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D O S S I E R


Independente e alternativo


Passeig Marítim, com destaque para "o peixe" de Frank Gehry e o Hotel Arts
Assim se poderia chamar o Born. O bairro que agora lhe propomos, destaca-se por ser um pólo da cultura contemporânea por muitos considerada alternativa.

Um grande mercado (a ser transformado numa livraria e local de exposições) e uma igreja gótica (Santa Maria del Mar), com uma fachada magnífica digna do nível a que já nos fomos habituando em Barcelona, recebem-nos à entrada do bairro. Uma entrada ampla e aberta que não deixa adivinhar o que se passa nas ruelas mais escondidas.

Mas experimente entrar e deixe-se envolver por linhas minimalistas e cores eléctricas que "pintam" as montras e janelas das lojas e galerias que aqui se amontoam. Conta-nos o dono de um destes espaços que os pequenos estúdios no Born são cada vez mais disputados e que os clientes já sabem que ali encontram as últimas do design e decoração de interiores.

Visitámos uma loja que só vendia cadeiras (Vitra) de todos os tamanhos cores e feitios, estilizadas e assinadas com muito bom gosto. E porque "quem procura a arte sempre encontra o artesanato" chocámos com uma pequena lojinha, esta só de candeeiros feitos à mão (Matarile), ali mesmo para quem quisesse ver. A jovem, que meticulosamente criava este encantos de luz, explicou que "tudo de novo passa por aqui (Born)". O limite é o da imaginação.


Lá do cimo da montanha
Tem 213 metros, chama-se Montjuïc e tem uma vista de cortar a respiração. Esta zona que teve também a sua fase de maior desenvolvimento com os Jogos Olímpicos de 1992 alberga vários motivos de interesse. O Palau Nacional, onde se encontra o espólio do Museu de Arte da Catalunha, proporciona nos meses de Verão um espectáculo de luz e movimento. Trata-se da Font Màgica, que, como o próprio nome indica, cria verdadeiros momentos de magia e beleza com explosões de água ao som da música.

Paragem obrigatória é também a Fundação Miró, onde pode ver uma mostra de autores contemporâneos. Com espaços de lazer e convívio no que é, sem dúvida, mais um tributo de Barcelona à arte.


Teleférico que liga a Barceloneta a Montjuïc
E, de miradouro em miradouro, fomos encontrar o famoso Estádio Olímpico, uma obra de Gregotti (arquitecto italiano) e elemento principal do Anillo Olímpico, zona de instalações desportivas criada para os Jogos de 92. Ainda de salientar a obra do japonês Arata Isozaki, o Palau Sant Jordì. Vale a pena subir um pouco mais e conhecer o Castillo de Montjuïc que se situa no ponto mais alto desta montanha de tamanhos encantos (disponível para a subida o funicular ou o teleférico). Um último olhar sobre Barcelona, dá a sensação que muito mais fica por ver. Já no aeroporto observo a azáfama destes locais agora dominados por homens e mulheres de carreira, que fazem parecer que o prazer de viajar foi desvirtuado e que as viagens passaram a chamar-se "deslocações" e têm um carácter exclusivo de trabalho obedecendo a rigorosos critérios de produtividade. É nesta altura que sinto a sorte dos que namoram cidades como Barcelona.

O encantamento é invencível e a paixão inevitável. Sente-se preparado?


• Agradecemos a colaboração do Turismo Espanhol, da Spanair e dos AC Hotels.



Gaudí 2002

Este ano, Barcelona convida-o a comemorar o ano Gaudí, um século e meio após o seu nascimento. A cidade abre portas ao mundo com uma série de iniciativas que pretendem homenagear o autor dos mais importantes ex-líbris da capital catalã. Muito mais que um arquitecto, este homem foi um artista. Assumiu-se como desenhador, urbanista, observador, investigador e pensador em toda a sua mestria.

Antoni Gaudí i Cornet nasceu em Reus (província de Terragona) e chegou a Barcelona com 17 anos para estudar Arquitectura. Desde cedo muito criativo, destacou-se no curso pela forma totalmente inovadora como esculpia e estruturava os seus projectos. Fascinado pelas formas redondas e com um estilo subtil e delicado, cedo se convenceu da sua singularidade. Levou a cabo vários projectos de autor, em que aplicou os seus conhecimentos e mais-valias artísticas, chamando a atenção da classe burguesa da época. Eusebi Güell foi um dos homens a acreditar no seu talento, financiando o que hoje é parte considerável da obra de Gaudí.

No final da sua vida, Gaudí estava entregue a uma crise espiritual provocada pela sua obra-prima, a Sagrada Família. Morreu tragicamente em 1926, atropelado na que já era a sua cidade. Barcelona é, portanto, palco deste desfile de obras magníficas que imortalizaram este grande nome do modernismo. São 14 os marcos visíveis do arquitecto. Destacam-se os candeeiros de ferro fundido na Plaça Reial (1878); a Casa Vicens (1883-88) onde nasce o arco parabólico de Gaudí e as aplicações de cerâmica tão características; o Palau Güell (1886-88) residência do seu mecenas e aberto ao público para visitas; a Casa Batlló (1904-06) e Casa Milà - La Pedrera (1906-12); o Park Güell (1900-14), que não possui linhas rectas, para manter o que defendia ser a harmonia com a Natureza; e a obra que o acompanhou quase toda a vida e que não teve tempo de terminar, o Templo de la Sagrada Família.

O Turismo de Barcelona e o governo local prepararam para este ano um programa de actividades extenso com o tema Gaudí 2002. Para além de várias exposições nos museus e centros de cultura da cidade, estão organizados diversos itinerários e visitas guiadas para fazer a pé ou no Barcelona Bus Turístic Gaudí 2002. Também já se iniciaram ciclos de conferências e palestras e, para os mais interessados, até existem cursos para "descobrir" Gaudí. Com tantos eventos previstos, festas de rua, concertos e espectáculos de teatro e dança, poderá ser este ano a altura ideal para visitar Barcelona.

Para mais informações consulte o site: www.gaudi2002.bcn.es.



Restaurantes - reserva recomenda-se
Um roteiro gastronómico de Barcelona com doze restaurantes que valem por si só uma viagem à capital da Catalunha

Para os que pensam que a cozinha catalã se resume ao famoso pão com tomate, desenganem-se. É verdade que este pão regado com azeite faz as delícias em Barcelona, mas a sua cozinha tem bem mais que se lhe diga. Aqui, como no resto da Espanha reinam as tapas e as tortillas e, com aquilo a que chamam "base mediterrânea" são confeccionados os mais variados pratos. Delícias que assumem diferentes influências. Uma mistura interessante de cozinhas internacionais, dá aos restaurantes que lhe propomos a vantagem da diversidade de escolhas. Sem aspirações ao prestígio das cozinhas francesa ou italiana, a cozinha catalã recebe e acarinha os melhores pratos servidos no mundo. Barcelona oferece-lhe praticamente tudo o que lhe apeteça. Experimente, mas não se esqueça de fazer reserva.

Principal
Aberto há apenas um ano, o Principal é já um local de eleição dos mais selectivos. Uma cozinha "de mercado" estilo mediterrâneo que resulta em requintados pratos. Para abrir o apetite, as sugestões da casa são um salteado de espargos com foie gras em vinho do Porto ou um folhado de robalo com cebola, compota de tomate e azeitonas negras. Com uma capacidade até 200 pessoas, este restaurante assume um conceito interessante de espaço em linhas modernas. Foi pensado para funcionar com várias salas ou, se removidos os painéis que as separam, com grandes salões. Para reuniões aluga a Biblioteca privada e ainda dispõe de um pátio interior típico do Eixample, muito agradável.

Principal: C. Provença, 286, 08008 Barcelona, Tel.: (0034) 93 272 08 45 Abertos todos os dias do ano (excepto 1 Janeiro), das 13h30 às 16h00 e das 20h30 às 23h00. Preço médio por pessoa: € 45




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