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D E S T A Q U E Junho de 2011   
O canyon Fortaleza é uma das principais atracções de Cambará do Sul.
O local certo para passar o dia a percorrer trilhas radicais e a tomar banho de cachoeira
   
No Rio Grande do Sul as praias perdem para o charme do gaúcho, o aroma do vinho produzido por italianos, o apfelstrudel alemão e a imponência de canyons milenares. É um Brasil friorento no clima mas doce no trato, destino reservado a quem procura ir além dos clichés.

Texto de Sara Raquel Silva | Fotografia de Pedro Sampayo Ribeiro
   

P U B L I C I D A D E
"Bebeu leite? Fez mal porque vai virar queijo”, avisa Marcelo Sartori, o guia que nos conduz até ao grande canyon Fortaleza, em Aparados da Serra. Do Parador Casa da Montanha Ecovillage, onde estamos alojados, até ao cenário monumental desenhado pelos humores do planeta nos tempos em que a Pangeia se dividiu em Laurásia e Gondwana, distam duas dúzias de quilómetros de terra batida, amolecida e sacudida pelas chuvas da semana anterior, que a suspensão do jipe não consegue aliviar. Pelo caminho só se avista gado no pasto. Interrogo-me: estarei no Alentejo primaveril ou numa planície açoriana por acidente pintada de araucárias? Nada disso. As nove horas de voo que me trouxeram directamente de Lisboa a Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, e as outras três de caminho por estradas sinuosas até estas terras longínquas são reais e justificadas pelas vistas soberbas que em breve descobrirei a cerca de 900 metros de altitude.

Do canyon Fortaleza brotam cachoeiras gigantescas coloridas temporariamente por arco-íris, avista-se o Atlântico e centenas de espécies de flora e fauna, a descobrir num dia de caminhadas. Mas este não é, de facto, o Brasil que conheço de outras paragens. O país do forró, samba, caipirinhas e águas quentes e mansas, onde se mergulha até ao anoitecer, fica muito mais a norte. Porque em Aparados da Serra o dia nasce e morre com a luz do Sol e o quotidiano celebra-se ao ritmo da sorvida do chimarrão (chá mate) bebido na tradicional cuia, da qual se servem à vez todos os presentes – medo de herpes e afins não faz parte do dicionário gaúcho e visitante de garbo nem a contra gosto deverá romper a tradição. A movida, diurna, cabe aos gaúchos, que do alto dos seus cavalos e engalanados pelas tradicionais bombachas (calças largas) e lenços coloridos ao pescoço tocam as vacas. A dos viajantes desdobra-se entre caminhadas através dos canyons de Fortaleza e Itaimbezinho, banhos de cachoeira nos dias mais quentes, cavalgadas à medida das habilidades e arrojo de cada um e noites de sono reparador embalado pelo som das relas ou pelo sussurro das águas do rio Camarinhas, como dizem os locais, “torneirinha que nunca fecha”.

As luxuosas tendas do Parador Casa da Montanha Ecovillage (à dir.) e as cadeiras dispostas nos socalcos com vista para os pastos e mata de araucárias, em Aparados da Serra, deixam o visitante tranquilo logo após a chegada. Daniela (à esq.) é apenas uma das caras sorridentes que tornam inesquecível a passagem por aquele local

A estadia no Parador Casa da Montanha Ecovillage é a cereja no topo do bolo da viagem pelo Estado de Rio Grande, que já leva uma semana. Inserido na conceituada cadeia Roteiros de Charme, este misto de pousada com acampamento de luxo evoca o ambiente dos safaris africanos. Requintado, confortável (as 12 cabanas são aquecidas) e decorado com a rusticidade elegante que a envolvência exige pelos proprietários Luciano e Marlene Peccin, o espaço vive do carisma daqueles que o habitam todo o ano e nos fazem sentir em casa. Desde Andrews, o responsável, sempre disponível nem que seja para caçar uma rela expedita alojada na mais luxuosa das tendas, a Marcelo, o guia que se intitula de ogre Shrek, mas que não passa de um doce peregrino (fez todo o caminho de Santiago!) tamanho XL, “mimador” profissional de canitos vítimas de maus tratos. Para não falar no senhor Dalmei, o dono daquelas terras e de muitas centenas de hectares em redor, responsável pelos passeios a cavalo, e célebre por ter laçado 50 vacas pelos chifres sem falhar uma única vez. Proeza equivalente a um Óscar por estas bandas, apenas alcançada anteriormente pelo pai.


VINHOS DE OUTRO MUNDO
Dois dias de estadia, dezenas de histórias para contar, outras tantas para descobrir e horas sem fim para recordar a passagem por paragens desconhecidas da maioria dos turistas portugueses: Bento Gonçalves, Gramado e Porto Alegre. Tal como Aparados da Serra, foram colonizadas sobretudo por açorianos, alemães e italianos desde meados do século XIX, que ajudaram a salvaguardar as fronteiras com a Argentina e o Uruguai, na altura pertença da coroa espanhola. São cidades olhadas pelos brasileiros residentes mais a norte como uma espécie de Europa no avesso dos pólos, a visitar pelas temperaturas baixas, lareiras acesas e pelo tom claro da pele dos habitantes que se miscigenaram com os índios ma non troppo. Tanto que quem vive no campo é ainda chamado de colono, italiano ou alemão e preserva incrível pronúncia da língua materna dos bisavôs. Afinal não se trata de arquétipo novelístico.

Em Aparados da Serra (ao lado) a actividade principal permanece ligada à agropecuária, sendo a figura do gaúcho bastante popular. Na foto, Rodrigo, também chef da cozinha do Parador Casa da Montanha Ecovillage, recolhe o gado, ao final da tarde. Alfonso Brandelli (em cima) exibe um dos últimos tintos produzidos nas suas terras, em Vale dos Vinhedos

Curioso? Sim, mas nem tanto quanto a vontade de fazer vinho – espumante, tinto e branco – numa das regiões mais frias do país: Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves (a primeira região vinícola do Brasil a obter indicação de procedência dos seus produtos). A culpa é dos italianos “cabeça dura” – assumida pelos próprios – que teimaram em transformar a serra gaúcha numa parente próxima da Toscana. Refeição sem um trago era algo de inconcebível, pelo que trouxeram nos bolsos, literalmente, parreiras da terra natal, que a custo foram medrando. E certo é, que, após século e meio a produzir simples vinho de mesa para consumo familiar, fizeram-se enólogos e começaram a dar cartas na arte de elaborar o néctar de Baco, sobretudo a partir das castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Sangiovese, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Isto apesar dos preços um tanto proibitivos resultado dos pesados impostos que o Estado exige. Ainda assim, o enoturismo floresce, em parte fomentado por empresários milionários como Raul Randon ou o repórter desportivo Galvão Bueno, que abraçaram a causa como manobra de charme pessoal e têm os seus próprios rótulos.

Hoje é possível ficar alojado num hotel de charme com tratamentos spa inspirados no poder anti-oxidante da uva – o Hotel & Spa do Vinho Caudalie – e daí partir à descoberta das melhores ou mais pitorescas vinícolas regionais. Aliás, basta atravessar a estrada para conhecer a Miolo, provavelmente a casa que mais tem feito pela divulgação da produção vitivinícola brasileira e que já conta com quase duas centenas de distinções desde que foi criada, em 1990.

Quem visita Canela tem de admirar a fulgurante Cascata do Caracol, situada no parque com o mesmo nome. São 131 metros de águas em queda livre que demonstram o poder da natureza. Desça as escadarias e admire, de perto, aquela que é considerada a sétima maravilha do Rio Grande do Sul

Destacamos, após heróica prova de onze vinhos, o tinto Miolo Lote 43, criado por Adriano Miolo em homenagem a Giuseppe Miolo, o patriarca da família vindo de Itália em 1897. Menos grandiosa, mas não menos interessante, será a Don Laurindo, pequena empresa chefiada pelos bisnetos de Marcelino Brandelli, natural de Verona. A prova, aí, não será só de um copo, mas também de um pedaço da história do país contada por Alfonso Brandelli, o anfitrião, que guarda religiosamente as fotografias da família, desde a chegada do nono ao Brasil.


EUROPA NO AVESSO DO MAPA
Falamos do terceiro destino mais desejado do Brasil, mas apenas 3% do turismo provém do exterior. Gramado é, nem mais nem menos, o parque de diversões do sul do país, com direito a Museu da Cera, Feira de Natal (Natal Luz) e Festival do Chocolate, além de centenas de lojas de decoração e pronto-a-vestir. Os pontos de maior atracção, no entanto, parecem ser os enormes termómetros que pontilham as ruas e servem de cenário às fotos tiradas por grupos de nordestinos sorridentes, desde que as temperaturas não ultrapassem os 20ºC. No Inverno, quando neva, é o delírio.

Na pousada La Hacienda (à esq.) a gastronomia é um ponto forte, assim como a natureza luxuriante que a envolve. Passeios a pé e cavalo são obrigatórios.

Castelinho, em Canela, é uma casa centenária ainda habitada por uma neta de colonos italianos; Clecio Jobbi, há 25 anos proprietário do restaurante Edelweiss, em Gramado

Plagiando Caetano Veloso: “Narciso acha feio o que não é espelho” e, mais ainda, aquilo que artificialmente o procura ser. Mas, se ao europeu em geral o frio não será atractivo de especial menção, refira-se que a cidade vale a pena a visita por três motivos: a arquitectura fortemente influenciada pela traça italiana e alemã do século passado, o Festival de Cinema (a decorrer em Agosto) que colocou Gramado na rota dos intelectuais sul-americanos nos anos 70, e a pousada La Hacienda – uma das mais charmosas de todo o país. Recomendada pelo Guia Quatro Rodas e pela Condé Nast Johansens, tem nos 70 hectares de mata atlântica e jardins, e nos seis chalés construídos e decorados segundo a estrutura das antigas casas italianas coloniais, motivos de sobra para um retiro prolongado. As duas piscinas, uma das quais aquecida, o restaurante especializado em cozinha internacional personalizada com alguns paladares locais e dezenas de trilhos a descobrir de bicicleta, a pé ou a cavalo quase nos fazem esquecer a inevitável visita ao Parque Nacional do Caracol, na vizinha localidade de Canela, onde se avista uma cascata com 131 metros de águas em queda livre. Esta é considerada uma das sete maravilhas do Estado, além do incontornável Castelinho, antiga casa de família de arquitectura enxaimel, erguida em 1913. Guarda a mobília, os utensílios e as ferramentas dos antigos moradores de origem alemã, fotografias e toda uma panóplia de objectos que permitem ao visitante reviver o glamour da Belle Époque em cenário mais ou menos tropical. E não é apenas o sentido da visão o mais adoçado, mas também o do palato: seria pecado deixar o museu sem degustar o apfelstrudel confeccionado no fogão original dos anos 30, segundo receita secreta herdada da família Franzen, ainda proprietária do espaço. Só não vale abusar na dose, porque a passo e meio fica o melhor restaurante da cidadezinha de Canela, o Strudelhaus, gerido pelo sorriso de uma baiana que serve as generosas criações do marido alemão, das quais o strudel de salmão é o must.

DO CHURRASCO E OUTRAS ARTES
Regresso ao ponto de partida: Porto Alegre, capital do Rio Grande Sul, com excelente qualidade de vida e cerca de 1,5 milhões de habitantes. Antes portuária, hoje vive dos serviços e do turismo. E, pelo aroma que paira no ar, também do churrasco – não há miserável T1 à venda sem grelha e carvão.

Porto Alegre, a capital gaúcha do Rio Grande do Sul, é uma das cidades mais verdes do Brasil. Guarda algumas surpresas gastronómicas, como o Gambrinus e os seus pastéis de bacalhau. Na pág. ao lado, a Fundação Iberê Camargo, um edifício concebido por Siza Vieira, que ganhou um Leão de Ouro na Bienal de Arquitectura de Veneza

Porto Alegre é símbolo do povo que se reclama como o mais “bravo” de todo o Brasil – o gaúcho – o mesmo que tentou, sem sucesso, fundar um Estado independente e republicano entre 1835 e 1845, enquanto ainda prevalecia o imperialismo. A essa contenda deu-se o nome de Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha, nome que serve para baptizar ruas, praças e monumentos ainda nos dias que correm. Aliás, cidadão que se preze ainda sabe cantar o hino composto há mais de século e meio para a República Rio-Grandense, que nunca chegou a ser. Actualmente, já ninguém reclama soberania e independência, mas as autoridades locais sempre que possível promovem as figuras da cultura gaúcha, numa atitude de orgulho extremo, um tanto parodiada. Um dos espaços mais emblemáticos escolhidos para o efeito será a Casa de Cultura Mário Quintana. Encontra-se instalada no antigo Hotel Majestic, onde o escritor que lhe deu nome se instalou entre 1968 e 1982. Reza a história que o senhor praticamente foi expulso para que a estrutura, que o tinha como único hóspede e estava arruinada, viesse a acolher um ponto de encontro entre a juventude ávida de aprender um pouco mais sobre o teatro, música, cinema e literatura nacionais. O seu quarto está em exposição tal qual como o deixou – um momento de comoção mesmo para quem pouco sabe da história do escritor, jornalista e poeta. Aberto ao público em geral, ao final da tarde, a Casa de Cultura é lugar de encontro para ouvir música ao vivo numa cobertura com vista para o pôr- -do-sol, que se diz ser o mais belo do Estado. Com o mesmo propósito – o de homenagear um artista local – mas de traços contemporâneos, foi levantada a Fundação Iberê Camargo, cujo projecto concebido por Siza Vieira exibe mostras de artistas plásticos nacionais, além de alojar parte do acervo do pintor e escultor. O edifício, só por si, já valeria a visita, tanto que garantiu ao arquitecto português o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2002, além de menção especial na Trienal de Design de Milão.

A uma paisagem tira-se o retrato, a uma cidade quer-se escavar a alma. Para conhecer a de Porto Alegre há que deambular pelas ruas ajardinadas – a cidade é uma das mais verdes do país, rivalizando apenas com Curitiba – e admirar dois grandes pólos culturais. O primeiro fica na Praça da Alfândega, onde estão o Museu de Artes do Rio Grande do Sul e o Memorial do Rio Grande do Sul. O segundo na Praça da Matriz, que acolhe a Catedral Metropolitana, a Biblioteca Pública e o belíssimo Teatro São Pedro, a mais carismática sala de espectáculos da capital. O passeio poderá terminar no Mercado Público Municipal, onde os pastéis de bacalhau servidos no Gambrinus, restaurante fundado por um aguedense em 1964, fazem jus à sua fama. Aliás, pratos do fiel amigo são encontrados em qualquer restaurante que se preze na cidade, nomeadamente no trendy Constantino Café (na versão à Braz), junto do elegante bairro Moinhos de Vento. Organizado geometricamente em ruazinhas repletas de esplanadas irrepreensíveis, é decorado naturalmente por jacarandás. Os mesmos que deixei a florir na rua onde moro em Lisboa, que parece vou encontrar ao virar da esquina.

COMO IR
A TAP (tel. 707 205 700; www.flytap.com) inicia, a partir de 12 de Junho, voos directos de Lisboa para Porto Alegre (saída às 9h40 e chegada às 16h55). São quatro voos semanais (2.ª, 4.ª, sábado e domingo), com regresso nos mesmos dias. Existe uma tarifa promocional a partir de €799 (viagem ida e volta, com taxas incluídas e sujeita a condições especiais e com lugares limitados).
Deslocações internas: A partir de Porto Alegre, a capital do Estado de Rio Grande do Sul, até Gramado, Vale dos Vinhedos e Aparados da Serra é melhor alugar um automóvel no aeroporto ou no centro da cidade, onde existem várias agências internacionais ou brasileiras disponíveis. As distâncias entre os três locais a visitar variam entre os 120 km e os 250 km.
As estradas estão em excelente estado e têm postos para abastecimento regular. Os hotéis e locais sugeridos na reportagem estão bem indicados.
Aconselha-se o aluguer de carro com GPS (ou leve o seu). Em alternativa, compre um mapa na livraria do aeroporto ou numa banca de revistas da cidade de Porto Alegre.

INFORMAÇÕES ÚTEIS
Documentos necessários: passaporte válido
Câmbio: R$1 vale cerca de €0,44. É fácil encontrar pontos ATM nas cidades, mas não em Aparados da Serra.
Diferença horária: Menos 4h00 do que Portugal continental.
Clima: É um clima temperado, que pode descer aos -5ºC no topo do Inverno (Julho a Setembro) e que no Verão ronda os 28ºC.
Quando ir: Qualquer altura do ano é excelente para visitar as cidades. Quanto a Aparados da Serra, pode tornar-se muito chuvoso em Novembro.

ONDE FICAR
EM PORTO ALEGRE
Hotel Sheraton Porto Alegre – Rua Olavo Barreto Viana, 18, Moinhos de Vento.
Tel. + 55 (51) 2121-6000, www.sheraton-poa.com.br
Diárias a partir de €137.
Localizado no exclusivo Bairro Moinhos de Vento, a apenas 10 minutos do Aeroporto Internacional Salgado Filho, este cinco estrelas tem 171 quartos e suites espaçosos, decorados com classicismo, mas recorrendo a tons e motivos tropicais.

E
Gramado
M GRAMADO
La Hacienda – Estrada da Serra Grande, 4200, Serra Grande, Gramado.
Tel. +55 (51) 9243-5794 ou + 55 (51) 3029 8196/ 9243 3253; www.lahacienda.com.br.
Diárias por chalé a partir de €230.
Localizada numa deslumbrante área rural, a apenas 14 quilómetros do centro de Gramado, esta pousada rodeada por 70 hectares de jardins e floresta, oferece, além de um excelente restaurante, seis chalés equipados com sala de estar, quarto principal, closet, casa de banho com hidromassagem, mezzanine com cama de casal e varanda exterior coberta. Organiza passeios a pé, de bicicleta e a cavalo.

EM VALE DOS VINHEDOS
Spa do Vinho Caudalie Vinothérapie – Rod. RS 444, KM 21, Vale dos Vinhedos.
Tel. +55 (54) 2102-7200; www.spadovinho.com.br
Diárias em quarto duplo a partir de €225.
Com decoração esmerada, constituída por antiguidades nas áreas sociais recolhidas entre as famílias da região e restauradas com esmero pelo historiador Luís Fitarelli, este hotel situa-se no coração da região dos vinhedos de Bento Gonçalves. Sofisticado, com spa especializado em terapias ligadas ao poder anti-oxidante da uva e provavelmente o melhor restaurante da região, é aposta ganha a quem pretender carregar baterias a meio da viagem

EM APARADOS DA SERRA
Parador Casa da Montanha – Aparados da Serra, Cambará do Sul.
Tel. + 55 (54) 3295-7575; paradorcasadamontanha.com.br
Diárias em tenda para duas pessoas a partir de €105.
Misto de pousada, restaurante e acampamento de luxo, este lugar permite ao viajante pernoitar em completa comunhão com a natureza, mas em grande conforto caso faça frio. Nas tendas-suite, o jacuzzi quente e privativo com vista para a serra é imperdível. Ao almoço serve refeições tradicionais gaúchas em regime de buffet e o jantar é à la carte.

ONDE COMER
Le Bistro, Porto Alegre
EM PORTO ALEGRE
Le Bistro – Rua Fernando Gomes 58, Bairro Moinhos de Vento.
Reservas pelo tel. +55 (51) 3346- 3812; www.lebistrot.com.br
Ao almoço serve saladas, quiches, salgadinhos e outras surpresas delicadas. Ao jantar, a sala transforma-se num espaço glamouroso mas descontraído, com refeições à la carte. Pratos com aromas de todo o mundo, cozinhados com primor e sofisticação.

EM VALE DOS VINHEDOS
Casa de Madeira
– Linha Leopoldina, Vale dos Vinhedos Bento Gonçalves.
Tel. +55 (54) 2105-3122; www.casamadeira.com.br
Pertencente ao grupo de empreendimentos da Casa Valduga (produtora de vinhos), este restaurante foi em tempos casa de imigrantes e, diz-se, uma das primeiras a ter casa de banho no seu interior. O projecto arquitectónico prezou por manter as características originais da casa e o cardápio, tipicamente italiano, em que alguns dos pratos eram servidos há um século entre os colonos. Massas e aves de caça são algumas das especialidades, quase sempre tendo o vinho da casa como ingrediente na sua confecção. Não deixe de experimentar o doce tradicional da região, o sagu.

EM CANELA
Strudelhaus
– R. Baden Powell, 246. Tel. +55 (54) 3282-9562.
Restaurante pequeno e acolhedor com especialidades inspiradas na cozinha tradicional alemã, mas com um toque de irrisistível originalidade, conferido por alguns ingredientes baianos. O chef todos os dias reserva uma surpresa diferente, pois há quem repita a visita ao espaço quase diariamente. O strudel de salmão e espinafres é um dos pratos mais badalados.

EM APARADOS DA SERRA
O Casarão
– Rua João Francisco Ritter, 247, Cambará do Sul. Tel. +55 (54) 3251-1711
É o restaurante mais próximo de Aparados da Serra, que serve com requinte e prontidão. Pelo menos ao jantar, pois ao almoço o serviço é buffet, mas não falta que escolher entre as massas, saladas (plantadas na horta ao lado), truta grelhada, polenta e carne na pedra. É gerido pelo senhor Ademir, ex-padre da freguesia, que trocou a missa dominical pelo mundo dos tachos, e pela sua esposa, a actual cozinheira.

MAIS INFORMAÇÕES
www.braziltour.com
www.turismo.rs.gov.br

Agradecemos a colaboração da Embratur e da TAP Portugal



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