Subscrever
Rotas & Destinos




- - - - - - - - - - - - - - -
Rotas&Destinos
no Facebook
- - - - - - - - - - - - - - -
  Bloco de notas
   Hoteis, Restaurantes e Shopping
   Globetrotter 
   Livros e Discos
   Promoções 
   Agenda
   Dicas de Viagem
   Dicas de Saúde
 
  Secções
 • Fim-de-semana 
 • Estrada fora

 • 24 Horas
 • Hotéis
 • Em destaque
 • Especiais
 • Panorâmica
 • Lugares com história
 • Gourmet
 • As viagens de
  Pesquisar artigos


  Planear Viagem
 • Programas de Viagem
 
  Jogue online
 • Acção
 • Desporto

 • Plataformas
 • Puzzle
 • Shoot´Em Up
 
  Utilidades
  
- - - - - - - - - - - - - - -
 Edições Anteriores
- - - - - - - - - - - - - - -

    XL >   Rotas & Destinos > Saúde > Radiação cósmica

S A Ú D E


Radiação cósmica

Em voos a grande altitude, o corpo está exposto a um grau de radiação cerca de cem vezes superior ao existente no solo.O risco é reduzido para o turista ocasional, mas para os “frequent flyers” este é um problema a ter em conta


Maio de 2004



Texto de Simone Rocha Ilustração André kano
   


Quando, em 1912, Victor Hess descobriu a radiação cósmica, fê-lo através de balões que alcançaram altitudes pouco superiores a cinco quilómetros. Foi apenas alguns anos após o primeiro voo dos irmãos Wright e nenhum deles podia imaginar que hoje milhões de passageiros estariam a cruzar um complexo campo de radiações a mais de 17 quilómetros de altitude. Com os riscos que isso implica.

Ao voar, o seu corpo está exposto a um grau de radiação cerca de cem vezes superior ao existente no solo. Com os pés bem assentes na terra estamos mais protegidos: a atmosfera absorve parte destas partículas altamente energéticas que “viajam” a grande velocidade e são capazes de perfurar até 5 cm a espessura do chumbo. A exposição aumenta com a altitude, mas também está relacionada com o número de horas de voo, a latitude, a actividade solar e o tipo de avião.

Se é um viajante ocasional não há razões para se preocupar, mas se faz turismo de negócios esta poderá ser mais uma preocupação a ter em conta. Ainda assim, nada de alarmismos: o limite de exposição para os passageiros é de um 1 milisivert por ano (mSv), o que significa que terá no mínimo de somar 200 horas de voo para que possa estar a pisar o risco, segundo a Internacional Commission on Radiological Protection.


Sem consenso
Que a exposição às radiações prejudica a saúde é um dado adquirido há mais de meio século. A dificuldade está em aferir qual a quantidade necessária para provocar cancro, problemas genéticos ou outro tipo de malformação nos fetos.

Nos anos 90 vários estudos relacionaram a exposição à radiação cósmica com a maior incidência de cancro entre a tripulação dos aviões. Foram detectados mais cancros do cólon, do recto e da próstata nos pilotos, e o risco da incidência de cancro da mama nas hospedeiras de bordo foi contabilizado em mais do dobro em comparação com a população em geral. Entretanto, várias pesquisas têm sido realizadas, muitas delas resultantes da parceria entre as companhias de aviação e a própria NASA (cuja posição oficial é que há grupos vulneráveis), mas os resultados são contraditórios. A British Airways, por exemplo, tem realizado estudos nos últimos 40 anos para avaliar a incidência da doença e a esperança média de vida das tripulações. Em nenhum deles os profissionais apresentaram desvantagens face à população em geral (excepção feita para a morte por melanoma associada a maior exposição solar).

A falta de consenso não impediu, todavia, Bruxelas de legislar sobre esta matéria. Além de identificar a exposição a esta radiação como um risco ocupacional (relacionado com o trabalho), uma directiva comunitária de 1996 prevê que as companhias de aviação monitorizem os níveis de radiação durante os voos. Uma medida que já devia estar a ser implementada desde Maio de 2000, e tanto a tripulação como os passageiros a ser informados sobre os riscos a que eventualmente estão sujeitos. A directiva estabelece ainda o limite de exposição para os viajantes de 1 milisivert por ano (valor que também deve ser respeitado pelas mulheres grávidas da tripulação), sendo para os profissionais esse limite de 5 milisivert.


Reduzir os riscos
Não se sabe a origem exacta, apenas que a radiação cósmica começa por ser formada por partículas carregadas e neutras. Ao colidirem com a atmosfera, estas partículas transformam-se e atingem um fluxo máximo 20 quilómetros acima do nível do mar. Se é um passageiro frequente, saiba que há algumas formas de reduzir os riscos de saúde.
 Segundo a Organização Mundial de Saúde, a exposição média à radiação cósmica aproxima-se dos 0,005 milisivert (mSv) por hora. Multiplique o valor pelo tempo de viagem e fica a saber qual o grau de risco a que está sujeito.
 Tome vitaminas C e E (ajudam o organismo a libertar-se das partículas nocivas) a seguir a cada viagem.
 Opte pelos voos de curta distância, pois as altitudes são mais baixas do que nos de longa distância.
 Prefira as latitudes mais baixas, que em princípio estarão mais protegidas da radiação, isto devido ao escudo formado pelo campo magnético da Terra, que actua no máximo no Equador e vai gradualmente diminuindo em direcção aos pólos (onde existe o dobro da radiação).
 Endereços úteis: www.sppcr.online.pt; www.icpr.org

 

Anunciar on-line | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo | Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.