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F I M  D E  S E M A N A


Junho de 2003
A “Madeira do bailinho” ainda é quem mais ordena, mas no Funchal, que tem sabido manter o seu coração histórico a salvo de todos os excesso cometidos na periferia, já há quem se empenhe em oferecer mais do que velhos clichés turísticos. Uma “nova” cidade a (re)descobrir

Texto de João Miguel Simões/3P
Fotos de Carmo Correia e Henrique Seruca/B.C. Imagens/3P
   

Os cerca de 1000 quilómetros que separam o arquipélago da Madeira do continente são mais do que suficientes para ali encontrarmos um clima, uma paisagem e até usos e costumes bem diferentes. Mas, infelizmente, essa mesma distância – aliada às nem sempre acessíveis tarifas áreas e à ideia há muito enraizada de que a Madeira é “coisa para velhos e ingleses” – tem servido de desculpa para não lhe prestarmos a devida atenção. Sobretudo na hora de elegermos um destino de férias para uma estada que pode até não ir além de um simples fim-de-semana prolongado.

Andar de tobogã no Monte é um dos clichés a não perder no Funchal

A verdade é que este arquipélago tem tudo para ser uma boa escolha, a começar no próprio Funchal, a capital onde ainda se concentra a grande maioria dos hotéis, dos restaurantes e da oferta cultural da ilha. É certo que muita coisa mudou na sua paisagem, a começar nos muitos mamarrachos que agora nos atravancam a vista para a sua bela baía, mas nem tudo foi mal feito durante os anos a fio em que se registou o desenvolvimento acelerado das infra-estruturas (os seus habitantes até então viviam numa realidade à parte dos turistas) e a tentativa para pôr cobro à decadência do património, que registou índices assustadores
Mercado dos Lavradores
durante a década de 70. O que acontece é que não adianta apenas preservar o centro histórico (uma das três zonas da capital, as outras são a “turística” dos hotéis e a “leste” dos restaurantes, todas ligadas pela Av. do Mar), que é, de facto, bonito, e permitir que o caos urbanístico se instale na sua periferia, em nome do turismo de massas, como tem acontecido na zona do Lido e para lá do Lido.

Mezanino, um dos novos restaurantes do Funchal
Piscina e spa do Crowne Plaza Resort
De qualquer forma, e erros à parte, o Funchal está a mudar, aos poucos é certo – que as mentalidades não se mudam de um dia para o outro –, mas já há quem esteja a fazer de tudo para mudar a forma como os portugueses e os europeus se habituaram a ver a cidade. Não se trata de romper com o passado, até porque muitas das suas tradições são o seu maior tesouro, mas antes de criar novas alternativas (das caminhadas ao golfe, sem esquecer a pesca grossa e o surf) à “Madeira do bailinho”. E disso mesmo lhe damos conta neste roteiro.

Grande estilo
A grande oferta hoteleira do Funchal – que muitos apontam precisamente como sendo uma das faces mais visíveis do desenvolvimento acelerado (e nem sempre devidamente planeado) da Madeira, com os efeitos que se sabe em termos de impacte ambiental – permite uma diversidade de opções na hora de escolher o pacote que mais lhe convém. Não faz aqui sentido mencionar todos, mas sim chamar a sua atenção para algumas unidades especiais, que nem sempre são tão caras como se imagina (sobretudo quando integradas num pacote de agência) e valem a pena não só pelo seu bom gosto, mas também, e sobretudo, por estarem apostadas em prestar um serviço que passa por proporcionar aos seus clientes uma visão mais abrangente, e menos folclórica, da Madeira.

No Reid’s Palace (Est. Monumental, 139, tel.: 291 717 171, fax: 291 717 177) pacotes de quatro a sete noites com pequeno-almoço, um jantar e um chá tradicional incluídos custam desde cerca de _600/1000 por pessoa, sem voos. Mais informações em www.reidspalace. orient-express.com e reservas através da linha 00 800 2888 8882 de The Leading Hotels of the World), agora sob o signo da rosa e do cinzento (as cores da cadeia Orient-Express, que adquiriu o hotel em Julho de 1996), continua a ser uma aposta imbatível em matéria de tradição, charme e classe. Porém, o Choupana Hills Resort & Spa (Tv. do Largo da Choupana, tel.: 291 206 020, fax: 291 206 021, e-mail: info@choupanahills. com, www. choupanahills.com /Pacotes de duas noites com voos desde cerca de _395 por pessoa), inaugurado em Fevereiro de 2002 sobre a baía do Funchal, é quem causa agora maior sururu na imprensa mundial. O caso não é para menos, já que o projecto dos arquitectos Michel de Camaret e Didier Lefort apostou num design muito contemporâneo, onde o alojamento se faz em bungalows, e num spa com piscina em deck panorâmico.

Aliás, os tratamentos de beleza são um extra a merecer cada vez mais atenção, sendo que o moderno Crowne Plaza Resort Madeira (Est. Monumental, 175-177, tel.: 291 717 700, fax: 291 717 701, www.madeira.crowneplaza.com / Pacotes de 2 noites com voos desde cerca de _310 por pessoa), um dos mais bem sucedidos casos de arquitectura moderna com decoração a condizer, foi dos primeiros a apostar num Centro de Talassoterapia Thalgo beneficiando da proximidade do mar.

Em matéria de grandes hotéis, merece ainda uma referência o Royal Savoy Resort Madeira (Avenida do Infante, tel.: 291 222 031/39, fax: 291 223 103, e-mail: savoy@ netmadeira.com, www.royal-savoy-resort.com / Pacotes de duas noites com voos desde cerca de _415 por pessoa), com um total de 162 estúdios e penthouses, que tem a particularidade de reservar parte da sua capacidade para a aquisição do direito de habitação turística por um determinado período no ano.

Se, no entanto, procura algo mais pequeno e íntimo, então uma boa solução é a Estalagem da Quinta da Casa Branca (Rua da Casa Branca, 7, tel.: 291 700 770, fax: 291 765 070, e-mail: estalagem@ quintacasabranca.pt, www. quinta casabranca.pt / Pacotes de duas noites com voos desde cerca de _315 por pessoa), um projecto que já recebeu o Prémio de Arquitectura do Funchal em 1999, pelo excelente entrosamento entre a paisagem e uma nova linguagem arquitectónica, e que durante o ano de 2002 recebeu uma nova ala com mais 12 quartos superiores e duas king suites. É também o único em Portugal a integrar a cadeia Small Luxury Hotels of the World.

A 16 quilómetros do aeroporto, a Estalagem da Casa Velha do Palheiro (São Gonçalo, tel.: 291 794 901, fax: 291 794 925, /Pacotes de duas noites com voos desde cerca de _325 por pessoa) é outra opção. Membro recente da cadeia Relais & Châteaux que goza de grande sossego e de uma série de facilidades que incluem um campo de golfe nas proximidades.

Fusão de sabores
Os amantes da boa cozinha regional têm no Funchal um prato cheio, ainda mais porque a sua gastronomia típica apresenta características muito próprias, com algumas notas de exotismo presentes em iguarias como carne de vinha d’alhos, sopa de moganga (abóbora) ou de trigo, inhame cozido, espetadas de milho frito, bolo de mel ou bolo de caco (pão típico de farinha de trigo), já para não falar no uso e abuso das muitas frutas locais como o maracujá-roxo ou a papaia.

Nesta matéria, nada como uma ida ao Celeiro (Rua das Aranhas, 22, tel.: 291 230 622), uma instituição da gastronomia madeirense bastante frequentada por locais, o que é sempre bom sinal. Tudo ali é bom, mas, diz quem sabe, é obrigatório provar a espetada, o pão de caco e as deliciosas batatas doces assadas, bem como a cataplana e a caldeirada. Mais turístico, mas nem por isso menos recomendável, é a rústica Casa Madeirense (Est. Monumental, 153, tel.: 291 766 700).

No que toca a sabores de outras paragens, estes são quase sempre representados nos restaurantes dos principais hotéis. Para começar, duas grandes mesas no Reid’s Palace: The Dining Room (aberto das 19h às 21h30), uma série de salas sumptuosas e profundamente românticas onde o serviço começa com o toque de xilofone; e o alfresco Brisa do Mar (aberto de Junho a Setembro, de 3.ª a sáb., das 19h30 às 22h), ideal para um jantar à luz de velas e para degustar uma cozinha de autor que mistura influências chinesas, javanesas e balinesas.

Já na Estalagem da Quinta da Casa Branca o destaque vai para o restaurante Casa da Quinta (aberto das 19h às 22h30), renovado em finais de 2001, com menu sazonal de cozinha mediterrânica concebido pelo chefe Vítor Sobral, ao passo que no hotel Ocean Park (Promenade) a novidade é o japonês Kai, com balcão Teppanyaki.

Fora de portas, mas a curta distância do centro do Funchal e a servir de passeio, fica La Perla, na Quinta Splendida (Sítio da Vargim, Caniço, tel.: 291 930 400, fecha à 5.ª), cozinha de autor num casarão de decoração ultrapassada, mas com jardins primorosos, recuperado para o turismo por um casal de suíços.

Numa onda mais in, o que equivale a dizer lugares onde a decoração, a par da cozinha, é uma das atracções, temos lugares como o Villa Caffé (Rua do Favila, 11, tel.: 291 761 622), com cozinha de inspiração mediterrânica num espaço que apresenta uma mercearia gourmet e várias salas com ambientes distintos onde se brinca com as cores fortes, texturas quentes e frias, e até algumas peças assinadas por Philippe Starck; o Fora d’Água (Ocean Park, Promenade, tel.: 291 766 002), um restaurante de nova cozinha madeirense em ambiente design (do interior envidraçado com paredes em rosa-velho ou verde-limão, à esplanada cool) com peças escolhidas a dedo da Habitat e da Cutipol, entre outros; o Mezanino (Ocean Park, Promenade, tel.: 291 763 325), um espaço contemporâneo concebido pela firma de decoração Esboço com cozinha à vista a cargo de um chefe es-trangeiro, que não foi insensível aos produtos locais; ou ainda o restaurante do Choupana Hills, a grande sensação do momento, com mobiliário desenhado por Didier Lefort, chão em mármore branco e pedras de basalto, louça Vista Alegre e copos Aino Aalto Italia.

No intervalo das refeições, e sobretudo à hora do lanche, nada como fazer uma pausa bem demorada no Café Central Goldengate (Av. Arriaga, tel.: 291 220 053). Esta pastelaria, que também faz as vezes de restaurante e de café, existe desde 1841 e passou por obras de remodelação sem tocar no seu charme secular. Para mais, os seus deliciosos bolos, que se esgotam num ápice, são fornecidos pelo Reid’s Palace, outro endereço obrigatório a meio da tarde devido ao seu impecável chá.

 
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