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XL
> Rotas & Destinos
> As viagens de
> Irene Cruz

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| A S V I A G E N S D E |
Junho
de 2009 |
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Para a actriz, viajar é andar pelas cidades de mapa na mão, visitando as ruas e observando as pessoas – além de provar a comida local e, claro, ver teatro
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Texto de Teresa Frederico |
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A sua vida profissional é tão intensa que raramente consegue tirar férias. Quando acontece, tem a sorte de viajar a convite de amigos e ficar alojada em casa deles, o que lhe permite descobrir os destinos de forma diferente da “turística”. É disso que gosta, de estar com os amigos e depois perder-se nas ruas de mapa na mão, a olhar cada edifício, cada rua, cada pessoa que passa, o que diz e como se move – ou não fosse actriz, por sinal considerada uma das maiores do teatro português.
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| Cartaz de uma das muitas peças protagonizadas pela actriz e o Shakespear’s Globe |
Em trabalho, viajou aos vinte e poucos anos para o Rio de Janeiro, integrando a companhia de Vasco Morgado. Depois esteve em São Paulo para fazer, com Amália, a novela Os Deuses Estão Mortos, e foi a Brasília. Gostou do país, que considera “misterioso”, sempre com algo mais para revelar. Agora quer ir a Salvador da Bahia. Noutras latitudes menciona Macau, na época ainda sob a administração portuguesa, onde sentiu “uma energia muito positiva”. Visitou tudo, incluindo centros budistas, religião que não segue mas que lhe desperta muito interesse. Passou pela cosmopolita Hong Kong e por Cantão – mas aqui não viu tanto quanto queria, condicionada por um intérprete que lhe “escondeu” partes menos bonitas da realidade, como a prostituição.
Bem mais perto, em Santiago de Compostela apreciou especialmente a Catedral, em Madrid perdeu-se nas livrarias, sobretudo nas áreas dedicadas ao teatro. Em Paris andou quilómetros a pé, como sempre, e adorou a comida.
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| Os Himalaias, destino a descobrir, e o restaurante Rola na Areia |
Em Roma deixou-se encantar pelo Coliseu e pelos museus do Vaticano, “esplendorosos, embora não entenda tanta riqueza”, mas visitou “principalmente as ruas, com edifícios lindíssimos e onde se respira história a cada passo”. Londres é a cidade preferida, obviamente devido à qualidade e diversidade teatral. Pretende voltar para assistir a uma peça no Old Vic ou no Shakespeare’s Globe “e ver de perto os grandes actores ingleses”.
O Tibete – “destino místico e espiritual” que, acredita, poderia abrir-lhe outros horizontes – e a cordilheira dos Himalaias são cenários a descobrir no futuro. E a Índia, para conhecer as artes, a cultura, as pessoas – na verdade o que lhe mais lhe interessa em qualquer lugar do mundo.
Comer
No Rola na Areia, em Cascais, (tel. 214 850 316) ou no Pano de Boca, de gastronomia alemã e não só, no lisboeta Teatro Aberto (www.teatroaberto.com)
Ver teatro
Nos londrinos Old Vic (www.oldvictheatre.com) ou Globe (www.shakespeares-globe.org) |
Visitar
A feira de artesanato do Estoril (em frente ao Centro de Congressos, em Julho e Agosto) e a Feira Medieval de Silves (de 8 a 16 de Agosto, no centro histórico)
Comprar
Livros sobre teatro, e outros, na Casa del Libro, com várias lojas em Madrid (www.casadellibro.com) |

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