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S A Ú D E


Se leva os miúdos...

Viajar com filhos pequenos
exige cuidados redobrados
e uma mala feita a contar
com os imprevistos


Texto de Vera Saldanha
Ilustração de André Kano
   

Com crianças pequenas, até uma ida de carro à praia mais próxima se transforma numa viagem em que todos os pormenores de logística, transportes e bagagem têm de ser bem pensados. Quando programar uma viagem em família, informe-se numa agência sobre as promoções dos operadores turísticos, hotéis e companhias de transportes de passageiros para grupos familiares, já que pode reduzir substancialmente as suas despesas. Os bilhetes de avião para crianças também estão sujeitos a algumas reduções. Nos voos da TAP, os bebés até aos dois anos, que viajam ao colo, pagam pouco mais do que as taxas de aeroporto (obrigatórias em qualquer caso) e as crianças até aos 11 anos pagam 50% do preço do bilhete normal. Se desejar um berço, peça com antecedência. Os adolescentes têm frequentemente descontos para estudantes ou para portadores de Cartão Jovem .

Acidentes

Em casa, já sabemos mais ou menos com o que contamos - embora algumas crianças tenham uma capacidade espantosa para inventar asneiras. Mas é preciso vigiá-las com especial atenção em ambientes novos ou estranhos, pelo menos nos primeiros dias.
Antes de uma viagem de carro, verifique se os assentos e as cadeirinhas cumprem todas as normas de segurança obrigatórias. E, se o seu destino de férias incluir praia, piscina, rio ou barragem, não se esqueça de levar bóias, braçadeiras e coletes de salvação, adequados à idade das crianças. Tudo para prevenir acidentes, pois basta um minuto de distracção para que uma criança se afogue, mesmo acompanhada por adultos, e às vezes em menos de um palmo de água.


Kit básico infantil

Tenha sempre à mão:
Chuchas, fraldas suficientes
e toalhetes de limpeza;
um saco para guardar fraldas sujas e lixo;
um ou dois dos brinquedos (remédio santo contra birras, demoras imprevistas e saudades de casa);
biberão ou garrafas de água;
verifique se as horas das refeições coincidem com a viagem (dê uma margem para atrasos) e, nesse caso, leve algo fácil de preparar e comer;
sandes, bolachas ou outro snack leve. Se não tem uma lancheira térmica, evite tudo o que se pode estragar, como os iogurtes;
agasalhos e uma muda de roupa;
chapéu e protectores solares;
analgésicos, anti-diarreicos, desinfectantes e pensos rápidos.

Alimentação
Os bebés não oferecem problemas, porque os pais já estão habituados a levar os leites, papas e boiões para todo o lado. Quanto aos maiores, tudo depende se são "bons de boca" ou não. De qualquer modo, prevendo de antemão os "desarranjos" que uma alimentação diferente pode causar, não deixe de levar um medicamento contra a diarreia. UmaCoca-Cola serve, em caso de emergência... Mas não seja demasiado rígido quanto aos gelados, bolos e sanduíches; com um pouco de bom senso, essas pequenas transgressões fazem parte das férias.
A água para beber é que deve ser sempre engarrafada. Esta precaução é válida para passeios na praia ou no campo e é fundamental quando se viaja para destinos exóticos. Nesses lugares, convém evitar até mesmo os cubos de gelo, ainda que esteja alojado num resort de qualidade.

Excesso de calor
Já se sabe que, durante o Verão, o uso de protectores solares é obrigatório. Porém, as crianças pequenas e os idosos são particularmente vulneráveis ao calor e riscos de insolação. Atenção aos sinais de alarme: sensação de mal-estar geral, vómitos e dores de cabeça com dificuldades de visão, a que se podem juntar febre alta, delírio e convulsões nos casos mais graves. Se a indisposição for ligeira, basta descansar num lugar fresco, arejado e à sombra e beber água em pequenos goles. Um analgésico pode aliviar a dor de cabeça. Caso não melhore, vá a um médico ou hospital. Para prevenir futuros incidentes, use sempre chapéu, fuja do sol nas horas mais quentes e beba muitos líquidos.
Não convém entrar de repente na água muito fria, porque o choque térmico pode causar uma síncope. Por isso, vigie os mergulhos das crianças e habitue-as a entrar na água aos poucos, começando por molhar as pernas, os pulsos e a nuca, para arrefecer. Mesmo (sobretudo) quando estão cheios de calor.


 



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