Home | Fóruns | PDA | Facebook
Directório de Turismo: Agências de Viagens | Operadores Turísticos | Comp. Aéreas | Alojamento
  Subscrever
Rotas & Destinos




- - - - - - - - - - - - - - -
Rotas&Destinos
no Facebook
- - - - - - - - - - - - - - -
  Bloco de notas
   Hoteis, Restaurantes e Shopping
   Globetrotter 
   Livros e Discos
   Promoções 
   Agenda
   Dicas de Viagem
   Dicas de Saúde
 
  Secções
 • Fim-de-semana 
 • Estrada fora

 • 24 Horas
 • Hotéis
 • Em destaque
 • Especiais
 • Panorâmica
 • Lugares com história
 • Gourmet
 • As viagens de
  Pesquisar artigos


  Planear Viagem
 • Programas de Viagem
 
  Jogue online
 • Acção
 • Desporto

 • Plataformas
 • Puzzle
 • Shoot´Em Up
 
  Utilidades
  
- - - - - - - - - - - - - - -
 Edições Anteriores
- - - - - - - - - - - - - - -

   XLRotas & DestinosEm Destaque > O arquipélado Aloha

D E S T A Q U E Fevereiro de 2010   
   
Apesar de perdido no oceano Pacífico, o último dos estados dos E.U.A. é um dos mais celebrados. Privilegiado pela natureza, este grupo polinésio de ilhas vulcânicas luxuriantes acolheu ondas de imigração dos quatro cantos da Terra. Passados vários séculos desde que o capitão Cook o revelou ao Ocidente, o Havai continua a maravilhar quem o descobre

Texto de Marco Cerdeira Pereira | Fotografia de Marco C. Pereira e Sara Wong
   

P U B L I C I D A D E




O dia acaba de despertar, mas o frenesim habitual já se apoderou das ruas de Waikiki. Transeuntes vestidos com elegância estival percorrem os passeios atraídos para as montras pelo magnetismo das grandes marcas. Evitam famílias de banhistas madrugadores que regressam da praia ainda encharcados, arrastando toalhas e cadeiras desdobráveis, pranchas gigantescas e chapéus de sol. São, na sua maioria, asiáticos, muito brancos, quase albinos. Destacam-se os japoneses, que, meio século depois de terem bombardeado Pearl Harbour (ali a uns meros quilómetros), ocupam pela força dos seus ienes este recanto balnear da ilha de Oahu.

Mais para diante, a avenida Kalakaua livra-se por escassos metros dos prédios altos que a delimitam. Metemo- -nos num beco escuro, desconfiados de que não nos levaria a parte alguma. Contra as expectativas, surgem bancas soterradas de quinquilharia de praia. Logo depois, a sombra abre-se para um areal amarelo e para a vastidão idílica de um Pacífico pouco profundo, ambos repletos de veraneantes ansiosos que, numa semana, procuram divertir-se para o resto do ano.

As estruturas tradicionais do Parque Nacional Pu’uhonua; Ricky Torres, um professor de surf com sangue açoriano e um templo chinês de Maui
Como nunca tínhamos visto, o mar aparece sarapintado por bóias e colchões insufláveis de todas as cores e, à frente dessa mancha, destaca-se um novo padrão, formado pelas incontáveis pranchas longboard de surf que se agrupam em Queens e Canoes, as rebentações mais conceituadas de Waikiki. Estamos em pleno Agosto. As ondas são fracas e espaçadas, mas nada demove os aprendizes, motivados por praticarem no berço mundial da modalidade.

Percorremos a superlotada Central Beach, até que nos atrai uma aglomeração de fotógrafos de ocasião. Vamos investigar e descobrimos a famosa homenagem a Duke Kahanamoku. Duke viveu em Waikiki de 1890 a 1968, onde formou com amigos o clube de surf Hui Nalu, reavivando a tradição do surf que os missionários quase extinguiram. Foi considerado o pai do surf moderno. Demonstrou o desporto durante exibições em redor do mundo, nos intervalos dos Jogos Olímpicos e de outras competições, em que ganhou medalhas de ouro e de prata nas provas de natação e de pólo aquático. Apesar do interesse dos visitantes – que se fotografam sem tréguas junto ao ídolo –, a sua estátua de bronze é ainda objecto de controvérsia entre os locais, a quem desagrada o facto de estar de costas para o mar, contemplando o passeio e o asfalto da avenida Kalakaua.


WAIKIKI: O RECANTO BALNEAR DE HONOLULU
Voltamos à praia para observar um pitoresco casal asiático a receber lições de surf sobre a areia. Terminados os exercícios, são recambiados para dentro de água, onde os aguarda um segundo instrutor. Metemos conversa com o primeiro. Pelo apelido – Torres – percebermos que é um dos 55.000 descendentes dos 15.000 açorianos e madeirenses que, durante o século XIX, se juntaram aos emigrantes de outras paragens que já trabalhavam nas plantações de cana de açúcar do Havai. Apresenta-nos aos colegas e a alguns amigos que falam em pidgin (o dialecto local) à sombra dos coqueiros enquanto saboreiam shaved-ice, uma espécie de granizado que é, de longe, o refresco mais colorido do Havai.

Neste grupo, há dois outros “portugueses”. Jamie Souza depressa açambarca a conversa. Disserta sobre a sua frustrante vida conjugal, a fé cristã que preserva e sobre Fátima, que, apesar da distância, ainda há-de visitar; prossegue com a complicada situação actual dos Estados Unidos e a culpa dos novos emigrantes por não sentirem realmente a pátria e se limitarem a usá-la. Junta-se, então, ao manifesto um californiano, tão ou mais conservador. Quando, num quase coro, ambos começam a celebrar George Bush e a desancar em Obama – que, como Jamie e os amigos, cresceu nos bairros em redor – confirma-se que está na hora de mudarmos de ares.

Honolulu, a grande capital do Havai, na ilha de Oahu; e um dos impressionantes desfiladeiros da Napali Coast, na ilha de Kaua’i, onde foram filmados Jurassic Park e King Kong
Apesar da fama e do protagonismo, Waikiki é apenas um distrito de Honolulu, a grande capital havaiana. Antes do advento da aviação comercial, só os nobres e os ricos do arquipélago usufruíam do seu clima temperado e das suas praias tropicais. Com o passar dos anos formou-se em redor da estância o imaginário de um destino exótico quintessencial, adornado por camisas aloha, grinaldas de flores, surf e romance. As celebridades – incluindo Elvis Presley – visitaram-na e cantaram-na em primeira mão, acompanhados por beach boys a tocar ukulele, o cavaquinho que os havaianos transformaram por acharem demasiado pequeno para as suas enormes mãos.

Sem aviso, os aviões trouxeram milhares de visitantes estrangeiros todos os anos. Novos hotéis e centros comerciais foram erguidos para os albergar e entreter, definindo o horizonte cosmopolita actual de Waikiki. Com os check-ins baratos dos turistas cada vez mais asiáticos, o reduto nobiliárquico inicial foi substituído por um mega resort rendido à classe média, uma espécie de Las Vegas à beira-mar, como é tantas vezes caracterizada Waikiki.

O cair da noite aproxima-se. Está planeado subirmos às Makiki Heights para observar o lento iluminar de Honolulu ao lusco-fusco, contra o oceano Pacífico. Percorrido sem contemplações, o trajecto ascendente e sinuoso revela-se um misto de contra-relógio com prova de orientação, mas o encanto multicolor do panorama acaba por nos recompensar antes do até breve. A fechar a viagem ao Havai, ainda voltaríamos a Oahu (a ilha do Encontro), a Honolulu e à sua Waikiki, mas, na manhã seguinte, mudávamo-nos para a vizinha Kaua’i.

A DESCOBERTA DA ILHA JARDIM
Kaua’i é a mais antiga, a mais verde e a mais espectacular ilha do arquipélago. Em grande parte rural, a sua população concentra-se em pequenas povoações (todas com menos de 10.000 habitantes) formadas por casas históricas invariavelmente baixas, já que, por lei, em Kaua’i, nenhuma construção pode passar a altura de um coqueiro.

Ficamos instalados em Lihue, num hotel-restaurante humilde de havaianos nipónicos que durante a hora de almoço serve refeições tradicionais havaianas e muda de decoração para os jantares, transformando-se num japonês. Na casa em frente do hotel descobrimos um cartaz que promove um dos candidatos a mayor. “Vote Carvalho”, tem escrito. Segundo apuramos, o vencedor da eleição era de ascendência portuguesa (não que houvessem grandes dúvidas), como vários outros responsáveis políticos do Havai.

Waimea, uma espécie de Grand Canyon havaiano, que rasga a superfície de lava solidificada de Kaua’i; queda de água em Maui, esculturas da mitologia havaiana do PN Pu'uhonua (Big Island) e uma casa típica de Lahaina (Maui)
Ao contrário do que se passa em Oahu, as grandes atracções de Kaua’i, o canyon de Waimea e a costa de Napali, são 100% naturais. Atravessamos a ilha de leste a oeste para chegarmos à primeira. Escavado pela actividade sísmica e vulcânica e ainda pela lenta erosão do rio Waimea e dos seus tributários, o cenário dramático assemelha-se quanto a formas, texturas e tons (apesar muito aquém em termos de extensão) ao Grand Canyon norte-americano. Como neste último, aqui surge uma estrada que contorna a depressão, concedendo vistas grandiosas de diferentes ângulos. Antes de nos aventurarmos nela, dedicamos parte substancial do tempo ao miradouro principal, fascinados, a observar o panorama e as suas mudanças súbitas de luminosidade. Afugenta-nos finalmente um casal de meia-idade que, tendo a sua relação à beira do precipício, se entretém a trocar sarcasmos exibicionistas, levando os restantes visitantes ao desespero.

Vista no mapa, a Napali Coast surge apenas uns quilómetros para norte do canyon de Waimea. A ausência de estrada a ligar as duas áreas seria, por si só, um bom motivo para a explorarmos apenas no dia seguinte. Tínhamos, no entanto, outra razão incontornável: íamos fazê-lo de helicóptero. Somos transportados ao aeroporto por Kurt, um empregado da empresa fanfarrão que, entre longos monólogos tresloucados, trata os clientes por “kids”. Esperamos vinte minutos pelo fim do longo briefing de segurança e de uma chuvada fulminante. Já distribuídos pelos lugares do habitáculo ficamos à mercê de Michael, o piloto que pisa os pedais descalço e, assim, impressiona a jovem passageira do lado. De seguida eleva-nos finalmente do solo e dá início a uma locução solene, feita sobre música cuidadosamente seleccionada.

Seguindo a costa sul de Kaua’i, acima e abaixo das nuvens, sobrevoamos o Waimea Canyon, que, agora visto das alturas, nos parece ainda mais monumental. Com a aproximação à costa norte de Kaua’i, as montanhas tornam-se gradualmente mais luxuriantes. Após contornarmos um pico destacado desvenda-se finalmente o azul escuro do oceano Pacífico e, à direita, a longa Napali Coast (Napali, em havaiano, significa “penhascos”), feita de arestas aguçadas e vales claustrofóbicos escavados no bloco vulcânico ao longo de milhões de anos. Tanto como as suas arestas rudes, impressiona- -nos a paleta natural de cores que combina tons de ocre e castanho da lava ancestral com os verdes do musgo e da vegetação irrigada pela névoa que o helicóptero vai rompendo. Por esta altura, uma já esperada 5.ª sinfonia de Mozart exalta o esplendor da paisagem e exige a Michael o reforço da eloquência. Depressa percebemos que estamos nas mãos de um perito multifacetado. Não só a locução acompanha os altos e baixos da música, como é coordenada com incursões surreais nos vales mais profundos. Inclui ainda trajectos hollywoodescos ao longo de desfiladeiros apertados e ascensões vertiginosas que seguem, da base ao topo, quedas de água gentis.

Escusado será dizer que, até que o helicóptero deixasse a Napali Coast, todos os passageiros se mantiveram em absoluto silêncio, abismados com a beleza sublime da paisagem. O mesmo aconteceu em tantas salas de cinema do mundo quando estes mesmos lugares surgiram nas telas ilustrando Jurassic Park, South Pacific e King Kong, entre outros sucessos de bilheteira.

ENTRE OS VULCÕES DA BIG ISLAND
Maui foi a etapa seguinte deste itinerário insular. Apesar de deter paisagens vulcânicas grandiosas, esta ilha revelou-se bem mais modesta e profanada pelo turismo que Kaua’i e que a Big Island, a paragem que se seguia. Deixou escassas memórias, no geral, difusas. Passámos assim, antes do previsto, para Hawai’i – a grande ilha – que, por ter o dobro da dimensão das restantes juntas, emprestou o nome ao arquipélago.

Na Big Island, visitantes assistem, o mais perto possível, ao momento em que a lava do Kilauea rasga, em fúria, o Pacífico
Existem cinco vulcões na Big Island. Dois destes são dos maiores do mundo e um deles, o Kilauea, é ainda o mais activo à face da Terra. A dimensão da sua presença justifica o porquê das restantes atracções da ilha estarem submissas ao protagonismo vulcânico.

Situada na costa leste da ilha, Hilo é a segunda cidade do 50.º estado e um ponto de partida privilegiado para o acesso ao Parque Nacional dos Vulcões e ao cume do Mauna Kea, o tecto majestoso do Havai. Abrigado da vista directa por uma das cinturas de vegetação mais densas da ilha, o PN dos Vulcões concentra o poder avassalador de dois vulcões activos, completamente distintos. Aparentemente mais tranquilo, o Mauna Koa passa grande parte do Inverno coberto de neve, pelo menos na parte superior dos seus 3900 metros. As aparências enganam. No interior da montanha esconde-se um lago formado por lava incandescente, que ocasionalmente transborda, gerando caudais que queimam tudo por onde passam. De tempos a tempos, estes fluxos são mais lentos e, como os do vizinho Kilauea, podem ser observados à distância pelos visitantes.

Por azar, as autoridades dizem-nos que, no momento, não existe lava à superfície dentro dos limites do parque. Explicam que todo o fluir é, então, subterrâneo, e que o único lugar em que pode ser avistada fica na costa sul, onde um túnel subterrâneo a conduz até ao mar.

Aproveitamos para percorrer a pé alguns trilhos emblemáticos do parque e observar várias crateras, incluindo a fumegante do Kilauea. Em seguida, voltamos ao carro e seguimos a Chain of Craters Road. Embrenhamo-nos na fascinante vertente sul do vulcão, cruzando um deserto negro que se prolonga por vários quilómetros. Encordoada em certas áreas e almofadada noutras, vemos a lava e os padrões de solidificação que assumiu durante o deslizar inexorável para o oceano Pacífico. Sentimos duplamente o seu poder em cada ilha de vegetação poupada ao sacrifício a Pele, apesar de tudo, uma das deusas vulcânicas mais permissivas da mitologia, pelo menos no que diz respeito à presença de humanos no seu território.

Quando nos aproximamos da costa, o cheiro a enxofre aumenta de repente, arrastado pelo vento que sopra de norte. Ao mesmo tempo, a estrada termina. Iniciamos um curioso trilho que avança, ora sobre asfalto, ora sobre as vagas de lava, ali bem distendida, que o cobriram. O visual e a atmosfera circundante ganham contornos de um exotismo extraterrestre que, quanto mais caminhamos, mais nos fascina. É suposto o trilho conduzir aos petróglifos de Pu’u Loa mas percebemos que, para cumprir o que temos previsto para o fim da tarde, não podemos chegar ao fim.

Pequenas crateras secundárias resistem junto à base de um dos maiores vulcões inactivos do mundo, o Mauna Kea
Pouco depois, deparamo-nos com uma placa de “Road Closed” semi-enterrada na lava. Interpretamo-la a como um sinal e voltamos para trás, seguros de que, só assim estaríamos ao pôr-do-sol no único local em que a lava incandescente poderia ser contemplada a uma distância aceitável: o mar em frente.

As autoridades do parque permitem a observação do fenómeno aos visitantes em geral, mas é mantida uma enorme distância de segurança, que deixa perceber pouco mais que o seu brilho alaranjado. Encontrámos a solução em Roy Carvalho, o proprietário, semi-asiático, semi-português, de uma das empresas que organizam tours de barco às imediações da lava.

À hora marcada, embarcámos na lancha de Roy prontos para o que desse e viesse, incluindo as vagas já consideráveis que anunciavam a chegada ao Havai de nova tempestade tropical. O percurso ao longo da costa é feito a alta velocidade e aos saltos. Passamos pela multidão agrupada no limite estabelecido pelo parque e continuamos a aproximarmo-nos até que as colunas de fumo se tornam gigantescas e o movimento da lava é perceptível.

Temos dois outros barcos como companhia. Roy aproxima-nos o máximo possível da lava e dá início a uma sequência de “oitos” – a única forma de evitar sermos abalroados por uma onda – que só viria a terminar vinte minutos depois.

Aparentemente escasso, o tempo parece prolongar-se sem fim perante o contexto dantesco em que nos metemos. O lusco-fusco acentua o dramatismo do fluxo fogoso e das explosões geradas quando a lava entra em contacto com a água. Não tarda que percebamos que, em redor do barco, o mar, além de revolto, é, também, quente.

Algo desgastados pelos permanentes solavancos e já suficientemente deslumbrados, acatamos com agrado a escuridão total e o alerta de Roy: “sorry boys, it’s time to go back.“


MAUNA KEA: O TECTO DO HAVAI
Estrada coberta de lava na Big Island; dançarina de Maui, uma das ilhas mais concorridas do arquipélago; e os observatórios espaciais espalhados pelo vasto cume do Mauna Kea
Os restantes dias são passados a descobrir a Big Island, com paragens estratégicas nos seus recantos mais marcantes, ou tão só, promissores. Num desses lugares, o vale de Waipi’o, recompensamo-nos dos esforços de até então e provamos as malasadas locais, recheadas com compota. Já na costa oeste, visitamos a famosa Kona coffee farm, de onde provém um dos melhores cafés do mundo.

No regresso a Hilo, cedemos uma última vez à aventura. Atalhamos caminho pelo interior da ilha, determinados a chegar aos 4205 metros do cume do Mauna Kea, a montanha mais elevada do Mundo, se for tida em conta a sua altitude desde o fundo do oceano (10.203 metros).

Subimos lentamente por uma estrada tão sinuosa quanto íngreme. O percurso ganha interesse extra quando ficamos acima das nuvens e vislumbramos, na planície, uma série de velhas crateras a que o fim do dia confere uma atmosfera misteriosa de ficção científica dos anos oitenta do século passado. Cumprindo as regras de segurança a preceito, paramos por uma hora na Onizuka Information Station, que foi baptizada em honra de Ellison Onizuka, nativo de sangue nipónico da Big Island e um dos astronautas que morreu em 1986, vítima do desastre que destruiu o space shuttle Challenger. Curiosamente, a estação está à pinha de japoneses. Como nós, esperam que se processe a aclimatização à altitude saboreando café e chocolate quentes.

Passada uma hora, voltamos à estrada e completamos o trajecto que, nos derradeiros metros, sugere a sensação de estarmos a chegar ao céu. E depois da última curva, por volta dos 4100 metros, damos de caras com a miragem real dos observatórios espaciais espalhados pelo cume vasto.

À medida que a luz se desvanece, o frio torna-se atroz e reforça o carácter já apenas estético de um Sol em fuga, que pinta as nuvens de vermelhos, laranjas e amarelos. A introduzir o anoitecer, o céu muda de tons de rosa para lilás, roxo e azul escuro e anunciam-se os primeiros astros no firmamento. As cúpulas dos observatórios começam a rodar, posicionando os seus telescópios para perscrutar o Universo.

Apesar do frio, permanecemos no topo até à noite cerrada, examinando as galáxias longínquas, para sempre rendidos a esta constelação polinésia de ilhas a que os nativos chamaram Hawai’i.


COMO IR
A Star Alliance (www.staralliance.com) voa de Lisboa para Honolulu, primeiro com a TAP (www.flytap.com) e depois com ligações da US Airways (www.usairways.com) ou da United Airlines (www.united.com) por tarifas a partir de €1100.

INFORMAÇÕES ÚTEIS
Formalidades: É necessário apenas passaporte válido para seis meses e um pedido de ESTA – Electronic System Travel Authorization (https://esta.cbp.dhs.gov) que, caso sejam fornecidos todos os dados, é concedido a portugueses, na hora e sem complicações, ao abrigo do Visa Waiver Program (http://travel.state.gov/visa).
Moeda: Dólar norte-americano (USD). Um dólar vale cerca de €0,70.
Idiomas: O Inglês é a língua oficial, falada com um sotaque havaiano bastante perceptível.
Não esquecer: Máquina fotográfica, guia do Havai, adaptador universal de energia, protector solar, óculos de sol.

TRANSPORTES
A praia de Hanauma Bay, ilha de Oahu
Após a desactivação do serviço de superferry, a ligação entre ilhas é invariavelmente aérea e operada por várias companhias: Hawaian Airlines, www.hawaiianair.com; Go! Mesa Airlines, www.iflygo.com; Island Air www.islandair.com; Mokulele, www.mokuleleairlines.com. Esta oferta diversificada, em conjunto com o valor relativamente baixo do dólar americano, garante, à partida, preços muito acessíveis. Um carro alugado, de preferência 4WD, é a melhor forma de explorar as ilhas havaianas. Tal como acontece com os voos, conseguem-se preços muito em conta, ainda mais para períodos longos. Para mais informações, consulte www.expedia.com.

SAÚDE
Não há vacinas obrigatórias. Leve protector solar. Outro cuidado a ter em conta relaciona-se com a ascensão ao Mauna Kea. Deve ser feita com aclimatização à altitude de, pelo menos, uma hora no Visitor Center, a meio caminho.

ONDE FICAR
Dançarinas havaianas em Lahaina, ilha de Maui
Como destino turístico que é, todo o arquipélago possui hotéis e pousadas. A concorrência torna as diárias aceitáveis.

OAHU
A maior parte dos hotéis de Oahu (e acredite que são mesmo muitos) concentram-se na zona costeira de Waikiki. Em Waikiki Royal Hawaiian Hotel – 2259, Kalakaua Avenue, tel. (+ 1) 9227311/(+1) 866 716 8140; www.starwood.com/hawaii. Quartos duplos a partir de €350. Actualmente parte da cadeia Sheraton, foi o primeiro hotel luxuoso do Havai e continua a oferecer um ambiente requintado que quebra a atmosfera de classe média em férias que domina Waikiki. A localização, mesmo à beira da praia, e a arquitectura mourisca continuam a contribuir para o seu sucesso.

BIG ISLAND
Por dar acesso ao Hawai’i Volcanoes Park Hilo, é a povoação preferida por muitos dos visitantes. Em Hilo Hilo Hawaiian Hotel – 71, Banyan Dr, tel. (+1) 9359361; (+1) 8003675004; www.castleresorts.com. Duplos entre os €110 e os €250. O melhor dos grandes hotéis de Hilo tem vistas privilegiadas sobre a costa e o oceano Pacífico, além de todas as comodidades de um bom hotel norte-americano.

MAUI
O USS Arizona Memorial, em Pearl Harbour, ilha de Oahu
Em Lahaina Lahaina Shores – tel. (+1) 6613339; (+1) 800 642 6284; www.lahainashores.com. Quartos duplos entre os €140 e os €190. O único complexo de condomínios no centro de Lahaina situado em frente à praia é gerido como um hotel e está cercado pelos melhores restaurantes e bares de Lahaina.

KAUAI
Em Lihue Kaua’i Marriot Resort – Kalapaki Beach, tel. (+1) 245 5050; (+1) 800 2202925; www.marriotthotels.com. Quartos duplos a partir dos €200. Este resort vasto, de estilo tropical, é considerado o melhor dos grandes hotéis de Lihue e de Kaua’i.

MAIS INFORMAÇÕES
Consulte os sites www.gohawaii.com; www.hawaiitourismauthority.org; www.lonelyplanet.com/usa/hawaii

Esta reportagem foi realizada com o apoio da


Pesquisas relacionadas com este artigo:

   
Anunciar on-line | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo | Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.