Subscrever
Rotas & Destinos




- - - - - - - - - - - - - - -
Rotas&Destinos
no Facebook
- - - - - - - - - - - - - - -
  Bloco de notas
   Hoteis, Restaurantes e Shopping
   Globetrotter 
   Livros e Discos
   Promoções 
   Agenda
   Dicas de Viagem
   Dicas de Saúde
 
  Secções
 • Fim-de-semana 
 • Estrada fora

 • 24 Horas
 • Hotéis
 • Em destaque
 • Especiais
 • Panorâmica
 • Lugares com história
 • Gourmet
 • As viagens de
  Pesquisar artigos


  Planear Viagem
 • Programas de Viagem
 
  Jogue online
 • Acção
 • Desporto

 • Plataformas
 • Puzzle
 • Shoot´Em Up
 
  Utilidades
  
- - - - - - - - - - - - - - -
 Edições Anteriores
- - - - - - - - - - - - - - -

    XL >   Rotas & Destinos > Dicas de Viagem > Compras e alfândegas

D I C A S  D E  V I A G E M


Compras e alfândegas

No regresso de uma viagem, aquelas compras que “valem mesmo a pena” podem tornar-se caríssimas à passagem pela alfândega. Por isso importa saber o que se pode comprar e como proceder…



Junho de 2004

Texto de Rui Faria
Ilustração André Kano
   

Uma grande viagem não passa sem compras. São elas que ajudam a criar as memórias dos dias bem passados. Para além disso, as férias fazem acordar os mais agressivos instintos consumistas que todos temos dentro de nós, instintos que, na maior parte das vezes, são inimigos imbatíveis e que não conseguimos controlar.

Lá for a, encontramos sempre algo que há muito pensávamos comprar ou verdadeiras “descobertas” numa qualquer loja e, quando isso acontece, quase todos pensam ou dizem a mesma coisa: “Vale mesmo a pena.” Sem pensar em mais nada, lá ficamos mais carregados. É o que acontece com os pequenos (ou grandes) quadros com pinturas naif que abundam no Rio de Janeiro; os charutos cubanos que são uma pechincha em Varadero; “aquele” vestido de seda adquirido em Seul; o relógio que nos fez perder a cabeça em Hong Kong; ou a máquina fotográfica digital que contribuiu para aumentar o débito no cartão de crédito naquela viagem a Nova Iorque – enfim, são aqueles pequenos nadas que fazem parte das despesas de umas grandes férias.

Quantidades máximas de diversas compras efectuadas fora da União Europeia
Produto Quantidade
• Cigarros
200 unidades
Cigarrilhas 100 unidades
Charutos 50 unidades
Tabaco para fumar 250 gramas
Bebidas destiladas (+ de 22% álcool) 1 litro
Bebidas destiladas (- de 22% de álcool) 2 litros
Vinhos 2 litros
Perfumes 50 gramas
Água-de-colónia 1/4 de litro
Café 500 gramas
Chá 100 gramas
Medicamentos Quantidade correspondente às necessidades do viajante

Sou contrabandista
Ninguém resiste ao impulso do momento e na maioria dos casos a única dúvida que colocamos é: como vou levar isto para casa? Na maioria dos casos, a solução passa por comprar mais um saco ou uma mala maior.

Já na viagem do regresso, quando mentalmente fazemos o balanço a tudo o que comprámos, surge o receio da passagem pela alfândega, que se agudiza quando há que passar pelo controlo dos fiscais aduaneiros. Nesses momentos, aparece – vinda sabe-se lá de onde – uma tremideira nas pernas. Esses funcionários, que num contacto casual nos pareciam pessoas normais, assumem a imagem de figuras ameaçadoras com “visão raio-X” que vêem à distância tudo o que escondemos no canto da bagagem, logo ali onde há algo que tem de ser taxado.


Num país onde se faz gala em fugir aos impostos, ser “contrabandista” acaba por ser o primeiro impulso. No entanto, à saída do aeroporto, optar pelo “Canal Verde” (nada a declarar) ou pelo “Canal Vermelho” (para quem tem compras passíveis de serem colectadas) começa por ser a primeira decisão.

Escolher o “Canal Verde” é a primeira opção, mas tem riscos. Quem optar por esta via, não pode transportar mais de 200 cigarros (10 maços), 50 charutos, um litro de bebidas com teor alcoólico superior a 22% vol. (whisky, conhaque, etc.), 50 gramas de perfume; 200 gramas de café ou 100 gramas de chá. Mas não são apenas estes produtos que são taxados. Quem chegue a Portugal oriundo de um país não comunitário, apenas tem direito a 175 euros (90 euros para os menores de 15 anos) de compras. Por isso, é fundamental ter uma factura para provar quanto custou cada recuerdo.

E isto porque quase tudo tem taxas. Uma máquina fotográfica digital deve pagar o IVA (19%), o material informático (à excepção de ecrãs de plasma) paga 14%, material de golfe ou ténis deve pagar 2,7%, a roupa é taxada com 12,7% e até as peças de artesanato em madeira, muito comuns em África, pagam 3% de IVA.

As pautas alfandegárias são, no entanto, ainda mais complexas, já que, para além do IVA, é cobrada uma taxa de transporte. É verdade que é o passageiro que transporta, em mão, as suas compras, mas é obrigado a pagar essa taxa. É aberrante, mas é a lei. Assim, por uma máquina fotográfica digital que tenha custado 300 euros (comprovados pela factura), o viajante pode pagar valores diferentes, de acordo com o local onde foi adquirida. Se essa câmara tiver sido comprada pelo equivalente a 300 euros nos Estados Unidos, pagará 67,36 euros de taxas, mas se a compra tiver ocorrido em Hong Kong, face às taxas de transporte, pagará 68,10 euros. Este é apenas um exemplo, entre muitos outros, para a diversidade de alcavalas que podem surgir como uma desagradável surpresa no final de umas férias bem passadas.

Precauções à partida
À partida para qualquer viagem para fora da União Europeia, os apaixonados pela fotografia que levam sempre mais do que uma câmara e várias lentes, os golfistas que não se separam do seu saco, os ciclistas que levam a sua mountain-bike e por aí fora, devem localizar o posto alfandegário que está colocado antes do controlo de passaportes.

Aí, um funcionário dará uma ajuda no preenchimento de uma declaração de saída do material transportado. Essa declaração, que pode parecer mais um mero aborrecimento burocrático, é fundamental e pode evitar problemas no regresso, pois é a forma mais fácil de provar que esse material não foi adquirido no estrangeiro (num país extracomunitário). Essa prova pode ser necessária, já que, se o funcionário alfandegário tiver dúvidas, pode reter o material até ser feita a prova – uma factura da compra efectuada num país comunitário onde as taxas inerentes foram pagas.

Se isso não acontecer, mesmo que o material tenha sido comprado em Portugal, o seu proprietário poderá ser obrigado a pagar as taxas inerentes à sua compra fora da União Europeia.

Verde ou vermelho?
Os casos anteriormente relatados são um alerta para quem opta exclusivamente pelo “Canal Verde”. É que, neste caso, se os responsáveis alfandegários optarem por mandar abrir as malas – têm todo o direito de o fazer –, a melhor atitude é ser cooperativo, já que, face a uma resposta negativa à sacrossanta pergunta – “tem alguma coisa a declarar?” –, tudo o que vier a ser encontrado é passível de procedimento ao nível do contencioso.

É certo que, normalmente, as autoridades só actuam em casos de valores superiores a 1000 euros. Ainda assim, e mesmo face a valores inferiores, o caso pode ser encaminhado para o contencioso, que actua discriminatoriamente na aplicação de coimas.

Por isso, em caso de se levantar alguma dúvida sobre aquilo que transportamos, a atitude mais prudente é avançar para o “Canal Vermelho”, embora a maioria das pessoas resolva assumir o risco. É certo que muitos escapam, mas basta passar algum tempo junto de um posto de controlo para ver que muitíssimos são “agarrados” e nessa altura não vale a pena discutir. As atitudes agressivas só vão piorar a situação.

No caso de ser necessário efectuar um pagamento num posto alfandegário nacional, este apenas pode ser efectuado em euros ou com cartão Multibanco. Acrescente-se que jovens com idades inferiores a 17 anos não beneficiam de qualquer isenção para tabaco e bebidas alcoólicas, o que é extensível ao café para os menores de 15 anos.


Anunciar on-line | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo | Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.