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A Ú D E

SOS
crianças
Antes
de partir de férias com os seus filhos para um destino exótico
e longínquo, o melhor é marcar uma consulta de Medicina
do Viajante para crianças
O
Verão
está à porta e, desta vez, optou por trocar as habituais
férias no Algarve por um destino tropical. E está
decidido a levar as crianças. “É arriscado”,
pensa, lembrando-se da pneumonia atípica ou da última
ida à praia em que foi artilhado com protectores solares
e dezenas de brinquedos.
Sem desesperar e recorrendo a algumas regras, muitos riscos podem
ser minimizados se planear ao detalhe a viagem. Comece por marcar
(com alguma antecipação) uma consulta de Medicina
do Viajante para crianças. Funcionam no Instituto de Higiene
e Medicina Tropical e no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa,
e, embora sejam de âmbito pediátrico, são úteis
para toda a família. O ideal é ir munido de um conhecimento
tão completo quanto possível do seu destino, depois
é só ouvir com atenção os conselhos
do pediatra e cumpri-los à risca.
Segurança nos trópicos
Os pediatras defendem a idade mínima de um mês para
viajar para qualquer país. Na verdade, as crianças
adaptam-se como os adultos às viagens de avião e aos
diferentes destinos. São, porém, mais susceptíveis
a algumas doenças como a malária, pelo que é
indispensável fazer a profilaxia desta doença no caso
de viajar para uma zona de risco, ainda que a melhor prevenção
seja mesmo evitar a picada do mosquito, que é o seu vector.
Deve, por isso, optar por vestir as crianças (e a si próprio)
com camisas com manga e calças, tudo de cor clara, para facilitar
a visualização dos mosquitos e, quando for necessário,
usar repelentes. Como estes picam sobretudo entre o anoitecer e
o amanhecer, os petizes devem evitar actividades fora de casa durante
esse período.
Além do Plano Nacional de Vacinação, poderá
ser necessário efectuar outras vacinas (febre amarela, febre
tifóide, meningite ou hepatite, por exemplo) e levar o certificado
internacional de vacinação, exigido para entrar nalguns
países.
No caso de doença crónica, é indispensável
levar informação médica pessoal, com cópia
em inglês ou francês. Deve levar quantidade suficiente
de medica-mentos e saber a dosagem em princípio activo, pois
as apresentações podem ser muito diferentes consoante
o país.
Mais vale prevenir...
Nem só de medicina se fala nestas consultas ao viajante.
É explicado às crianças que podem encontrar
no seu destino hábitos diferentes daqueles a que estão
habituadas, transmitindo--lhes regras de bom senso essenciais em
férias, como “nunca sair de perto dos adultos, não
falar com estranhos e guardar sempre o contacto do hotel...”.
Aos pais são lembradas as normas de prevenção
rodoviária: é que os acidentes, embora menos frequentes
do que as doenças em férias, acabam por ser mais letais.
Cumprir as regras de higiene pessoal e alimentar é meio caminho
andado para não adoecer. Não se deve fidelizar a um
único restaurante, pois ao comer em vários diminui
a probabilidade de ingerir um alimento que o faça adoecer.
Opte por pratos quentes, confeccionados na hora, e frutos descascados
por si. Há ainda alimentos de alto risco, como os gelados,
iogurtes e queijo fresco, devendo o leite não pasteurizado
ser fervido. As bebidas carbonatadas e alcoólicas são
de baixo risco, mas não deve adicionar gelo. Alguns microrganismos
sobrevivem a temperaturas negativas por longos períodos.
A água deve ser tratada com soluções de iodo
ou cloro, e fervida durante cinco minutos, mas o mais seguro é
optar pela engarrafada.
Além dos habituais cuidados com o sol, nade só em
locais conhecidos e lembre-se de que, normalmente, só as
piscinas com água clorada são seguras. A água
do mar não é responsável pela transmissão
de doenças, mas podem ocorrer mordeduras e picadas.
No regresso deve ir ao médico. Algumas doenças podem
não se manifestar durante as férias. É importante
informar o clínico sobre os locais por onde passou, se ficou
doente, sofreu algum acidente ou foi sujeito a tratamentos.
Medidas de prevenção
Informe-se
se o seguro médico é válido no seu destino
e se cobre despesas de evacuação. Saiba o grupo
sanguíneo das crianças, dos pais e de possíveis
dadores.
Levar
medicamentos para a diarreia do viajante e fármacos
de reserva para as infecções respiratórias
e de pele.
As
crianças devem usar protectores solares adequados (factor
mínimo de protecção 30) sempre que estiverem
ao ar livre e não apenas na praia. Usar chapéu
e beber muita água (sempre engarrafada).
Os
insectos são vectores de inúmeras doenças,
por isso use repelentes. O mais eficaz e menos tóxico
é o DEET (N,N-dietil-m-toluamida), em determinadas
concentrações. Deve obe-decer às normas
indicadas na embalagem para minimizar o risco de reacções.
Durma
sempre que possível num quarto com ar condicionado
e/ou mosquiteiro. Pode usar insecticida em spray, fitas e
aparelhos antimosquito ou insecticidas residuais à
base de permitrina.
Mais
informações: Instituto de Higiene e Medicina
Tropical: Tel. 21 312 66 00; Hospital de D. Estefânia:
21 362 75 53; www.cdc.gov/travel/; www.who.int/ith/
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