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U G A R E S C O M H I S T Ó R I A

Cultura
para dar e vender
O Centro de Arte Moderna José Azeredo Perdigão (o primeiro presidente
da fundação) foi inaugurado em 1983 e resulta da vontade de juntar
num único espaço tanto o espólio reunido com o correr dos anos, como
também organizar exposições retrospectivas e antológicas de artistas
nacionais e mostras monográficas de autores estrangeiros. Hoje em
dia, o CAM assume-se como uma referência no universo da arte contemporânea,
promovendo também a criação artística infantil (através do Centro
Artístico Infantil, no qual se pretende estabelecer uma relação entre
a educação, a arte e a cultura) ou as técnicas narrativas e de expressão
(foi criado para tal o Centro de Imagem e de Técnicas Narrativas,
que tem como fim promover actividades no âmbito do desenvolvimento
de outras formas de comunicação).
Ainda no espaço do recinto pode aproveitar para fazer uma visita à
Biblioteca da Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, especializada
em história da arte e artes visuais. Conta actualmente com 170 mil
espécies documentais (desde registos audiovisuais a multimédia), tendo
sido inicialmente constituída pela biblioteca pessoal do seu fundador.
E se quiser pode ser um dos 60 mil que anualmente tomam por empréstimo
livros ou demais documentação propriedade da Gulbenkian.
Ao serviço das artes
Agora seguimos em direcção ao
Grande Auditório, um dos espaços privilegiados da Fundação Calouste
Gulbenkian. É ali que actuam - com uma soberba vista para o lago proporcionada
por um enorme janelão que enche a sala de luz natural - a Orquestra,
o Coro e o Ballet Gulbenkian.

Fundada em 1962, a Orquestra Gulbenkian possui um efectivo de sessenta
instrumentistas, que pode ser pontualmente expandido de acordo com
as exigências dos programas executados. Esta constituição, pouco habitual
nos nossos dias e situando-se entre a formação de câmara e a sinfónica,
permite a abordagem de um amplo repertório que abrange todo o período
clássico, uma parte significativa da literatura orquestral do século
XIX e muita da música do século XX. A Orquestra Gulbenkian leva a
cabo regularmente concertos de divulgação musical no nosso país e
no estrangeiro, completando estas actividades com a gravação de discos
com interpretações de grandes compositores.

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Formar
e informar as gerações jovens é
um dos objectivos da instituição
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Mas não é tudo. O trabalho exercido em conjunto com o Coro Gulbenkian
(criado em 64) possibilita a inclusão em concertos de obras a capella
(sem acompanhamento instrumental) e de corais-sinfónicas, assim
como outras raramente ouvidas em Portugal. Aliás, os programas realizados
pela Orquestra obedecem, por princípio, a uma preocupação de incluir,
no âmbito da diversidade dos períodos abrangidos pelo seu repertório,
composições raramente ouvidas ou mesmo completamente desconhecidas
do público em geral, vindo, assim, a exercer uma acção cultural
de carácter formativo de grande importância.

1965 foi, por sua vez, o ano escolhido para a criação do Ballet
Gulbenkian. Tendo em atenção as carências então existentes no meio
balético português, os seus primeiros programas incluíam, a par
de novas criações, diversas coreografias do reportório tradicional.
Mais tarde, sob a direcção artística do croata Milko Sparemblek
(1970-75), a companhia volta-se decididamente para a dança moderna,
e entre 1977 e 1996, com cargo de director artístico exercido por
Jorge Salavisa acentua--se a sua orientação estética segundo uma
linha de contemporaneidade. Salavisa encorajou a revelação e o desenvolvimento
da carreira de coreógrafos nacionais, fomentando a formação de bailarinos
portugueses através de cursos especiais anexos ao Ballet Gulbenkian.
Beneficiando deste facto, o actual elenco da companhia é maioritariamente
composto por bailarinos portugueses. Desde 1996 a direcção artística
é da responsabilidade da professora brasileira Iracity Cardoso.

O repertório actual do Ballet Gulbenkian incorpora diversas linguagens
coreográficas, preservando sempre a actualização, diversidade e
inovação. Entre os coreógrafos convidados na última década destacam-se
três portugueses pela importância tida no desenvolvimento da identidade
e estilo da Companhia: Carlos Trincheiras, Vasco Wellenkamp e Olga
Roriz. A par deles, e pela assiduidade com que têm colaborado em
programas mais recentes, surgem os nomes de Paulo Ribeiro e Rui
Horta. John Buttler, Hans Van Manen, Maurice Béjart, Christopher
Bruce, Louis Falco, Jirí Kylián, Nacho Duato, Paul Taylor, William
Forsythe e Itzik Galili são alguns dos autores estrangeiros de renome
cujas obras têm sido dançadas pela companhia.
Em paralelo à actividade dos seus agrupamentos artísticos, a Fundação
organiza de forma regular temporadas de recitais, concertos e espectáculos
de dança, de artistas nacionais e estrangeiros, tanto nos auditórios
das suas instalações, como por todo o país.
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A
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Pelo CAM passam alguns dos mais conceituados artistas contemporâneos
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B
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O
alnfiteatro ao ar é livre é todos os anos palco
do festival de Jazz de Agosto |
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C
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O
projecto dos jardins da Goulbenkian é da autoria de Gonçalo
Ribeiro Telles |
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D
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Obras
de van Dick, entre outras de grandes mestres da pintura mundial,
estºao expostas no museu |
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SA
estátua erguida em homenagem a Calouste Sarkis Gulbenkian |
Calouste
Sakris Gulbenkian
O homem da fundação
Nascido em Scutari, Istambul, em 1869, Calouste Sarkis Gulbenkian
foi um verdadeiro globetrotter. Descendente de uma abastada família
de comerciantes arménios desde há várias gerações ligada ao mecenato,
estudou, até 1887, no King´s College de Londres, viajou pela região
da Transcaucásia, aventurou-se por terras do Médio Oriente, viveu
em França, e, em 1942, chegou a Portugal. Experiências que permitiram
a este homem conhecer as várias realidades mundiais da época. Tanto
a nível económico - ainda hoje a fundação mantém interesses na área
do petróleo -, como cultural. Em plena II Guerra Mundial, e a convite
do então embaixador de Portugal em França, Gulbenkian visitou o
nosso país, acabando por se fixar em Lisboa durante 13 anos. Escolheu
para sua residência permanente o Hotel Aviz (onde está agora localizado
o Hotel Sheraton), onde morreria no dia 20 de Julho de 1955, com
86 anos. Antes de falecer, o mecenas redigiu o seu testamento, segundo
o qual teria de ser criada uma fundação de fins caritativos, artísticos,
educativos e científicos. Assim aconteceu. Torna-se, portanto, inquestionável
que Portugal foi bafejado pela sorte ao receber a visita de um cidadão
que apenas procurava a paz, já que grande parte do continente europeu
sofria com a II Guerra Mundial. No entanto, Calouste Gulbenkian
não limitou a presença da sua obra ao nosso país. Por força do seu
testamento, ficou decidido que a actividade da fundação seria alargada
a nível internacional, nomeadamente prestando apoio às comunidades
arménias espalhadas pelo resto do Mundo, e ao Reino Unido. A organização
ainda se encontra representada em França, onde, na Avenida d´léna,
em Paris, o mecenas viveu largos anos. É nesta morada que se encontra
sedeado o Centro Cultural Calouste Gulbenkian, o qual promove cursos,
seminários, conferências e também exposições artísticas e bibliográficas.
A sua biblioteca, aberta ao público, dispõe de cerca de 70 mil volumes.
Durante os últimos anos foi fortalecida a sua presença nos países
africanos lusófonos e em todos aqueles em que subsiste património
histórico português.
Informações úteis
Fundação Calouste Gulbenkian
Av. de Berna, 45A, 1067-001 Lisboa Telf: 21 782 30 00; Fax: 21 782
30 21 www.gulbenkian.pt;
info@gulbenkian.pt
Horário (recepção e serviços administrativos): de segunda
a sexta, das 09h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h30
Transportes: Metropolitano (S. Sebastião ou Praça de Espanha);
autocarro (carreiras 16, 26, 31, 46 e 56); parques de estacionamento
(Av. Berna e Av. Visconde Valbom)
Agenda
Entre os diversos eventos agendados para Maio, destacam-se:
Dia 2 de Maio, às 19h00, no
Grande Auditório - Concerto da Orquestra Gulbenkian, sob a direcção
de Lawrence Foster (maestro), com participação de Momo Kodama e
Mari Kodama (piano) e Daniel Rowland (violino). Preços: entre €10
e €30 o De terça-feira a domingo, das 10 às 17h45, no CAM,
Instalação de José Barrias - Barragem (patente até 29 Junho).
De terça a sexta-feira, das
10 às 18 horas, Atelier Modos de Ver/Modos de Ler. Destinado a alunos
do ensino secundário, um atelier para aprender a interpretar e avaliar
uma obra de arte.
De terça-feira a domingo, das
10 às 17h45, no Museu Calouste Gulbenkian (Galerias de Exposição
Permanente), Exposição: Moedas Gregas Antigas Electro de Cízico
(c.550-c.330 a.C.), patente até 22 de Junho. Encerra nos feriados,
no Domingo de Páscoa e a 1 de Maio. Preços: Adultos €3; Museu
Gulbenkian e CAM €5; Entrada gratuita para crianças.
Dia 19 de Maio, às 19h00, no
Auditório 2, Concerto dos solistas da Orquestra Gulbenkian, com
a participação de Andrew Swinnerton (oboé), Aníbal Lima (violino),
Alexandra Mendes (violino), Khachatour Amirkhanian (viola) e Maria
José Falcão (violoncelo). Preços: €7,50
Dia 26 de Maio, às 19h00, no
Grande Auditório, Ciclo de Piano "Notes for Pierre", com a participação
do pianista Rolf Hind. Um ciclo de 12 peças compostas para a comemoração
do 75º aniversário de Pierre Boulez. Preços: dos €7,50 aos
€35
Dia 31 de Maio, às 21h00, no
Grande Auditório, Concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob
direcção de Emilio Pomàrico (maestro). Preços: entre €10 e
€17,50
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