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Tema de Capa - Ilhas Gregas
Do
jeito que você gosta
Casas caiadas de branco, cúpulas recortadas sobre
um mar de azul hipnótico, lendas que nos falam dos amores de Ulisses
e fins de tarde gloriosos. Eis alguns dos ingredientes que explicam
o grande sucesso das ilhasgregas.
A sonhar com o Olimpo
Na Europa, poucos destinos despertam tanta curio-sidade e tantos mal-entendidos
como as ilhas gregas, que muitos insistem em catalogar da mesma maneira
como se no meio de tanta ilha e ilhota (tantas que é difícil
chegar a um número exacto) não houvesse lugar para particularidades
e atributos de sobra para agradar a mais de um tipo de gosto.
É claro que, na sua globalidade, elas fazem as delícias
de quem gosta de mares límpidos, de aldeias e vilazinhas típicas
caiadas de branco e de fins de tarde dignos de cartão postal,
mas, em muitos casos, as semelhanças ficam-se por aí,
pelo que é um erro crasso pensar que todas elas praticam um
turismo de massas (é óbvio que a popularidade tem os
seus custos, pelo que é difícil fugir das multidões
nos meses de Julho e Agosto) orientado exclusivamente para quem goza
férias é sinónimo de beber até cair e
de trocar de parceiro sexual com a mesma facilidade que se troca de
camisa (tirar talvez seja o termo certo, já que o nudismo é
a outra ponta deste vértice). Caso não seja esta a sua
"praia", aconselho-o vivamente a deixar de lado os preconceitos
e a dar uma oportunidade às ilhas gregas.
Para
começar, o grande encanto deste tipo de viagens é precisamente
poder conhecer uma série de ilhas diferentes, ou uma pequena
parte delas, já que para conhecê-las todas é preciso
uma vida inteira, e de se poder navegar entre elas, tirando assim
partido das curtas distâncias e daquele mar fabulosamente azul
que as banha tão generosamente. Esta ideia é ainda mais
reforçada à medida que se nos vai deparando a visão
de iates e veleiros fabulosos que se encontram ancorados nas muitas
marinas da Grécia e que nos devolvem a imagem de uma vida "glamourosa",
ao bom estilo de um Onassis, que encontrou ali o seu cenário
perfeito.
No entanto, muita atenção: as aparências iludem
e tal como nem todas as pessoas que se vêem a bordo desses barcos
de sonho são os seus legítimos donos (algumas alugam-nos
à semana ou beneficiam do facto de terem altos cargos em empresas
que se podem dar ao luxo de ter "brinquedos" tão
caros), também é bom que você não se deixe
embalar pela aparente facilidade em navegar entre o porto de Atenas
(o célebre Pireu) e as várias ilhas ou de ilha em ilha.
É
que apesar de existirem inúmeras ligações regulares
de ferry ou de hidrofoil (mais rápido e mais caro) entre os
portos mais apetecíveis, convém ter em mente que um
ferry, por exemplo, está longe de ser um iate e que algumas
travessias chegam a levar mais de cinco horas (caso da viagem entre
o Pireu e Mykonos). Pondere por isso muito bem aquilo que quer ver
e fazer e tenha em conta o tempo e o dinheiro de que dispõe,
pois em muitos casos vai chegar rapidamente à conclusão
de que mais vale recorrer às ligações aéreas
asseguradas regularmente pela Olympic Airways (em média não
duram mais de 40 minutos e estão longe de ser muito caras).
Esclarecida esta questão, passemos aos cruzeiros nas ilhas
gregas, um programa que seduz grande parte daqueles que se deslocam
pela primeira vez a esta zona do globo. Também neste caso existem
boas e más escolhas, mas, no geral, é um facto que um
cruzeiro pode constituir um óptimo aperitivo ou complemento
numa viagem à Grécia, um País que se orgulha
da sua ligação ancestral ao mar e que possui alguns
dos armadores mais famosos e poderosos do mundo.
As
opções são muitas e vão desde os pacotes
mais lu-xuosos proporcionados a bordo dos navios de companhias como
a Windstar Cruises ou a Star Clippers até às viagens
mais intimistas em veleiros para 6/8 passageiros alugados à
semana (com ou sem tripulação), mas, se a sua intenção
é aproveitar esta viagem para conhecer pessoas novas e não
se importa de fazer vista grossa a uma decoração ultrapassada
e a uma manutenção que podia ser bem melhor (pelo menos
quando comparada à que é feita nos navios de cruzeiro
norte-americanos que operam nas Caraíbas), a minha sugestão
é que opte pelos serviços da Royal Olympic Cruises,
uma companhia grega com inegável know how no Mediterrâneo
oriental e cujos paquetes têm uma capacidade que varia entre
os 300 e os 836 passageiros.
A razão é simples: navios como o Stella Solaris (que
foi o que tive a oportunidade de experimentar recentemente) podem
ficar aquém daquilo que se espera de um grande paquete, mas
entendo que este factor se pode tornar perfeitamente indiferente ou
secundário para quem se concentra numa enorme vantagem comparativa
em matéria de preço/qualidade. É que a Royal
Olympic Cruises consegue oferecer, a preços mais acessíveis
do que a maioria das suas concorrentes, um maior número de
datas de partida e um maior leque de opções em cruzeiros
de 3, 4, 7, 10 e 13 dias passando por pontos como Atenas, Mykonos,
Santorini, Pátmos, Creta, Rhodes, Hydra, Delos, Amorgos ou
Kos (e isto para falar apenas dos destinos na Grécia).
Para
rematar, um outro factor a seu favor que pode pesar na hora de escolher
o seu cruzeiro (eu pelo menos ainda não apanhei outra companhia
que proporcionasse o mesmo): a possibilidade de eleger um dos portos
de escala do itinerário escolhido para aí passar uma
ou duas semanas e apanhar o navio de regresso no ponto em que se deixou
o cruzeiro. |
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