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A Ú D E

Cuidado
com a água
Na
praia não é apenas o sol que exige cuidados. Eis algumas
dicas para não “meter água” durante as férias
balneares
O
Vom o termómetro a ultrapassar os 30 graus, só nos
apetece nadar e deitar ao sol... Antes, porém, de ceder ao
primeiro impulso e rumar com a família à praia mais
próxima, o melhor é informar-se se ela está
classificada como zona balnear.
Todos os anos, o Ministério do Ambiente monitoriza as águas
fluviais e marítimas, devendo os resultados ser publicitados
através de placas expostas em locais bem visíveis.
A Quercus disponibiliza no seu site (www.quercus.pt) uma lista das
zonas balneares de Portugal continental que desde 1993 têm
qualidade de água “Boa”, as chamadas “praias
de ouro”, as quais devem ser a primeira escolha.
Uma vez no destino eleito, procure para nadar locais onde se verifique
uma boa circulação de águas, preferencialmente
no sentido oposto à corrente resultante dos pontos de descarga
de efluentes. Evite banhar-se em cursos de água que desaguem
na praia, pois são os locais eleitos de todos os micro-organismos
indesejáveis; assim evita contrair uma infecção
pulmonar secundária que decorre da aspiração
de águas fortemente contaminadas. Se tiver feridas abertas
ou mal saradas tenha também cuidado, dado que o contacto
com o mar pode gerar infecções. E nunca beba água
do mar, sobretudo as crianças e idosos, que são mais
vulneráveis do que os adultos.
No estrangeiro, o acesso à informação é
dificultado, mas pode sempre procurar (se o destino é a Europa)
a bandeira azul, atribuída pela Comissão Europeia
da Bandeira Azul. Em países tropicais evite nadar em águas
paradas, à excepção das piscinas com água
clorada que normalmente oferecem boas condições de
segurança. O mar não é habitualmente responsável
pela transmissão de doenças, mas podem ocorrer mordeduras
e picadas de peixe ou medusas, por isso, antes de mergulhar, informe-se
se o banho é autorizado e não corre riscos.
Prevenir
os afogamentos
Este é o maior risco associado às férias balneares
e, neste capítulo, Portugal é um exemplo pelas piores
razões: está entre os seis países europeus
com maior mortalidade por afogamento, com maior incidência
nos primeiros cinco anos de vida. Mesmo quando não é
fatal, o acidente por submersão pode deixar sequelas neurológicas
definitivas.
O primeiro dia de férias e o final da tarde são as
alturas em que acontecem mais afogamentos, por isso redobre a atenção
nestes períodos. Note que enquanto a água salgada
mata em minutos, a água doce pode provocar a morte em segundos!
Nas situações de afogamento não se ouve barulho
– a criança não esbraceja nem grita quando cai
à água, afogando-se em silêncio absoluto.
Como o álcool pode interferir com o seu estado de vigília,
nunca beba se estiver com o seu filho. Ensine-o a nadar, pois as
aulas melhoram a sua competência, tendo sempre em atenção
que antes dos 6/7 anos ele não tem capacidade para se salvar.
Lembre-lhe também que nunca deve nadar sozinho nem mergulhar
de cabeça sem saber qual é a profundidade e que deve
nadar paralelo à costa. Dê você próprio
o exemplo: é desaconselhado atrapalhar os petizes com brincadeiras
perigosas (submersão da cabeça, empurrões para
a água, etc.).
No caso de utilizar embarcações, faça-o sempre
em segurança: crianças com menos de 16 anos nunca
devem conduzi-las e a utilização do colete de salvação
é obrigatória (estima-se que 85% dos afogamentos em
acidentes poderiam ser evitados se a vítima o vestisse).
Em caso de acidente, a primeira regra é tirar de imediato
a pessoa da água para lhe administrar os primeiros socorros
(respiração boca-a-boca, drenagem da água dos
pulmões, etc.). Deve chamar o 112, o nadador-salvador e aguardar
a chegada de pessoal qualificado.
Há mar e mar...
As
pessoas de pele clara e as crianças devem evitar o
chamado horário “vermelho” de exposição
solar (mesmo na água) e utilizar protectores solares
e chapéus.
Frequente
praias vigiadas e respeite as bandeiras, bem como as instruções
dos nadadores-salvadores.
Após
as refeições, espere três horas antes
de tomar banho; não entre de rompan-te na água
após longas exposições ao sol.
No
caso de ter uma cãibra, flutue de costas e tente descontrair
o músculo.
Cuidado
com os fundões! Nas barragens, o declive das margens
é habitualmente muito acentuado, sendo ainda comum
a presença de obstáculos, um perigo adicional
à prática de mergulhos.
Tenha
atenção aos períodos de descarga das
barragens quando nadar em cursos de água controlados:
por vezes, o caudal e a velocidade dos rios podem aumentar
significativamente.
Mantenha
a praia limpa e deixe sempre os animais de estimação
em casa, pois estes podem propiciar a transmissão de
micro-organismos para a areia e a água.
Para
mais informações: www.vivapraia.com;
www.infopraias.pt;
www.inag.pt;
www.apsi.pt
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