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XL
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> Dossier
> Segredos algarvios
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| D O S S I E R |
Junho
de 2005 |
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Alto
da Lua | Serra de Espinhaço
de Cão
Logo
à chegada, o perfume da Serra de Espinhaço
de Cão anuncia o peso da natureza em
toda a envolvente do Alto da Lua. Delimitada
pelo mar e pela serra, esta unidade de turismo
rural convida sobretudo ao repouso nas redes
ou espreguiçadeiras junto à
piscina, com vista para o pinhal, mas permite,
a meia dúzia de quilómetros,
usufruir das mais belas praias da Costa Vicentina.
O edifício caiado, de dois pisos, enquadra-se
perfeitamente na paisagem bucólica,
apesar das linhas contemporâneas. Concebido
pelo arquitecto Vítor Mestre, brinca
com a luz e as sombras, deixando-nos entrever
aqui e ali, através de janelas e reentrâncias
nas paredes, a serra e o céu. |
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Contacto:
Alto da Lua, Serra do Espinhaço de Cão,
Aljezur. Tel. 96 813 57 88 ou 96 945 54 06; www.altodalua.com
Tarifas: Quartos duplos a partir de €70 e
apartamentos a partir de €80.
Serviços: Organização de
aulas de surf, passeios de jipe, prática
de golfe, pesca, passeios a cavalo e de bicicleta.
Também serve refeições leves
durante o dia e prepara cestos de piquenique.
Os jantares têm de ser encomendados com
antecedência. |
Restaurante
O Sítio do Rio (tel. 282 973119.
Preço médio por refeição:
€18). Situado a caminho da praia da Bordeira,
o Sítio do Rio privilegia na ementa os
sargos, os robalos e as douradas, acabados de
chegar do mar.
As espetadas de porco com gengibre, o javali
à moda da casa e a cabidela de galinha
caseira são também excelentes
e procurados por uma clientela cosmopolita (serve
pratos vegetarianos).
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Praia
da Bordeira
Apesar de ficar próxima da Carrapateira,
esta praia tranquila é designada por Praia
da Bordeira, devido à ribeira que desagua
no topo Sul do extenso areal. A falta de infra-estruturas
de apoio é compensada pelo silêncio
no extenso areal, onde, mesmo em época
alta apenas se vislumbram meia dúzia de
surfistas e snowborders. |
No seu interior encontramos nove
quartos duplos, a sala de televisão, uma sala
de jogos (com mesa de bilhar), e a sala de pequenos-almoços.
Os quartos, amplos, são
decorados em diferentes tons pastel, com motivos marinhos
e fotografias de grande dimensão alusivas aos
diferentes estados do mar. Os do andar de cima possuem
terraço ou varanda com vista privilegiada, e
os do piso de baixo dão para jardins mediterrânicos
com redes e cadeiras de verga, onde apetece dormitar
ou ficar a ler, tranquilamente, já que o silêncio
será, porventura, a característica mais
marcante do Alto da Lua, onde até os pássaros
parecem sussurrar para nos deixar descansar. A sala,
espaçosa, tal como os quartos, está decorada
e mobilada com sofás confortáveis, tapetes
e mesas marroquinas, a par de algumas peças de
mobiliário típico da região. No
Inverno, uma enorme lareira aquece o ambiente, enquanto
que, no Verão, as janelas de vidro são
abertas para deixar o ar saudável do campo entrar.
Além deste edifício
construído nos anos 90, existe ainda uma outra
casa antiga, pensa-se que original do século
XVI, onde foram instalados dois apartamentos –
equipados com kitchnette, com capacidade para quatro
pessoas –, uma alternativa confortável
para casais que viajem com os filhos e prefiram cozinhar
as suas refeições. Reza a história
que esta pequena habitação rural pertenceu
a Pêro Jacques, cruzado ou marinheiro, consoante
as versões, a quem foi concedida a propriedade
agora explorada por Miguel Lino, um jovem lisboeta que
fugiu do bulício e das rotinas da cidade.
Ambos os edifícios dão acesso directo
ao terraço em tijoleira de Santa Catarina, onde
se encontra a piscina e a esplanada. Daí usufrui-se
de uma vista espantosa sobre a Serra de Espinhaço
de Cão e sobre o mar, sendo, por isso, o lugar
mais apreciado para tomar o pequeno-almoço, ou
para testar os reconhecidos dotes culinários
de D. Vitalina, especialista em sabores e aromas algarvios.
Quinta
Matias | Boliqueime
Contacto:
Quinta Matias, Sítio das Casas Costas,
Alfontes, Boliqueime, Loulé. Tel. 289 362
255 ou 93 9303874,
e-mail
terita@clix.pt
Tarifas: Quartos duplos a partir de €45.
Serviços: Organização de
passeios pedestres e a cavalo. Sala com TV e CD
Player. Serve refeições mediante
pedido prévio. |
Restaurante
Cantinho da Ribeira (Sítio das
Casas Costas, Alfontes, Boliqueime, Loulé,
tel. 289 366 345). Restaurante regional, serve
pratos tipicamente algarvios, tais como xerém,
cabrito assado e caça. As sobremesas
– doce de abóbora, de alfarroba
e de figo – são de comer e chorar
por mais.
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Praia
Barranco da Bilharó
Situada entre os Olhos d’Água e a
Praia da Falésia, o areal extenso do Barranco
da Bilharó reserva, como por milagre (e
porque os acessos são péssimos),
áreas completamente desertas, numa das
regiões mais concorridas do Algarve.
É o ideal para fazer grandes caminhadas
silenciosas em comunhão com a natureza. |
O
Sítio das Casas Costas, onde se encontra a Quinta
Matias, situa-se nos arredores de Boliqueime, pitoresca
freguesia de Loulé, encaixada numa encosta, com
vista para o mar. Vive-se ainda da agricultura de sequeiro
e regadio nesta região, rasgada por ruas estreitas
bordadas a campinas floridas e casinhas caiadas, sendo
por vezes difícil associar este Algarve rural
ao destino de veraneio sobrelotado junto ao mar, a meia
dúzia de quilómetros.
A
Quinta Matias é testemunha dessa atmosfera bucólica
– antiga casa de lavoura, continua a cultivar
e explorar uma extensa horta, um pomar e um olival,
deixando ouvir, ao invés das línguas bárbaras
faladas na orla costeira, os trinados de passaritos
madrugadores. A par da actividade agrícola, aluga
seis quartos num edifício adjacente à
casa principal, construída nos anos 20, proporcionando
aos hóspedes uma estadia repousante e lúdica:
este é o lugar ideal para aprender a distinguir
um tomateiro de uma macieira. Maria Tereza, a proprietária,
não se importará de explicar esta e outras
maravilhas do mundo rural, até porque faz parte
das propostas da Quinta a participação
dos hóspedes na apanha de frutos – maçãs,
laranjas, figos e damascos, dependendo da época
do ano – e de hortícolas.
À
boa maneira de uma casa rústica, os quartos,
decorados com móveis mexicanos, colchas de algodão
e tons pastel, são amplos e luminosos. Dão
para um pátio ajardinado com alfazema, lírios
e jarros, onde se encontram as piscinas (uma para crianças
e outra para adultos), de onde se obtém uma panorâmica
excepcional sobre a serra. Esse mesmo terraço
dá, ainda, acesso a uma área reservada
aos hóspedes, equipada com cozinha, salas de
jantar, de televisão, de jogos e de leitura –
as duas últimas instaladas numa mezzanine. Proporcionando
um espaço de lazer e convívio interior
autónomo da casa principal, útil não
só nas noites sossegadas do Sítio das
Casas Costas, como nos dias mais frescos, em que apetece
a lareira, este edifício permite aos hóspedes
preparar as suas
refeições (aproveitando os produtos frescos
da horta e pomar), ouvir música ou ficar à
conversa despreocupadamente, uma vez que se encontra
bastante afastado dos quartos. Se quiser experimentar
algumas especialidades regionais sem sair de casa, poderá
encomendar o jantar na Quinta. Galo caseiro, xerém
com conquilhas e favas ou ervilhas da horta são
alguns dos pratos mais apreciados, preparados com produtos
que não conhecem aditivos químicos.
Não há muito para fazer em Boliqueime
além de desfrutar ao máximo do contacto
com a natureza. Maria Tereza ajuda-o a organizar passeios
pedestres, de bicicleta e a cavalo pela serra, mas,
se preferir prazeres mais mundanos, poderá sempre
dar um salto até às praias de Vilamoura
e Albufeira.
Quinta
da Corte | Monchique
Contacto:
Quinta da Corte, Aldeia da Corte Grande, Serra
de Monchique, 8550-909 Monchique. Tel. 282 911
290,
e-mail quintadacorte@clix.pt,
www.quintadacorte.com
Tarifas: Quartos a partir de €75
Serviços: Dispõe de canil. Pequenos-almoços
incluídos. Restantes refeições
devem ser encomendadas com antecedência.
Organização de passeios pedestres
pela serra, com possibilidade de admirar as riquíssimas
fauna e flora da região. Os hóspedes
podem participar nas lides agrícolas da
quinta e tratar dos muitos animais (ovelhas e
galinhas). |
Porca
Preta Galeria & Restaurante (Estrada
Monchique-Alferce, tel. 282 912 384, Preço
médio por refeição a partir
dos €15). Aberto há sensivelmente
dois anos, este espaço, composto por
oito pequenas casas de aldeia, divide-se em
galeria de arte e restaurante, onde são
servidos os pratos típicos da região
serrana. A não perder.
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Praias
de Lagoa
Conheça as praias de Caneiros, Vale de
Centeanes ou da Marinha, a cerca de meia hora
de carro. Escondidas por falésias e rochedos
a precipitarem-se sobre o mar, escondem pedaços
de areia. Em alternativa pode recorrer aos tratamentos
do complexo termal das Caldas de Monchique (www.monchiquetermas.com),
a minutos da Quinta da Corte. |
As
curvas e contra-curvas que nos levam Serra de Monchique
acima, em direcção a um Algarve profundo
e impoluto que quase já não existe, embalam-nos
lentamente e fazem-nos entrar numa espécie de
dormência profunda enquanto admiramos a paisagem.
De repente, ao guinar o volante ao sabor da estrada,
acordamos e despertamos os nossos sentidos para um vale
verdejante, que surge na nossa frente vindo do nada,
quase a destoar de toda a envolvente, tantas vezes arrasada
pelo fogo.
Chegámos
à Quinta da Corte, um pequeno recanto cheio de
vida, onde Helena e José, um jovem casal nascido
e criado na região, puseram de pé o seu
sonho. São eles, mais a sua simpatia e simplicidade,
a verdadeira alma deste refúgio que se ergue,
sem estragar o cenário, no meio de 2,5 hectares
de terreno fértil que se alonga num declive.
A riqueza da terra explica-se graças aos socalcos
trabalhados pela força do homem em séculos
passados, que, para irrigar as terras, ainda trouxe
as águas de uma nascente através de um
túnel – uma espécie de levada algarvia.
Neste terreno tudo pega e o pequeno rebanho de ovelhas
criadas pelos proprietários – cada uma
com o seu nome de baptismo, carinhosamente atribuído
logo à nascença – serve como um
autêntico aparador da erva que circunda as várias
macieiras, pereiras, amoreiras, laranjeiras e limoeiros
do simpático pomar.
De
resto, é impressionante o contraste da paisagem
mal se entra na última curva que dá acesso
à Quinta da Corte. O castanho dos campos queimados
transforma-se repentinamente num verde viçoso,
seguramente influenciado pelo facto de José e
Helena também terem convencido um dos –
poucos – vizinhos da aldeia da Corte, mesmo ali
defronte, a também apostar na irrigação.
Mas
regressemos ao refúgio propriamente dito. Com
uma arquitectura simples e de traços assumidamente
contemporâneos que em nada destoam da envolvente,
a Quinta da Corte dispõe de quatro espaçosos
quartos com pequenas varandas a oferecer uma panorâmica
digna de registo, uma sala de estar atravessada por
enormes janelões e aquecida nas noites mais frias
por uma lareira e, seguramente o mais importante,
o contacto directo com a natureza.
Apesar de já não vislumbrarmos por aqui
aparições do ameaçado lince ibérico
ou da águia-de-bonelli, há muito mais
para ver. Por entre raposas, coelhos, perdizes ou javalis,
a avifauna é riquíssima. Nas imediações
poderá perder horas a admirar, entre outras tantas
variadas espécies, gaios, chapins, tentilhões,
cucos, rouxinóis, melros, corujas e mochos. Longe
da confusão, deixe-se ficar por estas paragens,
a ver as horas passar noite fora, até ao despertar
matinal do dono e senhor da capoeira, o garboso Galo
Inácio, que anuncia a chegada de mais um dia
de sossego no campo.
Monte
Velho | Carrapateira
Contacto:
Monte Velho Nature Resort, Estrada de Vila do
Bispo, Carrapateira (a 24 km de Aljezur). Tel.
282 973 207.
Tarifas: Preços a partir de €100.
Serviços: Parque infantil, motos 4 e BTT,
passeios de burro, percursos sinalizados para
passeios pedestres ou de bicicleta, jornadas de
observação da natureza, cursos de
surf e de windsurf, mergulho, passeios de veleiro
e pesca. |
Sítio
do forno (na estrada de terra que liga
a praia do Amado à da Bordeira. Tel.
263 558 404). O seu terraço sobre a falésia
é, sem dúvida, o lugar ideal para
um jantar a ver o mar e a contemplar um pôr-do-sol
raiado de vermelho, laranja e amarelo. A especialidade
é, como não poderia deixar de
ser, peixe grelhado em carvão.
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Praia
da Murração
O acesso não é dos mais fáceis,
mas vale a pena descobrir esta praia, quase sempre
deserta. Terá de galgar uns bons 15 minutos
por entre calhaus e terra batida para lá
chegar, um esforço recompensado mal avistamos
o areal, recortado por rochas e falésias
e banhado por um mar agitado em tons de azul.
Sem qualquer sinalização, a melhor
referência de orientação é
a seguinte: ao sair do Monte Velho, volte à
estrada de alcatrão e vire à esquerda
no sentido de Vila do Bispo. Uns quilómetros
mais adiante, após as últimas “ventoinhas”
do Parque Eólico, vire numa estrada de
terra batida à sua direita, seguindo em
direcção ao mar. |
Com
um lápis, traçamos no mapa como ponto
de partida São Torpes e marcamos com um “X”
a pacata aldeia da Carrapateira, já por terras
do Algarve. Uns quilómetros mais adiante, uma
simples placa em madeira a apontar caminho em direcção
ao Monte Velho Nature Resort convida--nos a abandonar
o alcatrão. Somos recebidos por uma simpática
comitiva de burricos lanudos que zurram à medida
que nos aproximamos, uma espécie de hino de boas-vindas
que anuncia a chegada ao campo.
Na
verdade, mal avistamos as linhas desta charmosa e tradicional
casa de campo caiada de branco, o primeiro desejo é
abandonarmo-nos ao baloiçar de uma das redes
dispostas no apetecível alpendre do Monte Velho,
para aqui ficarmos a ouvir, não muito distante,
o suave sussurrar do mar que banha a mágica e
quase inexplorada Costa Vicentina. À noite, o
céu estrelado serve-nos de manto e o som do silêncio
faz-nos companhia, transportando-nos para uma outra
dimensão, em que o mundo real fica de fora, impedido
de entrar neste espaço onde é reservado
o direito de admissão.
Aqui
não há televisões, os cigarros
fumam-se às escondidas e exclusivamente nos espaços
exteriores, os stresses e as más disposições
são para esquecer e o dolce far niente passa
a regra da casa. É esta a filosofia do Monte
Velho, propriedade de Henrique Balsemão, que
fez desta herdade com 54 hectares o seu refúgio
pessoal, encravado entre os vales do Parque Natural
do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina. Este típico
monte agrícola foi recuperado de raiz, seguindo
a traça original, e conta com sete suites e dois
quartos, cada um com pormenores de decoração
distintos, mas todos a oferecer uma atmosfera leve,
rústica e descontraída, em que as cores
vivas, que vão do azul-forte ao amarelo-ocre,
e os desenhos murais (de joaninhas a borboletas) dão
um irresistível toque de charme ao ambiente.
Pela
manhã, o pequeno-almoço, servido na sala
comum ou no terraço, das 8h30 às 11h00,
desperta-nos para um dia passado no meio da natureza.
Mas antes de nos lançarmos à descoberta
dos encantos que esconde a propriedade – que inclui
uma pequena represa –, não resistimos a
recarregar baterias com uma fatia de pão de lenha,
compotas caseiras e sumos naturais. Em seguida, podemos
aventurar-nos em busca de praias desertas – que
são por aqui fáceis de encontrar, embora
de acesso algo difícil –, percorrer as
imediações em passeios pedestres, de burro,
de BTT ou Moto 4 para admirar a vida selvagem, ou simplesmente
abandonar-nos aos prazeres do corpo e da mente num dos
três gazibos vindos da Indonésia, onde
são levadas a cabo sessões de massagens
e de yoga.
Quinta
da Cebola Vermelha | Boliqueime
Contacto:
Quinta da Cebola Vermelha, Campina,
8100-908 Boliqueime. Tel. 289 363 680,
www.quintadacebolavermelha.com
Preços: de €80 a €95.
Serviços: Pequenos-almoços incluídos.
Almoços ligeiros podem ser tomados na piscina
ou no terraço. Às terças-
-feiras, quintas-feiras e sábados é
servido ao jantar um menu fixo composto por três
pratos, por €25 (reservar antes das 12h00).
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Casa
Paixanito (Estrada de Querença,
Loulé,
tel. 289 412 775. Preço por refeição
a partir de €20).
É um dos clássicos da boa restauração
algarvia.
Peixe fresco, petiscos variados e pratos da
melhor caça são aqui servidos
com especial requinte.
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Praia
do Garrão
Mesmo ao lado da badalada praia do Ancão,
a do Garrão esteve sempre um pouco à
margem do frenesida socialite que acorria –
e acorre – em massa ao areal vizinho. A
poucos metros de distância uma da outra,
é evidente a diferença; de um lado
sempre cheio de gente e de barcos à beira-mar
atracados e, do outro, espaço de sobra
para todos. Vale por isso mesmo. |
Situada
em pleno barrocal algarvio, no concelho de Boliqueime,
a Quinta da Cebola Vermelha é um pequeno refúgio,
ideal não só para quem quer fugir da confusão
que reina a alguns quilómetros do local (fica
a menos de 15 minutos de carro da marina de Vilamoura),
mas também para os que não pretendem ficar
longe do resto do mundo. Estamos, portanto, a uma distância
segura mas não totalmente isolados, num verdadeiro
ambiente de campo, protegidos pela acolhedora atmosfera
familiar que a casa do casal holandês Ard e Noor,
os proprietários, oferece.
Erguida
a partir das ruínas de um edifício centenário,
foram mantidos na Quinta da Cebola Vermelha os traços
rústicos, em que o vermelho ocre das suas paredes
exteriores, rasgadas por portadas brancas, emprestam
ao conjunto um estilo diferente de todas as descaracterizadas
construções da vizinhança. Uma
vez lá dentro, sentimo-nos como que se estivéssemos
em nossa casa, onde a decoração com um
toque muito pessoal e intimista compõe o cenário.
Na sala principal encontramos confortáveis e
volumosos sofás a rodear a lareira para aquecer
as noites mais frescas, uma comprida mesa de jantar,
onde se pode deliciar com as criações
gastronómicas da autoria de Ard – refira-se
que
o proprietário esteve durante longos anos ligado
à restauração tanto na Holanda,
como no Algarve (nos tempos idos da década de
70, o casal rendeu-se aos encantos da região
e chegou a ter um restaurante-bar nos Olhos de Água,
Albufeira) – e recantos ideais para leituras demoradas.
Uma
nota: aproveite o simpático terraço coberto
para almoços ligeiros, ou até mesmo para
românticos jantares à luz das velas –
todas as terças, quintas e sábados é
servido um menu fixo de três pratos, o qual deve
ser reservado com antecedência.
Com
seis espaçosos e requintados quartos, equipados
com todas as comodidades para uma estadia de qualidade,
esta simpático turismo de habitação
conta com uma envolvente paisagística a que é
impossível ficar alheio. As habituais alfarrobeiras,
oliveiras – algumas centenárias –,
várias árvores de fruto carregadas de
laranjas, limões ou figos e uma fértil
horta (onde podemos arrancar da terra a óbvia
cebola vermelha) ilustram o quadro, a que se junta a
apetecível piscina de água salgada com
uma soberba vista para o campo aberto que se estende
à nossa frente.
Faça, então, companhia às cigarras
que cantam lá fora e não hesite em passear
o olhar sem rumo definido e admirar um Algarve bem mais
calmo do que aquele a que estamos habituados. Afinal,
está no campo, sem horas marcadas e com tempo
de sobra para gastar.
Casa
Vicentina | Odeceixe
Contacto:
Casa Vicentina, Monte Novo, Odeceixe, Aljezur.
Tel. 282 947 447 ou 91 9253523, www.casavicentina.pt
Tarifas: Quartos duplos a partir de €60.
Serviços: TV, DVD, Internet ADSL, ginásio
com aparelhos fitness, parque infantil, aluguer
de bicicletas e canil. Organiza passeios nas falésias
da Costa Vicentina, de bicicleta e a cavalo, e
aulas de ténis. Serviço de cafetaria. |
Restaurante
L-Colesterol (Estrada Nacional 120, Santa
Suzana, Aljezur, tel. 282 998 147. Preço
médio por refeição: €18).
Cozinha mediterrânica, com destaque para
a carne – os vegetarianos terão
que ficar pelas saladas, cogumelos recheados
ou queijo de cabra no forno. A atmosfera é
cool, principalmente no terraço, onde
se petiscam deliciosas tapas ao final da tarde.
À noite funciona como bar.
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Praia
de Odeceixe
Frequentada sobretudo pelos amantes dos desportos
náuticos, Odeceixe desenvolve-se dos dois
lados da ribeira de Seixe, que faz fronteira com
o Alentejo, proporcionando banhos salgados e de
rio. Na maré baixa, podem fazer-se longos
passeios pelo mar, pois ao longo de largas dezenas
de metros a água não ultrapassa
um metro de profundidade.
A ribeira que desagua no topo Norte da praia permite
a prática de canoagem e passeios de barco. |
Fátima
Amoroso e José Gomes de Almeida abandonaram Lisboa
e mudaram-se no ano passado para a costa algarvia a
fim de concretizarem um desejo antigo – habitarem
no campo, onde o único ruído que descortinassem
na noite estrelada fosse o jogo de sedução
estival entre as relas.
Um
pretexto mais que válido para que tivessem reconstruído,
a partir das velhas ruínas de uma quinta, situada
a apenas 2 km da Praia de Odeceixe, uma unidade de turismo
rural – a Casa Vicentina. Agora, não obstante
o trabalho, confessam, viver “como num sonho”.
A estrutura tipicament e agrícola – casa
caiada de um piso, em forma de “U”, de paredes
espessas de adobe e aberturas escassas –, com
quartos espaçosos, cafetaria, sala de convívio
independente, piscina biológica e jardins, foi
projectada pelo arquitecto João Fonseca e recebe
sobretudo gente da cidade, ansiosa por momentos de tranquilidade
junto das maravilhosas praias da Costa Vicentina. Os
interiores, de tectos travejados e piso de tijoleira
rústica, são rebocados a barro e coloridos
com tintas biológicas, revelando o cuidado do
casal na criação de um espaço saudável
e acolhedor.
Decorados
por Fátima, os seis quartos da casa reflectem
o seu gosto por materiais naturais, tapeçarias
e candeeiros marroquinos e pelos tons de azul e amarelo
(as cores do céu, do mar e do sol, que, na sua
opinião, atraem boas energias) e dispõem
de varandas voltadas para o relvado e para a piscina,
esta última inserida num lago de maiores proporções,
colorido por nenúfares (por se situar no Parque
Natural da Costa Vicentina, a piscina é biológica,
sendo o “tratamento” e limpeza das águas
efectuado pelas plantas do lago).
Os
pequenos-almoços são tomados a qualquer
hora do dia – o relógio é um bem
dispensável por estas bandas – na esplanada
junto à piscina, com vista para a mata defronte,
ou na cafetaria inserida num edifício um pouco
afastado dos quartos. É aí que funciona,
igualmente, a sala de jogos e de televisão, onde
os hóspedes podem ficar a ouvir música
ou a conversar, sem incomodarem quem prefere dormir
cedo.
Quem
se perde por um bom livro ou por uma sesta deverá
experimentar a belíssima surpresa que é
o Jardim das Oliveiras. As árvores milenares
transplantadas da zona do Alqueva oferecem uma sombra
preciosa nas tardes quentes de Verão –
altura em que a preguiça se abate sobre os mortais.
Depois, quando as temperaturas se tornam mais agradáveis,
sugerimos que dê um passeio de bicicleta (disponíveis
na casa), através dos campos em redor, passando
pela belíssima praia de Odeceixe para um mergulho
retemperador.

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