderoso clã dos Yadava,
ao qual pertencia, iria criar o seu reino no alto de um
monte. Assim, quando Rawal Jaisal Sing se decidiu a edificar
uma nova capital, depois de Lodurva ser destruída
pelo sultão de Deli, teve o cuidado de consultar
um mago. Cumprindo a profecia, o santo homem respondeu-lhe:
“Constrói no topo de uma colina triangular”.
| Chapatis de trigo e de milho-miúdo,
caril de borrego e giulabjamun sweet constituem
uma refeição de festa |
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Do apogeu ao declínio
A primeira pedra de Jaisalmer foi colocada em 1156 e,
sete anos depois, erigia-se a majestosa cidadela de arenito
amarelo, a mais antiga de Rajputana (nome antigo do actual
estado do Rajastão, atribuído em 1956 pelos
britânicos). “Saqueada duas vezes e meia”,
como indicava igualmente a profecia, a cidade conheceu
horas de esplendor e teve o seu apogeu no século
XVIII, devido aos impostos e direitos de portagem aos
quais estavam submetidas as mercadorias transportadas
pelas caravanas. Quebrada a hegemonia mongol, príncipes,
dignitários e mercadores instalaram-se com um luxo
ostentatório, enquanto que, na cidadela e nos novos
bairros (muhalla) construídos a seus pés,
os Silavat (a casta dos escultores da pedra) imortalizaram
o seu talento edificando esplêndidos haveli (palacetes)
até ao século XIX.
| Jaisalmer ao nascer do dia
vista do terraço do hotel Narayan Niwas |
|
Hoje em dia, degradadas e nostálgicas,
estas altas residências exibem fachadas esculpidas
com extravagância, crivadas de janelas formando
sobrelojas finamente ornamentadas sublinhadas por corvos,
com varandas com ricas consolas suportadas por pilares
trabalhados, nos quais os jalis (painéis lavrados
através dos quais as mulheres viam sem serem vistas)
desenhavam rendas aracniformes em pedra, com uma delicadeza
ímpar. Nos pátios interiores dominados por
arcadas, vestígios de pinturas e frescos rutilantes
revestem as paredes e o interior dos nichos, testemunhando
a prolífica fantasia de artistas arrebatados até
ao excesso por cores vivas e faiscantes… Mas tanta
riqueza diminuiu a vigilância dos príncipes,
grandes caçadores diante do Eterno e demasiado
concentrados em apreciar as delícias do seu harém,
por entre concubinas lascivas e hookah repletos de ópio.
A opulência declinaria no decorrer da segunda metade
do século XIX, quando começaram a sentir-se
os efeitos da colonização britânica,
o desenvolvimento dos portos e a rápida expansão
dos transportes ferroviários.
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Enfraquecida pela corrupção
dos seus últimos soberanos e pelas exigências
do poderoso primeiro-ministro, Salim Singh, privada de
um papel económico, Jaisalmer deslizou lentamente
para um declínio lúgubre, regressando irremediavelmente
à austera solidão do deserto, isolada hermeticamente
do Paquistão a partir da independência. No
entanto, foi nestas mesmas paisagens áridas, mais
fertilizadas pelas lendas do que pelas chuvas torrenciais
da monção, que os primeiros Rajput foram
obrigados a aprender a sobreviver...
Escavado em 1369, contornado por
quatro templos brâmanes e por pavilhões encimados
por cúpulas, o lago de Gadhisar Tank vê,
ainda, todos os dias, desfilar as mulheres carregadas
com os seus jarros de argila, acompanhadas pelos cameleiros
que vêm dar de beber às suas cáfilas.
Propício à contemplação –
e às abluções purificadoras –,
este local de paz contrasta vivamente com o ritmo trepidante
da vida na baixa da cidade.
Situada dentro do forte,
da casa de hóspedes Killa Bhawan desfruta-se
de um panorama soberbo. O seu terraço
(nesta pág.) tem vista para o Juni
Mahal e o Rang Mahal |
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No bairro dos bazares, praças
e ruas explodem com mil cores e movimento, na algazarra
inextinguível dos riquexós lançados
a grande velocidade, hábeis em abrir caminho por
entre um emaranhado de bicicletas, de charretes puxadas
por dromedários e de homens que atravessam a rua
em todos os sentidos, de cabeça coberta com os
seus pagri (turbantes vermelhos, cor-de-rosa ou de açafrão).
Longe de se deixarem incomodar pela torrente apressada
da multidão, vacas magras farejam calmamente em
busca de algum alimento. Atrás dos balcões
das várias lojas ou à sombra de vielas escuras,
pode observar-se a intensa actividade dos artesãos:
alfaiates fazendo tecido, cinzeladores gravando a pedra,
ourives lavrando a prata, sapateiros bordando o couro,
caldeireiros martelando o cobre. A animação
atinge o auge à hora do mercado, quando as mulheres
se aglomeram, inclinando-se sobre bancas simples ao nível
do solo, envoltas no seu orhni (grande xaile que cobre
a cabeça e os ombros), vestidas com ghagra (saias
longas pregueadas), encimadas por um choli (corpete).
 |
Neste país de inúmeras
divindades, onde nada é mais natural do que o sobrenatural,
o viajante tem de afastar-se um pouco dos seus modelos
etnocêntricos e visitar os templos hindus da cidadela,
dedicados a Ganesha, o deus com cabeça de elefante,
a Shiva ou a Lakshmi (deusa da fortuna e da prosperidade),
bem como os templos jains ofertados nos séculos
XV e XVI por ricos comerciantes marwari por devoção
à respectiva comunidade de ascetas… Rompendo
com a tradição hindu, os Rajput construíram
para si cenotáfios, sendo em Bara Bagh (“o
grande jardim”) que os maharawals encontravam o
derradeiro repouso, perto de um pequeno lago artificial
plantado com bajra (milho miúdo) na estação
seca.
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A água é, aliás,
a maior das obsessões, preocupação
vital do quotidiano de várias aldeias isoladas,
dissolvidas na imensidão das areias do deserto:
Khuri, Barna, Dhora, Ratdia Ki Dhani, Neem Ki Dhani. Precisamos
de fazer-nos à estrada muito antes do primeiro
chamamento do almuadem para conseguirmos apreciar ao nascer
do sol esta arquitectura rural, concebida precisamente
para enfrentar a canícula, resistir à seca
e às tempestades escaldantes. Pintadas a cores
pelas
mulheres – preocupadas em
mostrar a sua posição social e o estado
da sua fortuna –, as fachadas das casas rústicas
com telhados cónicos de colmo
e paredes de adobe são frequentemente ornamentadas
com mandana, desenhos estilizados ou geométricos,
caiados, parecidos com os mehendi, motivos que gostam
de desenhar com hena sobre a palma das mãos…
Em breve, porém,
a caravana enfraquece. Conduzidos por homens direitos
como lanças e cujos turbantes parecem ondulantes
manchas coloridas, os dromedários afastam-se com
um passo tranquilo na direcção das Dunas
de Sam e dos seus mares de areia (dharna). Pois não
é verdade que, ainda ontem de manhã, se
dizia em Jaisalmer que as dunas tinham mudado de sítio?
Como ir
Não existem nas agências
nacionais programas específicos para Jaisalmer,
no entanto, alguns circuitos incluem passagem por esta
cidade do Rajastão. A Rotas do Vento, por exemplo,
possui um programa de 16 dias para conhecer Nova Deli,
Agra, Jaipur, Pushkar, Ajmer, Udaipur, Jodhpur Jaisalmer
e Bikaner por preços desde €2480. O programa
(válido para partidas a 12 e 25 de Fevereiro, 12
de Março e 8 e 23 de Abril) inclui voo desde Lisboa,
estadia em quarto duplo com pequeno-almoço em hotéis,
pensão completa durante os percursos na natureza,
transferes e guia. Se preferir organizar a viagem, saiba
que companhias como a British Airways e a Lufthsansa têm
voos diários para Nova Deli por tarifas a partir
de e884,34 (taxas incluídas). Uma vez na Índia,
poderá apanhar um voo de uma companhia local. A
Indian Airlines, por exemplo, faz ligações
diárias entre Nova Deli (a 864 km) e Jaisalmer
por tarifas desde e95,60 (taxas incluídas).
Transportes
Se estiver a planear ir
de avião até Jaisalmer, informe-se com antecedência.
Normalmente o aeroporto de Jaisalmer só está
aberto durante a época alta, entre 1 de Outubro
e 31 de Março. Como alternativa, o aeroporto mais
próximo da cidade é o de Jodhpur, a 285
km ou cinco horas e meia de carro (oito horas de autocarro!).
Durante a viagem, sugere-se que faça uma pausa
para descansar no luxuoso Manvar Desert Resort (tel. 02928/266-137,
www.manvar.com).
Dentro ou fora das muralhas
da fortaleza, a cidade é suficientemente pequena
para ser explorada a pé. Para passeios pelas redondezas,
sugere-se que faça uma reserva no hotel, a maioria
dos quais oferece safaris de diferentes durações
pela região. Também pode contactar
Harish Bai, da K.K. Travels (tel. 02992/253-087; e-mail
kktravels_2000@yahoo.com).
Ao estilo dos marajás
| Fachada do Haveli Patwon,
o mais grandioso dos palacetes de Jaisalmer |
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O chamado “Palace on Wheels”
é um dos mais célebres e míticos
comboios históricos do mundo. As suas 14 carruagens
decoradas em estilo palaciano oferecem mordomias dignas
de verdadeiros marajás e um ambiente muito romântico.
A viagem que este comboio realiza pelo Rajastão
tem duração de sete dias, com partida (e
chegada) de Nova Deli e paragens em Jaipur, Jaisalmer,
Jodhpur, Sawai Madhopur, Chittaurgarh, Udaipur, Bharatpur
e Agra. Pode pedir mais informações ou fazer
reservas directamente no site www.palaceonwheels.net
ou através do tel. 0044 1258 580 600. Em Portugal,
a Top Atlântico possui um programa de oito dias
a bordo do Palace on Wheels por preços desde e3656
por pessoa (inclui o percurso de comboio, com sete noites
de alojamento em cabina dupla, pensão completa,
visitas, seguro e os voos desde e para Portugal).
A visitar
Situado na fronteira noroeste
da Índia, o estado do Rajastão foi em tempos
um conjunto de reinos de tradições feudais,
repleto de imponentes fortalezas e palácios dignos
de contos das Mil e Uma Noites (muitos dos quais hoje
convertidos em hotéis de luxo)... Talvez por isso
o seu nome signifique literalmente “terra de reis
e príncipes”. Com uma grande riqueza cultural
e paisagística, é uma região apaixonante.
Jaipur, a capital, fundada em 1727 e popularmente conhecida
como a Cidade Rosa; Udaipur, situada na margem do lago
Pichola, com os seus palácios de mármore
branco; e Jodhpur, a Cidade Azul, com o seu palácio
Art Deco, são alguns dos destinos mais célebres
e monumentais do Rajastão, mas Jaisalmer não
lhes fica atrás...
| Cooperativa têxtil
de Jaisalmer |
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A principal atracção
da cidade é o Forte Jaisalmer, situado no alto
de uma colina, guardando o deserto desde o século
XII. O acesso faz-se por uma calçada, atravessando
quatro portões e vielas muito estreitas até
chegar aos cinco palácios interligados que constituem
o forte, e cujos jaali testemunham a habilidade dos artesãos
locais. Segue-se o Lago Gadhisar, que, rodeado de pequenos
templos e altares, é eleito para piqueniques e
passeios de barco; o Salim Singh-ki-Haveli, um antigo
palácio dos ministros dos governantes locais, testemunho
da lendária riqueza da cidade, com o seu telhado
azul e balcões de madeira trabalhada; e o Patwon-ki-Haveli,
a mais grandiosa das mansões de Jaisalmer, constituído
por cinco palacetes cujo tecto é suportado por
pilares cuidadosamente esculpidos.Na cidade existem ainda
diversos templos Jain, dedicados a Rishabdevji, Sambhavnathji
e Parshvanathji, cujo esplendor merece atenção,
com particular destaque para Parshvanathji, o mais antigo
e mais bonito dos templos desta religião.
Nas redondezas é
obrigatório visitar Lodurva (16 km), um importante
centro de peregrinação Jain, que em tempos
foi a capital dos Bhatti Rajputs, ainda antes da construção
de Jaisalmer, e o Wood Fossil Park (17 km), um parque
dedicado ao período jurássico, onde se podem
ver fósseis com 180 milhões de anos, essenciais
para o estudo do deserto de Thar.
Os hotéis de Jaisalmer organizam excursões
de um dia às dunas Sam (42 km), mas, se tiver tempo,
aventure-se mais para o interior do Desert National Park,
um parque com cerca de três mil quilómetros
quadrados, classificado Reserva da Biosfera.
Onde ficar
| Uma antiga cama real decora
um dos quartos do Killa Bhawan |
|
Fort Rajwada, tel. 02992/253-233,
www.fortrajwada.com.
Situado fora das muralhas da cidade, este é um
dos hotéis mais recentes de Jaisalmer. Com uma
arquitectura palaciana, uma decoração sofisticada
e vista privilegiada para o forte, possui 65 quartos e
todas as comodidades do século XXI.
O Fort Rajwada também possui um “desert camp”,
onde os hóspedes podem jantar ou passar a noite
depois de um passeio de camelo na duna Sam. Diárias
a partir de e60.Killa Bhawan, na fortaleza, n. 445, www.killabhawan.com.
Esta pequena guest-house é a escolha mais charmosa
dentro das muralhas de Jaisalmer. O edifício onde
está instalada tem cerca de 700 anos, pelo que
alguns dos seis quartos disponíveis não
possuem casa de banho privada. No entanto, o conforto,
a decoração
e a vista panorâmica a partir do terraço
são irrepreensíveis. Diárias desde
Rs 1,650 ou e30.
Narayan Niwas Palace, tel. 0091 2992 52408, 51901/2/3/4,
www.narayanniwas.com.
Um palácio do século XIX, restaurado e convertido
num hotel no centro da cidade. Possui 43 quartos com ar
condicionado. Package especial de Inverno: Rs 4499 ou
e80 por pessoa por três noites em quarto duplo (crianças
com menos de 6 anos não pagam). Inclui pequeno-almoço
e jantar.
Para mais informações
Embaixada da Índia, Rua Pêro da Covilhã,
16, 1400-297 Lisboa, tel. 213 041 090/91, www.indembassy-lisbon.org
Na Internet: http://rajasthantourism.gov.in,
www.tourismofindia.com,
www.india-tourism.com,
www.indiatravelportal.com,
www.travelmasti.com
e www.india-travel.com
Informações
úteis
• Moeda: Rupia indiana. Uma rupia vale a cerca de
0,018 euros.
• Língua: O Hindu e o Inglês são
as duas línguas oficiais. Catorze dialectos regionais
são falados por todo país.
• Documentos: Passaporte válido e visto turístico
(contactar a embaixada).
• Diferença horária: mais cinco horas
e meia do que em Portugal Continental.
• Indicativo: 00 91 (para a Índia)
• Clima: No Verão as temperaturas podem chegar
facilmente aos 42ºC, enquanto no Inverno as temperaturas
máximas rondam os 23ºC e as mínimas
os 8ºC.
• Segurança: A região fronteiriça
com Caxemira pode ser perigosa; tenha cuidado ao atravessar
as estradas e com a alimentação.
• Festivais: O Festival do Deserto, que se realiza
no fim de Janeiro ou em Fevereiro (sem dúvida,
a melhor altura para visitar Jaisalmer), é o grande
acontecimento do ano. Uma oportunidade para assistir a
espectáculos de dança, competições
de turbantes e corridas de camelos seguidas por uma multidão
colorida, que é ela própria uma atracção

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