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XL
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| P A N O R Â
M I C A |
Fevereiro
de 2008 |
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Nas suas ruas, néons vibrantes coexistem com lamparinas chinesas, bazares alternam com multinacionais e quase três dezenas de casinos megalómanos com graciosos edifícios coloniais. Desengane-se o leitor que insiste pensar em Macau com um certo romantismo nostálgico: esta antiga colónia portuguesa é, mais que tudo, a nova Las Vegas do Oriente.
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Texto de Sara Raquel Silva
fotografia de Pedro Sampayo Ribeiro |
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São três horas da manhã de domingo, no casino Sands. Duas velhinhas agarradas às cartas, a bebericar um copo de leite, jogam as economias numa mesa sobrelotada. Em redor, uma multidão de todas as idades e classes sociais tenta a sorte no Baccarat, Blackjack ou Roleta, alheia ao show de bailarinas curvilíneas ou ao concerto da girlsband filipina. Não são os dotes vocais destas sete senhoras em palco ou os decotes das jovens da Europa de Leste a atrair centenas de apostadores diariamente a esta casa – é o jogo.
Marta, repórter natural de Coimbra a trabalhar na Rádio Macau há cerca de um ano, vai-me apresentando, ao som de covers inenarráveis de velhos hits dos anos 80 com sotaque asiático, os contornos da “nova Macau”. A que atraiu no ano passado mais de 25 milhões de visitantes e figurou nos cabeçalhos da imprensa internacional como a Las Vegas do Oriente.
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| O Casino Lisboa, de Stanley Ho, foi um dos pioneiros de Macau (à esq., em cima). Já o Venetian (à dir., em cima), mega estrutura com 3000 suites, é dos mais recentes. Contrastam com a beleza clássica das Ruínas de São Paulo, no centro histórico, onde resistem alguns restaurantes de cozinha portuguesa e macaense, à semelhança do Platão, liderado pelo chef Lou Chi Seng (à dir.) |
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Um dos templos mais interessantes é Lin Fung, onde ficavam instalados os Mandarins chineses (à esq., em cima). A sua tranquilidade é um refúgio face às concorridas ruas do centro. A de São Paulo é das mais populares (à dir.) |
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| São poucos os riquexós que circulam na cidade. Integram, com o Jardim Lou Lim Leoc, a herança da China antiga (à dir., em baixo). A Macau actual pertence aos casinos e hotéis de luxo. No Wynn (à dir., em cima), o glamour chega ao restaurante chinês, com vista para os jardins |
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“Hoje, o quotidiano desta velha colónia portuguesa gira em redor dos casinos… por vezes sinto-me a viver no plateau de qualquer filme do James Bond”, conta. Não duvido. É que Macau conta com nada menos do que 27 casinos, abertos 24 horas por dia. E, como se tal não bastasse, tudo isto num território que, juntamente com as ilhas de Coloane e Taipa, não atinge os 30 km2, aguardando, ainda, pela conclusão da Cotai Strip, uma versão ampliada da americana Vegas Strip, construída em terreno ganho ao mar situado entre ambas as ilhas (Cotai). No final deste ano, esta zona já terá um bom número de hotéis-casino operacionais e daqui a dez prevê-se que ofereça mais de 42.000 camas.
Entretanto, para garantir excelentes taxas de ocupação nos novos empreendimentos, Pequim autorizou, pela primeira vez, a cidadãos de determinadas regiões do continente a entrada a título individual no único local da China onde os casinos são legais. Agora é vê-los aos milhares a gastar dinheiro, sonhos e ilusões.
Esta é uma realidade estranha à de Marta e, provavelmente, à dos cerca de 2500 portugueses que vivem em Macau. Deixaram-se encantar por um território de dimensões liliputianas, onde o quotidiano se vivia pacato, em português com sabor a oriente. “Ainda me comovo quando encontro marcas da nossa cultura nas pequenas lojas dos bairros chineses, ouço falar Português pelos velhinhos macaenses…”, diz a sorrir, mas leio-lhe nos olhos a nostalgia de um mundo que acabou de conhecer, a seduziu, e agora ameaça desaparecer.
Dado o mar de betão em que Macau se transformou, é caso para questionar o que resta do charme desta colónia pitoresca, assente na fusão das culturas chinesa e portuguesa. Os amantes do jogo afirmarão que ganhou novas nuances. Os restantes que desbotou, mas não desapareceu. Nas ruas – cujas placas permanecem nas duas línguas – néons vibrantes coexistem com lamparinas de papel, velhos bazares com recém-inauguradas lojas de griffes internacionais; arranha-céus com edifícios coloniais e o trânsito cada vez mais caótico com espaços verdes, onde desde há muito os homens passeiam pássaros em gaiolas e as mulheres dançam com leques.
E, embora pareça inverosímil, existem ainda alguns lugares que não acusam quaisquer sinais de mudança. “Só não sabemos até quando”, lamenta Rosa Serrano, jornalista portuguesa radicada em Macau há cerca de uma década. Nem todos parecem felizes com as profundas transformações que Macau tem sofrido. “Os cafés e lojas de comércio tradicional que frequentávamos têm vindo a fechar devido ao aumento desmesurado das rendas – não conseguem competir com as grandes cadeias internacionais”, explica. “Já há poucos lugares onde gosto de ir, quer para fazer compras, quer nos tempos livres”. A nova região administrativa chinesa está dominada pelo jogo.
O Mercado Vermelho (Av. Almirante Lacerda com a Avenida Horta e Costa), edifício art déco construído em 1936 pelo arquitecto macaense Júlio Alberto Basto, com a sua profusão de cores e odores – nem sempre delicados –, é um espaço que Rosa ainda considera autêntico. Lotado a qualquer hora, é frequentado quer por chineses quer por macaenses (aqueles que descendem de casamentos mistos entre portugueses e asiáticos) que, geralmente, preferem comprar produtos frescos pelo menos duas vezes ao dia para os cozinharem de imediato. Além do Leal Senado, não existe quarteirão mais animado em Macau durante o dia.
As ruas em redor são conhecidas pelo nome do mercado e estão ocupadas por um labirinto de tendas e lojas que vendem de tudo o que a imaginação consegue alcançar e cabe nas bancadas: frutas e legumes exóticos, peixe seco, roupas, tecidos, velharias, electrónica e até refeições prontas a servir. Quase tudo é negociável e passível de ser regateado até ao despertar da consciência social.
Os seis magníficos
O jogo não é uma nova actividade na antiga colónia portuguesa, até porque o apetite dos chineses pelas apostas é lendário. Mas trata-se, sem dúvida, de uma actividade em franca ascensão desde que a Sociedade de Jogos de Macau, de Stanley Ho, perdeu o monopólio do negócio (2001). A partir daí, a nova Região Administrativa Especial Chinesa transformou-se no foco das atenções de grandes empresários e consórcios norte-americanos, os novos concessionários. Só nos últimos dois anos recebeu mais investimento estrangeiro que a Índia e, em 2006, destronou Las Vegas em termos de receitas brutas. Eis seis dos casinos que mais peso tiveram nesse feito inaudito:
Hotel e Casino Lisboa – Propriedade de Stanley Ho, este casino inaugurado em 1970 foi um dos pioneiros em Macau. A sua arquitectura é marcada pela torre cilíndrica coberta de néon, rematada por uma roleta gigantesca. No interior, a decoração é do género “onde um imperador Ming encontra Luís XIV”. O excesso é o mote. Trata-se de um casino ao estilo da velha guarda, fumarento e frequentado sobretudo por homens. Poderia perfeitamente ter sido o Central Hotel de James Bond.
Sands – Abriu em 2004 e foi o primeiro casino americano a abrir e a desafiar o já clássico Hotel Lisboa. A audácia pertenceu ao bilionário de Las Vegas, Sheldon Adelson (Sands Corporation). Estima-se que tenha sido visitado por 500.000 pessoas apenas nas duas primeiras semanas. Mas este é um casino feito de números impressionantes: possui mais de 700 mesas de jogo, 1200 slot machines e suites de luxo com 120m2. Há que agradar aos jogadores VIP. Afinal, são eles os responsáveis por 70% dos lucros.
Wynn – Inaugurado em 2006, possui as galerias com as melhores marcas de toda Macau (Chanel, Prada, Dior…), o spa mais luxuoso, suites principescas e inúmeros restaurantes. Steve Wynn, conhecido como “construtor de sonhos” chegou tarde ao jogo, mas cheio de ambição, a julgar pelo espectáculo de jactos de água e fogo que animam os exteriores deste edifício elegante e minimalista, com cerca de 600 quartos e 22 andares. O investimento rondou os 1,2 mil milhões de dólares.
Grand Lisboa – É a resposta de Stanley Ho aos dois projectos anteriores. À semelhança do pioneiro Hotel Lisboa, exibe obras de arte da colecção privada do proprietário, incluindo esculturas de madeira e jade. Na sala de jogos pode ser admirado um enorme diamante lapidado. A característica mais marcante do edifício será a torre com vários andares dedicados à zona de casino, múltiplos salões de festa e centenas de quartos, em forma de flor de lótus, o símbolo de Macau.
Venetian – Mais um projecto da Sands Corporation, que, à semelhança do que fez em Las Vegas, recriou em Cotai a cidade de Veneza. Os gondoleiros são filipinos, as gôndolas possuem motor e as águas do Grande Canal são mais azuis que o mar das Caraíbas. O Venetian é a metáfora do kitsch e, até agora, o maior dos empreendimentos em Macau: possui 3000 suites, um anfiteatro com 15 mil lugares, piscina, dezenas de lojas e restaurantes e pretende acolher um franchising do Cirque du Soleil.
MGM Grand Macau – Com um exterior geométrico, grandioso, em tons de dourado, este foi o casino mais esperado de 2007. Possui 600 quartos, 385 mesas de jogo e mil slot machines, spa, sala de espectáculos e nove restaurantes, dispersos por 35 andares. É propriedade conjunta de Pansy Ho, filha de Stanley Ho, e da MGM Mirage. |
Mas este não é o último baluarte da Macau antiga.
Os templos taoistas ou budistas (porque aqui as religiões sempre coexistiram em harmonia, catolicismo inclusive), envoltos pelo fumo de espirais de incenso suspensas no tecto e pela espiritualidade dos fiéis, são dos poucos oásis de serenidade numa cidade que nunca dorme. Entre os menos turísticos contam-se o Hong Kong Miu (Travessa da Corda) e o Kun Iam Tong (Avenida do Coronel Mesquita). Este último, puramente budista, terá sido a instituição religiosa mais antiga de Macau, desde que a cidade foi fundada, no século XIII. O monumento actual data de 1627 e desdobra--se numa série de altares, em homenagem à deusa da Misericórdia, Kun Iam, aos Três Budas Preciosos e ao Buda da Longevidade.
Igualmente contemplativo é o jardim Lou Lim Leoc (Estrada de Adolfo Loureiro), o mais chinês de todos os jardins de Macau. Foi mandado construir no século XIX por Lou Lim, um mercador chinês abastado, e hoje é o “ginásio” comunitário e sala de meditação ao ar livre de praticantes de Tai Chi e Chi Kung, além de sala de jogo dos homens que preferem o dominó a passear passarinhos. Tão bucólico quanto exótico, atravessado por trilhos estreitos serpenteantes entre pequenos bosques de bambu e um lago povoado de carpas douradas e flores de lótus, o Lou Lim Leoc será o melhor lugar para espairecer em dias de má fortuna no casino. Nesse caso, sugere-se, ainda, a passagem pela ponte com nove curvas que ziguezagueia ao longo do lago, porque, de acordo com as crenças tradicionais, os maus espíritos só se deslocam em linha recta!
No que toca às superstições, ninguém bate os chineses, que, por considerarem o quatro um número de azar, fazem passar a numeração dos elevadores dos hotéis e casinos do terceiro para o quinto andar; compram matrículas quase pelo mesmo preço que os automóveis para que nelas figure o oito, a antítese do quatro, ou fecham as varandas de casa com grades. Transformam, assim, os apartamentos em gaiolas gigantescas, que servem, segundo a tradição do feng shui, para que as boas energias, ao entrar, não encontrem o caminho de saída. Consta que o próprio Stanley Ho, nos seus casinos, mantém sempre um dos andares em obras para atrair prosperidade. Dá que pensar, a avaliar pela sua fortuna pessoal…
Quanto à presença lusa, à primeira vista parece que não resta mais nada para além do número de rostos, curiosamente familiares daquele lado do globo, com que nos cruzamos na rua, e a sinalética em português. Mas uma investigação mais cuidada revela-nos que a língua foi, afinal, o que menos terá influenciado os asiáticos. Por exemplo, o modelo jurídico, tal como a forma de representação política da sociedade macaense, segue o preconizado por Portugal. Mais óbvia será a influência da nossa gastronomia na inventiva cozinha macaense, que reúne ainda aromas e paladares chineses, indianos e africanos. Quer isto dizer que a uma massa cantonesa frita com camarão podem seguir-se uns pastelinhos de bacalhau ou um cozido de carnes no cardápio de restaurantes como o Litoral (Rua do Almirante Sérgio, 261-A), o Porto Interior (Rua do Almirante Sérgio, 259-B) ou o Platão (Travessa de São Domingos, 3). Neste último, poderá experimentar as especialidades do chef Lou Chi Seng, que cozinhou ao longo de 26 anos para os governadores portugueses em Macau.
De futuro, o que perdurará, sem dúvida, no território, será a pegada arquitectónica deixada tanto na península como nas ilhas de Coloane e Taipa. Aliás, cinquenta por cento dos locais classificados Património da Humanidade pela UNESCO no centro histórico de Macau – praças, templos e igrejas – foram construídos sob a nossa administração.
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| Em redor do Leal Senado pode ler-se a sina (caso tenha tradutor) e comprar desde produtos de farmácia chinesa a antiguidades. Uma das ruas mais pitorescas é a da Felicidade (à esq., em baixo), mas, se mais que o peixe seco e bolinhos típicos interessar o jogo, o Casino Sands é uma aposta acertada |
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| O hotel e casino Venetian foi construído em Cotai, área conquistada ao mar, entre as ilhas da Taipa e Coloane. É aí que fica a Cotai Strip, meca do jogo que irá transformar definitivamente Macau na Las Vegas do Oriente. Alheios às transformações da região, os mais velhos continuam a fazer Tai Chi e Chi Kung nos jardins públicos (em baixo) |
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O Templo de A-Má, com vista sobre o Largo da Barra e a costa, constitui um excelente ponto de partida. Manhã bem cedo, antes que o incenso queimado pelas excursões de devotos taoistas em peregrinação provoque convulsões nos estômagos mais sensíveis. Perto fica o neoclássico Quartel dos Mouros, construído no século XIX para alojar um regimento proveniente de Goa, assim como o Largo de Lilau, área onde se instalaram os primeiros colonos portugueses.
A sensação de que se retorna à santa terrinha, no entanto, apenas se dá ao chegarmos ao Largo de Santo Agostinho. Agrega vários edifícios classificados, entre os quais a Igreja de Santo Agostinho, a Biblioteca Sir Robert Ho Tung e o Teatro D. Pedro V, o primeiro ao estilo ocidental levantado na China (1860), mas é o pavimento em calçada portuguesa que confere à praça o carácter de um espaço público tradicional português. Só que, em vez de malha, joga-se majong.
Tal falta de coerência pode ser compensada com um autêntico pastel de nata, meia dúzia de ruas abaixo, na pastelaria Caravela – um porto de abrigo para muitos expatriados portugueses, que aí matam diariamente as saudades da bica de marca nacional na companhia de um jornal importado. Estas pastelarias já foram mais abundantes, mas têm vindo a fechar nos últimos tempos. Não por falta de frequência mas devido à especulação imobiliária.
A dois passos, a Praça do Leal Senado, com o seu invulgar carácter mediterrânico, permanece o coração da cidade há mais de um século. Entre vários edifícios em perfeito estado de conservação, que deixam adivinhar as glórias do antigo império, agrega os neoclássicos Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e a Santa Casa da Misericórdia. Objecto de maiores romarias só mesmo as Ruínas de São Paulo (1602), um dos símbolos de Macau, em tempos associada ao primeiro colégio ocidental dos Jesuítas no Oriente . A fachada finamente esculpida – apenas o que resta do templo original, dado o incêndio que a devastou, no século XIX –, revela a história da religião católica na Ásia. Nas traseiras fica o muitas vezes esquecido – injustamente – Museu de Macau. Demonstra, através de um interessante acervo de artefactos, quer chineses, quer portugueses, a forma de viver das duas comunidades ao longo de 442 anos. Por se encontrar instalado na Fortaleza do Monte, a principal estrutura defensiva da cidade, levantada pelos Jesuítas no século XVII, dá acesso, no final da visita, ao topo da Colina do Monte. É o lugar certo para contemplar e sentir o pulsar da cidade, aqui mais tranquilo, num raio de 360º. Fazer a síntese entre a realidade já extinta dos riquexós e mercados flutuantes – a do museu – e o actual desvario em torno do jogo. E para sentir a mesma nostalgia que li no olhar de Marta, mas daquilo que nunca chegarei a conhecer.
Como ir
Não existem voos directos de Portugal para Macau, por isso a melhor opção será voar até Hong Kong com a Lufthansa, por exemplo, que voa para esta cidade, via Frankfurt, por tarifas que rondam os €660 (taxas incluídas). Uma vez em Hong Kong, poderá apanhar um jetfoil (partidas a cada 15/20 minutos) no Terminal Interterritorial Marítimo de Passageiros. Os passageiros em trânsito poderão despachar directamente as suas bagagens para o Terminal Marítimo de Macau. As viagens de e para Macau levam cerca de 45 minutos. Bilhetes a partir de €18 (adultos). Para mais informações visite www.turbojetseaexpress.com.hk Se não quiser fazer pessoalmente pesquisas e marcações de viagens e alojamento, o ideal será recorrer aos serviços de uma agência.
Transportes
Apesar de a rede de autocarros ser satisfatória, os táxis (Rádio-táxis, tel. + 853 2893 9939 ou + 853 2851 9519) são muito económicos e a melhor forma de circular. A bandeirada é de e1 pelos primeiros 1500 metros e de €0,1 por cada um dos 180 metros seguintes. Outra alternativa: os autocarros grátis do casinos.
Clima
Em Janeiro e Fevereiro a temperatura pode chegar aos 10º C. Entre Março e Abril o tempo é húmido, havendo, às vezes, chuviscos. Entre Maio e Setembro dão-se trovoadas, chuvas intensas e até tempestades tropicais, com temperaturas que rondam os 30ºC. Já no Outono, que começa em Outubro, o tempo é ameno e seco.
Informações úteis
Língua: O Mandarim e o Português são as línguas oficiais, mas o Cantonense é a mais falada em todo o território. As línguas oficiais são usadas nos organismos públicos e nos documentos oficiais. O Inglês é falado nos melhores hotéis e casinos.
Moeda: A Pataca, que vale cerca de €0,08. As moedas estrangeiras e os cheques de viagem podem trocar-se facilmente nos hotéis, mas nos bancos e casas de câmbio autorizadas consegue-se uma taxa mais vantajosa.
Electricidade: A corrente eléctrica é de 220V a 50Hz. As tomadas usadas são as de três orifícios redondos, mas a maioria dos hotéis possui adaptadores.
Indicativo: 00 853
Diferença horária: mais oito horas do que em Portugal Continental
Documentos: Passaporte com um mês de validade. Não é necessário visto.
A não perder
Ilhas da Taipa e Coloane – Na primeira visite a vila com as suas lojas típicas chinesas, escritórios em estilo português, pequenos templos e uma antiga fábrica de fogo de artifício. Na segunda, a não perder a Capela de São Francisco Xavier, com o seu pitoresco adro, no estilo tradicional português.
Museu de Macau – Concebido para preservar as memórias de Macau, este museu apresenta ao longo de três pisos os primórdios do território, desde a época pré-histórica até meados do século XVII; as tradições populares e os aspectos mais representativos do Macau contemporâneo, desde o início do século até à cidade dos nossos dias. Contacto: Praceta do Museu de Macau, 112, tel. (853) 28 357 911, www.macaumuseum.gov.mo
Museu de Arte de Macau – É o maior espaço de Macau dedicado à promoção das artes plásticas. Destaque para as cerâmicas de Shiwan; as caligrafias, pinturas e sinetes de Guangdong das dinastias Ming e Qing; os quadros históricos, produzidos em Macau no século XIX e as obras de arte contemporânea (sobretudo pintura, cartazes e fotografia).
Contacto: Avenida Xian Xing Hai, Nape – Centro Cultural de Macau, Instituto para os Assuntos Cívicos Municipais, tel. (+ 853) 7 919 800; (+ 853) 28 751 317.
Zuhai – Fica já na República Popular da China e a sua visita vale apenas pelas compras. Não encontrará nada de autêntico (malas, sapatos, roupas…), mas as imitações são perfeitas e a um centésimo do preço. É necessário um visto para passar a fronteira, que pode ser pedido em qualquer agência de viagens de Macau.
Onde ficar
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| Rocks Hotel |
Rocks Hotel – Situado junto à Doca dos Pescadores, este hotel de charme possui 72 quartos e, ao contrário da maioria, não se encontra associado a qualquer casino. Os quartos e casas de banho são amplos e decorados ao estilo da belle époque, de acordo com a arquitectura da fachada.
Quartos duplos a partir de €150.
Contacto: Rocks Hotel, Doca dos Pescadores, tel. (+ 853) 2878 2782, fax (+ 853) 2872 8800, www.rockshotel.com.mo/
MGM Grand Macau– Com cerca de 600 quartos, villas, suites e apartamentos, este é o hotel- -casino mais recente de Macau, um misto eclético de arquitectura europeia, minimalismo chinês e art déco. É frequentado pela beautiful people de passagem, graças às festas que aí se realizam pela noite dentro e ao luxo que se respira desde o spa até à sala de espectáculos.
Diárias a partir de: €160 (mas que podem ascender facilmente aos €500)
Contactos: Lote A do Quarteirão B2 da Zona B, Nape, Macau, tel. (+ 853) 8802 8888, www.mgmgrandmacau.com
Onde comer
Robuchon – Liderado pelo conceituado chef francês Joel Robuchon, é um dos melhores restaurantes gourmet de Macau. Um pretexto para visitar o Casino de Lisboa, sem ter de arriscar ao jogo.
Contacto: Lisboa Tower, tel. (+ 853) 2888 3888
O Manel – Restaurante de cozinha portuguesa, onde as amêijoas e o peixe grelhado lembram os aromas de Sesimbra.
Contacto: Rua Fernão Mendes Pinto, 90, ilha de Taipa, tel. (+ 853) 2882 7571
Para mais informações
Centro de Promoção e Informação Turística de Macau – Av. 5 de Outubro, 115 R/C, 1069-204 Lisboa, tel. 217 936 542, www.macautourism.gov.mo
Na Internet: www.macauheritage.net/ mherit/mhtimetableP.asp, www.turismodemacau.com.pt, www.gamingfloor.com/ Macau_Casinos.html
Agradecemos a colaboração do Turismo da Região Administrativa Especial de Macau

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