Subscrever
Rotas & Destinos




- - - - - - - - - - - - - - -
Rotas&Destinos
no Facebook
- - - - - - - - - - - - - - -
  Bloco de notas
   Hoteis, Restaurantes e Shopping
   Globetrotter 
   Livros e Discos
   Promoções 
   Agenda
   Dicas de Viagem
   Dicas de Saúde
 
  Secções
 • Fim-de-semana 
 • Estrada fora

 • 24 Horas
 • Hotéis
 • Em destaque
 • Especiais
 • Panorâmica
 • Lugares com história
 • Gourmet
 • As viagens de
  Pesquisar artigos


  Planear Viagem
 • Programas de Viagem
 
  Jogue online
 • Acção
 • Desporto

 • Plataformas
 • Puzzle
 • Shoot´Em Up
 
  Utilidades
  
- - - - - - - - - - - - - - -
 Edições Anteriores
- - - - - - - - - - - - - - -
    XL > Rotas & Destinos > Dicas de Viagem > Passeio pela Europa

D I C A S  D E  V I A G E M


Passeio pela Europa

Conhecer o Velho Continente ao volante do próprio bólide é uma boa alternativa. Mas obriga a alguns cuidados para não "atropelar" as diferentes legislações das estradas europeias. Eis um pequeno retrato dos Quinze
Maio de 2003

Texto de Jorge Flores
Ilustração de André Kano
   


Fechou a edição da Rotas & Destinos dedicada aos cruzeiros e guardou as tabelas de preços dos voos para o Brasil. Logo de seguida abriu o mapa de estradas da Europa. Estava decidido! Além do mais, não estava o seu automóvel carente da terceira rodagem, aquela mesmo dos 200 mil quilómetros? Se se revê nestes planos, saiba que está longe de ser original. São cada vez mais os portugueses que optam por percorrer o Velho Continente, durante as férias, ao volante do próprio bólide. Tenha apenas em atenção alguns pormenores para poder garantir o sucesso da operação. Ainda em terras lusas, faça um programa dos lugares que pretende visitar.

Estabeleça uma rota. Já agora, se não for muito dado a aventureirismos, faça antecipadamente as reservas dos hotéis, para evitar surpresas. E não se esqueça de fazer um check-up à viatura. Posto isto, estará pronto para a viagem. Mas não sem ter presente que as legislações das estradas europeias variam ainda muito das nossas. Embora esteja em elaboração um "Livro Branco", que unificará códigos e sanções, depois de 2005, por enquanto, ainda há vicissitudes próprias dos países-membros a respeitar se não quiser estragar o passeio. Aqui ficam algumas dicas....

Dois pares de óculos?
Mal atravesse a fronteira com Espanha, encontrará algumas surpresas. Embora os limites de velocidade e de álcool sejam idênticos, se o leitor possuir carta há menos de dois anos - ou conduzir um veículo com mais de oito lugares sentados - não poderá exceder os 0,3 g/l... Se for apanhado, como visitante, terá de pagar a multa no acto, beneficiando, porém, de uma redução de 30%. Deve ainda transportar no automóvel, o tradicional pneu extra e as ferramentas para a substituição. Mas, pasme-se, se usar óculos será obrigado a trazer um par a mais, não vá parti-los na viagem...

Já em França, a lei permite os 130 km/h nas auto-estradas, e é bastante rigorosa quando as condições de visibilidade são más: o limite passa para 50 km/h, em todas as vias.

Ao viajar com crianças tenha muito cuidado, pois se o catraio tiver menos de 10 anos, nunca poderá ir à frente. O Código Penal Francês prevê o delito para quem coloca em perigo a vida das crianças, bastando, para tal, a não utilização de um sistema de retenção adequado, variando as multas entre os 1500 e os 15 mil euros.

No coração da sede europeia, na Bélgica, os limites de velocidade são iguais aos lusos. Mas, nas zonas residenciais, nunca se pode ultrapassar os 20 km/h. Se viaja com menores de 12 anos, estes não podem ir nos bancos da frente sem sistema de retenção legal.

Bem no centro da Europa, as estradas da Alemanha costumam induzir em erro os turistas aceleras. Lamentamos desiludi-los. Há cada vez mais troços onde os limites existem (nomeadamente junto a entradas e saídas das auto-estradas),por norma de 130 km/h, embora tal dependa muito das condições climatéricas. E a polícia não perdoa quem exceda os 50 km/h quando estiver nevoeiro, ou supere os rígidos limites impostos na área urbana. Mas não é tudo. Dado que a matrícula é estrangeira, não se admire se lhe pedirem uma caução caso seja multado (na falta de pagamento, o veículo poderá ser retido). As prevaricações graves ficam registadas, como um cadastro, criando-se um período durante o qual ficará inibido de circular na Alemanha.

Ali mesmo ao lado, na Áustria, encontram--se regras de trânsito distintas. Para já, se circular nestas regiões, acompanhe-se sempre de uma caixa de primeiros socorros. Nas auto-estradas o limite de velocidade é de 130 km/h, mas baixa para os 110 km/h, todas as noites, entre as 22h00 e as 05h00 na A10 (Tauem), A12 (Inntal), A13 (Brenner) e ainda A14 (Rheintal). Se viaja num veículo de dois lugares, saiba que o tripulante não poderá ser menor de 12 anos. Também aqui as infracções graves poderão impedi-lo de "rodar" pelas belas montanhas deste país por um largo período de tempo.

Sente-se em casa?
Ainda antes de "caminhar" pela famosa bota italiana, procure atestar o depósito do automóvel. É que, em Itália, as auto-estradas reservam-se o direito de adicionar ao preço do combustível pesadíssimas taxas. Já a partir do final do mês de Julho, as auto-estradas com três vias para cada lado permitirão circular a 150 km/h, enquanto nas restantes o limite continuará nos 130 km/h. Tanto nestas vias como nos túneis terá sempre de circular de luzes acesas, 24 horas por dia!

No Luxemburgo, os limites de velocidade apenas diferem dos nossos, numa pequena nota que obriga a baixar para os 110 km/h nas auto-estradas sempre que o tempo estiver chuvoso. O consumo de álcool durante a condução é permitido até aos 0,8 g/l.

Se prevaricar, saiba que a polícia pode cobrar logo as multas, mas sempre em numerário! Alegre-se pois, pelo menos, não encontrará aqui quaisquer portagens...

A realidade das estradas na Holanda é muito parecida com a lusa. Mas as autoridades "laranja" vão mais longe, já que o telemóvel nem sequer poderá estar à mão do condutor (multa de 138 euros). Onde qualquer semelhança com Portugal é mera coincidência é nas portagens, já que os autóveis ligeiros só pagam taxas nos túneis de Kil (1,70 euros) e de Westerschelde (6 euros).
Dada a estatística rodoviária, um turista português sentir-se-á em casa ao circular na Grécia. Além dos mesmos limites de velocidade, terá apenas de colocar na mala um extintor e uma caixa de primeiros socorros para cumprir a lei.

Para diminuir a poluição, a circulação automóvel, no centro de Atenas, de segunda a sexta-feira, entre as 07h00 e as 20h00 só é permitida dia sim, dia não, consoante a numeração da matrícula - uma medida que só se aplica às viaturas estrangeiras quando estas permanecerem na Grécia mais de 40 dias.

Olhos bem abertos
"Se poderes olhar, vê. Se podes ver, repara". Podemos perfeitamente "receitar" esta frase de José Saramago, extraída do Ensaio sobre a Cegueira, a quem se propõe a uma longa jornada de automóvel. A sonolência ocupa o 8.º lugar entre as causas da sinistralidade rodoviária (numa lista de 21 factores previstos). Antes de mais, e se viajar com alguém encartado, não seja egoísta e partilhe o volante, periodicamente. Mas, se tal não for possível, evite passar mais de duas horas seguidas a conduzir, pois está provado que a partir de então, a atenção cede claramente o protagonismo a favor do sono. Pare para descansar - numa zona apropriada ou numa estação de serviço. Mas não durma mais do que 10 ou 15 minutos, senão entrará em sono profundo. E quando acordar terá dificuldade em concentrar-se. Ainda antes de se sentar para voltar à estrada, beba um café, apanhe ar e caminhe um pouco a pé.

Outro aspecto a cuidar é a alimentação. Afaste-se de grandes repastos antes e durante a viagem. Um estômago demasiado cheio funciona como uma pílula para o sono. E, sobretudo, não cometa o mais comum e perigoso dos erros, que é considerar-se imune à fadiga. Uma larga percentagem dos acidentes provocados pelo cansaço dão-se à velocidade a que seguia o automóvel. Sem avisos prévios nem vestígios de travagens. E sempre com graves consequências.

A lei que veio do frio...
A Suécia é um paraíso em termos de segurança rodoviária. Começa logo com uma taxa de alcoolemia baixíssima (0,2 g/l), portanto, cuidado até com uma simples cervejinha... A velocidade máxima permitida nas auto-estradas oscila num máximo de 90 ou 110 km/h, segundo a sinalização local. Mas nas zonas residenciais, zonas de creches e escolas, os 30 km/h são mesmo para cumprir. Depois,

as luzes são sempre para andarem acesas. E, atenção, porque o gasóleo não está disponível em todos os postos de venda suecos.

Do outro lado da fronteira, na Dinamarca, também terá de ter atenção, pois os postos de abastecimento estão em todo o lado menos nas auto-estradas. E fora dos grandes centros não conte com eles durante a noite. A legislação dinamarquesa também é bastante rígida, estabelecendo limites de 110 km/h nas auto-estradas; 80 nas estradas e 50 km/h nas localidades, devendo os automobilistas circular sempre com os médios acesos. Não encontrará aqui portagens, salvo em duas pontes onde terá de pagar em numerário: a de Storebaeltsbroen e a que liga o país à Suécia.

Nas altas latitudes da Europa, a Finlândia é conhecida como o país dos mil lagos. A menos que esteja a pensar conhecer o país de barco, atente aos 20 km/h nas zonas urbanas, pois a polícia finlandesa é implacável neste ponto. Deverá andar sempre de luzes ligadas e não verá portagens. Neste país, a condução perigosa custa tanto como o excesso de velocidade (multa de 70 euros). E a utilização de pneus de neve é obrigatória entre 1 de Dezembro e o último dia de Fevereiro.


Vá pela esquerda!

Esquerda! Decore esta palavra quando andar nas estradas do Reino Unido! Aqui o trânsito faz-se no sentido oposto ao nosso, nunca será de mais recordar. Será ainda obrigatório ajustar a iluminação do automóvel para poder conduzir na via canhota. O Código da Estrada britânico impõe limites de 48/96/112 km/h para as cidades, estradas e auto-estradas, respectivamente. A taxa de alcoolemia é um pouco mais flexível do que a nossa, situando-se nos 0,8 g/l. E o triângulo de pré-sinalização é facultativo, já que em caso de avaria ou acidente deve usar-se os "quatro piscas". Mas livre-se de utilizar o triângulo nas auto-estradas.

Como provavelmente não deixará de querer visitar Londres, terá de pagar 5 libras/dia para aceder ao centro da cidade entre segunda e sexta-feira, das 07h00 às 18h30 (poderá comprar este livre-trânsito nas estações de serviço, quiosques ou internet).

Também pela esquerda se circula na Irlanda, pelo que não deverá esquecer aqui o ajustamento dos faróis. Não poderá exceder os 48 km/h nas cidades; 97 km/h nas estradas e 113 km/h nas auto-estradas. Só encontrará portagens em algumas pontes como East Link Bridge (1,05 euros) e West Link Bridge (1,30 euros. A taxa de alcoolemia é igual à britânica (0,8 g/l), e a polícia de trânsito irlandesa não cobra as multas no local, limitando-se a dar um formulário que poderá pagar em 21 dias num qualquer posto da "Guarda Siochana".


Anunciar on-line | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo | Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.