FBNet | AutoMotor | AutoWeb | Fórmula 1 | PC Guia | Redes | Rotas & Destinos | ZDNetGameSpotDownloadsDicas
 







 Edições Anteriores
 • Portugal
 • Europa
 • África
 • Médio Oriente
 • Indico
 • Oriente
 • Américas
 • Caraíbas
 • Oceânia

 • Aventura
 • Campo
 • Cruzeiro
 • Cultura
 • Esqui
 • Exótico
 • Eventos/Festas
 • Família
 • Grandes Cidades
 • Ilhas
 • Natureza
 • Praia
 • Vida Selvagem

 • Bolsa de Voos
 • Programas de Viagem
 
 • Fórum
 •
 Conversões
 • Dicas de Viagem
 • Saúde
 • Moradas, Links, etc...
 
 
 FBNet > Rotas & Destinos > A Rosa do Deserto

Estrada Fora - Marrocos
A Rosa do Deserto

Dormir nas dunas ao luar, fazer todo-o-terreno em pistas dignas do Paris-Dakkar, tomar um chá em Marrakech ao som de encantadores de serpentes, dar de caras com as filmagens da Múmia, descobrir que os oásis não são miragem, encontrar a rosa do deserto.


Qual é a sua medida de viagem de aventura? Há quem diga que ao sair de casa já se está a tornar uma aventura, mas para os que desesperam de tédio ou stress com a vida quotidiana, esse argumento não convence.

São outros os argumentos que convencem qualquer pretendente a aventureiro, pois quantos não gostariam, secreta ou assumidamente, de se tornarem Indiana Jones?

Infelizmente, nem sempre os papéis de cinema se adaptam ao comum mortal, correndo-se até o risco de quem quer que tenha escrito o argumento do nosso próprio filme não nos ter destinado o papel de herói indestrutível. Com a agravante de, na realidade, não se poderem repetir as cenas que acabem mesmo mal…

Apesar de tudo, há sempre uma aventura disponível para a medida de cada um. Por vezes, ao sair da porta, contrariando a distância ansiada pelo nosso imaginário.

Há viagens que se podem tornar inesquecíveis e surpreendentes. E se lhe propusessem Marrocos para iniciar o seu currículo de aventureiro? Demasiado perto para ser verdade? Pois saiba que Marrocos é a forma mais curta para alcançar África a partir da Península Ibérica. Partindo de Tarifa ou Algeciras nem vai ter tempo para saborear a travessia de barco até sentir o pé no continente abaixo do seu. Isto se, entretanto, não for abalroado por um passageiro indesejável: o enjoo.


Marrocos: Tão próximo, tão distante

Tânger. Uma opção viável para entrar em Marrocos. O início de uma experiência que rapidamente o fará entrar noutra realidade, noutra cultura. Uma espécie de nível 1 de abordagem ao mundo islâmico.

A nossa história não esquece que foi em Alcácer Quibir que ficou desfeita na areia a aventura do Portugal quinhentista. Uma desilusão e um mito só "comparáveis" à mão de Abel Xavier, daqui a cinquenta anos. Seja como for, Marrocos continua a ser uma passagem para a aventura.

A passagem para o deserto. Os desertos, como os oceanos, têm algo em comum. Talvez por isso ambos atraiam grandes navegadores. Solitários ou em grupo, ligados por uma paixão irresistível pelos grandes espaços ou, simplesmente, pela ilusão de liberdade total.

Thierry Sabine foi um desses aventureiros do deserto. E o tributo à sua paixão, o mítico Paris-Dakar. Para que todos pudessem experimentar e partilhar a sua ilusão de liberdade.

Foi esse espírito que uniu todos os que partiram para Tânger, numa iniciativa Unibanco com organização do Clube Aventura. Uma caravana de quase duas dezenas de jeeps que empreendeu a Volta a Marrocos em Oito Dias. Um alucinante papa quilómetros, entre alcatrão, pista de deserto e dunas, conduzido pela experiência tranquila de uma lendária raposa do deserto: José Megre.


Dia 2: Tânger, A sequela do Matrix

Desembarcados em Tânger somos confrontados com a burocracia das formalidades aduaneiras. Não vale a pena desesperar. Atravessar o túnel do tempo nem sempre é rápido mas compensa. Ao longe, ecoa pela cidade o chamamento para a oração de final do dia.

No curto percurso para o hotel, a caravana desperta curiosidade. Se houvesse vida em Marte não nos sentiríamos mais alienígenas em pleno processo de intrusão. E com a habilidade que esta gente revela para o negócio não será de admirar que, na vinda, já existam à venda no comércio local pequenas figurinhas nossas, criando condições para uma nova Rosewell.

Tânger é uma cidade agitada. Conduzir é uma prova de perícia entre enxames de peões que escapam milagrosamente de tangentes suicidas. A sensação para o condutor é a de ter entrado num jogo de computador ou mesmo de ter sido escolhido para participar na sequela do Matrix.

O hotel Minzah, com uma soberba vista sobre o porto, serve de base para a primeira noite marroquina. Depois do jantar, saboreiam-se os relatos de viagens anteriores, contados na primeira pessoa pelos "veteranos" do deserto. Os "caloiros" ouvem e sentem a adrenalina crescer quando uma das participantes conta, com o ar mais bem-disposto deste mundo, que a sua iniciação à condução nas dunas terminou em "capotanço", o que lhe valeu eva-cuação de emergência em helicóptero e um regresso antecipado a Portugal.

É sempre reconfortante saber que estas coisas são "à séria".


Dia 2: Fez, As contas que Deus fez

A caravana parte cedo à conquista do alcatrão. Num grupo muito heterogéneo, que oscilava entre os que já haviam atravessado África, Ásia ou América do Sul em todo-o-terreno e os totalmente inexperientes que ganharam o direito de participação num sorteio do cartão Metrópolis, a dúvida colocava-se: como conciliar um andamento que permitisse chegar ao fim e cumprir o programa de viagem?

Felizmente, a primeira etapa correu verdadeiramente sobre rodas. Mesmo um furo curricular num dos carros não retirou confiança à equipa que parecia predestinada para o sucesso. A paisagem, embora seca logo que terminou a primeira parte do trajecto ao longo da linha de costa, ainda não revelava as emoções fortes que estavam guardadas para os dias seguintes.

Vencidos os primeiros 300 quilómetros, assentámos em Fez, uma referência incontornável do circuito das cidades imperiais marroquinas. A sua reputação confere-lhe a fama da mais tradicionalista de Marrocos.

A piscina do excelente hotel Jnan Palace é um óptimo elixir antes da visita obrigatória à parte velha da medina, onde fazer compras pode ser divertimento ou calvário. Para se dar bem com o sistema tem que pôr na sua cabeça que nada possui preço fixo e que tudo, ou quase tudo, é negociável. Depois, é entrar no jogo. Um jogo de estratégia em que pode comprar a maior pechincha da sua vida ou levar pechibeque a peso de ouro.

O negócio é aqui algo quase religioso e dificilmente escapará ao ritual de regatear seja o que for sem que você próprio se sinta com a consciência pesada pelo pecado da avareza…

página seguinte >>
Pesquisas relacionadas com este artigo:
              
LINKS PATROCINADOS
Máxima Interiores
Rotas & Destinos
Entre e sinta-se em casa
O prazer de viajar
FBNet | AutoMotor | AutoWeb | Fórmula 1 | PC Guia | Redes | Rotas & Destinos | ZDNetGameSpotDownloadsDicas
Anunciar on-line | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo | Tempo

Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.