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XL
> Rotas & Destinos
> As viagens de
> Ana Padrão

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| A S V I A G E N S D E |
Fevereiro
de 2009 |
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| Já conhece meio mundo e quer conhecer muito mais, sempre à procura de aventura |
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Viajar? Parto de um dia para o outro, seja para onde for. Pode ser o sítio mais recôndito… e quanto mais recôndito melhor”, diz, entusiasmada, a actriz, cujo trabalho pode actualmente ser apreciado no filme Amália e na novela Podia Acabar o Mundo, da SIC. “Gosto de viajar à séria, de viver as viagens”, acrescenta, o que a exclui do papel da turista que se |
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confina a um qualquer resort. “Já fiz viagens confortabilíssimas, mas, no meio, apetece-me uma cabana. Bom mesmo é andar de mochila às costas, à aventura”.
E as suas aventuras começaram cedo: aos 18 anos levou um espectáculo de marionetas pela Europa, à boleia, sem nunca saber onde ia comer ou dormir. Gostou. Antes, na infância, viveu em Luanda, com as melhores praias que conheceu “até hoje”. “Gosto muito de mar mas detesto praia. Apanhar sol e pôr cremes acho sinistro, é um ritual estranho que vai acabar por causa das mudanças climáticas, que são assustadoras”, refere. Depois conheceu Phuket, onde aconselha o restaurante Ka Jok See: “Nunca me lembro de nomes, mas desse não me esqueço, era especial, nunca mais comi comida tailandesa tão bem como lá”. Também recomenda Guilin, “cidade extraordinária a nível de paisagem”, e Xangai, na China; e África, em que se sente “de longe, mais em casa”, nomeadamente a Cidade do Cabo ou Marraquexe, “por ser perto e diferente”, e países como a Namíbia ou Moçambique. Falta-lhe, para já, realizar dois sonhos: o Transiberiano e uma viagem grande, de meses, pela América do Sul. Até lá, o mundo não pode, mesmo, acabar. 
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