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I C A S D E V I A G E M

No
estrangeiro, em casa
Ficar
na Europa ou nos Estados Unidos em casa de um habitante local ou num
apartamento é uma boa alternativa. Além de ser mais
barato, ganha em autenticidade
Vai
viajar por sua conta e risco e, desta vez, dispensa pernoitar num
daqueles hotéis de turismo massificado, em que tudo é
exactamente igual em qualquer parte do mundo. Também não
se quer impor junto da amiga do amigo que vive naquela cidade, até
porque vai acompanhado e acha que a boa vontade tem limites.
Se é o seu caso, saiba que há uma “terceira via”
que não implica esgotar o orçamento da viagem na estada.
Trata-se de um conceito de alojamento Bed & Breakfast, cada vez
mais em voga, que consiste em ficar em casa dos habitantes locais.
Basta “perder” algum tempo a navegar na Internet para
encontrar quartos charmosos em qualquer das principais cidades do
mundo a preços de hotéis de três estrelas com
a qualidade dos de quatro. Em
Roma sê romano
Imagine-se em Londres numa casa do século XVIII, totalmente
remodelada e decorada com antiguidades, localizada em Trafalgar
Square, o coração da noite londrina. Ao pequeno-almoço
tem a companhia de Dominic, o proprietário, actor de profissão,
que lhe dá dicas sobre o “cartaz” da cidade,
onde e quando deve ir, sendo até provável que conheça
o dono do restaurante da moda para o qual é impossível
conseguir reservas. Em Roma, por exemplo, pode optar por uma casa
antiga cujo terraço tem vista sobre a Praça de São
Pedro a dez minutos a pé da Piazza Navona. Por este quarto
com casa de banho privativa paga €127 por noite, custando €
120 o hotel mais barato de três estrelas que encontra nas
redondezas (e estamos a falar de promoções na Internet).
Não há praticamente diferença de preço
e no B&B tem a vantagem de “viver a cidade” como
um romano. Além disso, não corre o risco de ter uma
“branca” quando mais tarde tentar recordar onde ficou
alojado.
Estes
quartos podem ser reservados através da European Bed &
Breakfast, uma agência que aluga casas em Londres, Paris,
Roma e Madrid. Na Internet basta digitar no motor de busca a expressão
“rental flats” para lhe aparecer uma constelação
destas agências, que prestam serviços na Europa e nos
Estados Unidos ou até em países como Cabo Verde. Regra
geral, reclamam-se muito exigentes com as casas que alugam, as quais
estão bem localizadas, são de fácil acesso,
bem mobiladas e charmosas
e têm anfitriões simpáticos. Quanto a estes,
são habitualmente aposentados ou divorciados (e têm
a hipoteca para pagar), mas também podem ser pessoas viajadas
que gostam simplesmente do contacto com os turistas ou
casais cujos filhos já saíram de casa. As (boas) agências
têm colaboradores locais que verificam a qualidade das casas,
que ficam à experiência durante algum tempo.
Mas em viagem
há quem prefira o anonimato, o que significa ter as assoalhadas
todas só para si. Na cidade-luz, a agência Un Apartment
in Paris aluga um estúdio na Avenue Bourdonnais para duas
pessoas com vista sobre a Torre Eiffel por €350 a semana; se
ficasse no Hotel Le Bordounnais (três estrelas), localizado
na mesma artéria, pagaria €146 por noite. Fica sem serviço
de quarto, mas pode pensar que, enquanto dorme, está a poupar
o suficiente para dar largas ao seu espírito consumista!
O aluguer de apartamentos pode ser ainda uma boa opção
para quem está no estrangeiro em viagens de negócios.
Fica com um espaço mais amplo, onde pode ter um computador
e um fax, e pode cozinhar a meio da noite. A My Flat in Paris tem
na sua carteira de clientes empresas como a Reuters e a Disney e
aluga apartamentos T2 totalmente equipados e mobilados a partir
de €1900 por mês nos códigos postais mais “in”
da cidade. O preço inclui limpeza semanal, manutenção
e, como a agência faz questão de realçar, uma
vizinhança respeitável com nomes como o estilista
Jean-Paul Gautier.

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