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A N O R Â M I C A

A
África negra sempre despertou paixões, embora hoje a zona meridional
do grande Continente seja abalada pelos mais variados conflitos,
que afastam os viajantes. No entanto, há excepções como a Namíbia,
um jovem país que merece uma visita.
O
parque de Etosha
Num
país onde existem os mais diversos parques naturais, destaca-se
o Etosha, um dos mais ricos e bem conservados. Vários lodges acolhem
os visitantes que ali podem descobrir o habitat de 114 espécies
de mamíferos, 340 variedades de aves e 16 de répteis.
Uma costa traiçoeira
A
costa da Namíbia é inóspita. Defendida por um mar turbulento que
atira qualquer barco contra a costa, tem sido ao longo de séculos
cenário de vários naufrágios, que hoje são recordados pelos muitos
restos de navios que surgem presos nas armadilhas da areia da praia.
É a presença destes destroços que dá origem ao nome desta longa
linha de areia que se estende até Angola: Costa dos Esqueletos.
O
padrão de Diogo Cão
Em
plena Costa dos Esqueletos, no local que hoje a cartografia refere
como Cape Cross, surge uma réplica do padrão que ali foi deixado em
1486 por Diogo Cão, o primeiro europeu a chegar à Namíbia. Para o
visitante, será difícil imaginar a reacção da armada de Diogo Cão
ao encontrar uma colónia de focas que chega a reunir cerca de 100
mil animais.
O
grande deserto
Deixando
a capital Windhoek e seguindo para o lado do mar na direcção do
Cruzeiro do Sul, que cintila nas noites quentes da Namíbia, encontra-se,
em Sossusvlei, a alta cordilheira de dunas que, às primeiras horas
da manhã, costumam esconder-se sob o manto da bruma para mais tarde
resplandecerem de tons durados sob o sol. Em 1907 era uma zona de
caça e hoje um extenso parque natural. Os mais afoitos podem subir
aos cumes mais altos de onde se pode contemplar um "oceano" de areia
que se perde no horizonte.

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