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D E S T A Q U E

Estocolmo goza dos encantos de uma cidade envolta por canais de água, barcos de sonho, castelos e palácios, carros luxuosos em pontes acrobáticas, onde todos os espaços livres foram preenchidos a verde. Cenário digno de príncipes e princesas.


Texto de Mariana Roxo
Fotos de Pedro Sampayo Ribeiro
   


Para qualquer português, baixo, moreno e latino, chegar à Suécia é como entrar num filme publicitário, desses cheios de supermodelos. Só no percurso do aeroporto até ao hotel são garantidas várias paixões à primeira vista por estas peles brancas e cabelos loiros, com um metro e oitenta e uns olhos azuis irresistíveis.

Mas não serão bem estes os motivos que fazem de Estocolmo uma cidade digna de visita. Assim que me restabeleci de tantas emoções fortes, foi fácil compreender por que razão merece tantos elogios e chega a ser comparada a Veneza. No mapa, a cidade apresenta-se como um arquipélago de pequenas ilhas, o que normalmente implicaria trajectos de barco ou longos percursos ao encontro de pontes para a travessia. Nada disso! É mesmo simples "saltitar" de ilha em ilha e alcançar o bocadinho de terra que se avista do outro lado do canal.

São vários os restaurantes flutuantes situados junto aos canais

Em Junho, Estocolmo completou 750 anos de vida. Uma história curta, em comparação com outras cidades europeias, a que acresce o valor de uma região que se destaca por uma ar-quitectura notável e uma vida cultural efervescente. Por todo o lado se sente uma preocupação efectiva com os seus habitantes, mais-valias que servem também o turista de visita. A rede de transportes, por terra ou por água, distingue-se pela sua eficácia, que passa não só pela resposta às necessidades de um espaço penetrado por canais, mas também pela exactidão dos horários, procedimentos primeiro-mundistas a que não é possível ficar alheio. Pontes para automóveis, pessoas e bicicletas, sem dúvida, o melhor meio de transporte para circular. A organização reflecte a ideia que alguns de nós já poderíamos ter sobre o perfil "certinho" dos nórdicos. O que constitui surpresa é que, neste país onde o frio chega a ser implacável, a cidade foi posta à disposisição de todos os que queiram usufruir dela. Os espaços verdes, as zonas no cais repletas de bancos ou degraus que convidam a gozar um momento fora de portas, ou as esplanadas espalhadas por todo o lado, são resultado disso mesmo.

A cerimónia de entrega dos Prémio Nobel realiza-se na Câmara de Estocolmo, onde se pode encontrar o Salão Dourado, todo forrado a ouro

No Inverno, os canais gelam, as árvores e os edifícios cobrem-se de neve, o Sol esconde-se, mas a partir de Junho os dias crescem e os suecos aproveitam todos os minutos para desfrutar de um ar, que aqui é respirável. Se mesmo em Portugal nos queixamos quando muda a hora e no Inverno os dias "ficam" mais pequenos, imagine-se o que vivem os suecos que têm dias de quatro horas e noites de breu intermináveis. O Verão é por isso mesmo a melhor altura para visitar Estocolmo. A cidade brilha e vive eufórica os seus dias de luz. O Sol põe-se às 22h30, mas a claridade permanece até de madrugada. É estranha esta sensação de que o dia nunca acaba e que a cor laranja do final da tarde se pode gozar durante um jantar ao ar livre. E mais incrível ainda é que para ver o Sol nascer de novo precisa apenas de não se deixar dormir antes das duas ou três da manhã, altura em que se reergue, a marcar os melhores dias do ano.

No centro, as lojas atraem os consumistas

A cidade e os seus habitantes reagem ao apelo efusivamente e saem para as ruas. O solstício de Verão é uma festa em Junho para dar as boas-vindas à estação. É erguida uma espécie de cruz e são construídas coroas de flores para colocar na cabeça; quem quiser leva o traje típico e acrescenta ainda mais cor aos cânticos e danças populares numa alegria que chegamos a estranhar nos suecos.

Djurgarden - Uma ilha pintada de verde
O local eleito para esta celebração é Skansen, um museu ao ar livre na ilha de Djurgarden. Este parque é o primeiro do género em todo o mundo e foi inaugurado em 1891. Para aqui foram trazidas casas e edifícios de outros tempos, desde chalés de camponeses até quintas senhoriais. Foram representadas as actividades dos sopradores de vidro, dos sapateiros, dos padeiros e artesãos, que agora trabalham em espaços restaurados e aos olhos de quem quiser ver. Neste museu ficamos a conhecer os hábitos diários e a forma como já se viveu na Suécia.

As árvores são características dos países nórdicos, assim como os animais que encontrámos num zoo que apresenta para nós limitações clássicas, devido ao tipo de clima desta região. Avise os seus filhos que não existem leões, nem tigres, nem girafas, muito menos elefantes e quando incessantemente continuarem a busca por aquilo que consideram o "mínimo" que um jardim zoológico pode oferecer, mostre-lhes os ursos e os alces que são as "estrelas" cá do sítio.

Para a noite, a cidade oferece restaurantes e bares repletos de bom gosto e originalidade

Um parque que vale a visita desta ilha, famosa também pelos museus que aqui se encontram: o Vasamuseet alberga o real navio de guerra Vasa, "desenterrado" das profundezas onde esteve 300 anos e agora recuperado e intacto a valer a sua história. Digno de destaque é igualmente o Nordiska Musseet, um espaço dedicado à história cultural da Suécia de há 500 anos a esta parte, também com exposições eventuais. Ainda para ver a fauna sueca no Museu Biologiska e a famosa Pipi das Meias Altas no Junibacken, um espaço dedicado às crianças. O primeiro parque de diversões da Suécia (Gröna Lund), um aquário e até barcos antigos, a juntar às atracções desta ilha, tudo para dizer que Djurgärden é uma pequena maravilha no centro de Estocolmo.

Ice Bar, Hotel Nordic Sea

Skepps Holmen - Um porto de abrigo
No cais encontramos à nossa frente uma outra ilha, tão pequena que chega a ser irresistível alcançar este bocadinho de terra. Chama-se Skepps Holmen e é ideal para quem quiser passear nos seus jardins ou tropeçar num museu. Uma boa escolha é o Moderna Museet, inaugurado em 1998, quando Estocolmo foi capital europeia da cultura. No seu exterior está, desde 1972, um grupo de divertidas esculturas coloridas que dá pelo nome de Paraíso, e garantidamente
T-Centralen é uma das estações de metro de Estocolmo
o sentimento é de se estar no paraíso. Ao percorrer a pequena ilha, o vento faz dançar as árvores e as bandeiras dos barcos de madeira, sussurros que fazem adivinhar os muitos segredos de um porto de abrigo. À chegada de uma embarcação naval, ouvem-se as boas- vindas disparadas por canhões. O som vem lá do fundo, onde está uma ilhota ainda mais pequena que abriga um castelo estilo medieval. De tom laranja, confunde-se com a bola de fogo que nos lembra que já se passou mais um dia em Estocolmo. O percurso de volta é feito pelos estaleiros, onde marinheiros e amantes dos desportos náuticos conservam "velhos do mar" ou constroem "jovens" canoas, que aqui parecem
O Sol da meia-noite a marcar os melhores dias para visitar Estocolmo
nascer das árvores. Em cada embarcação revemos o cuidado e o rigor com que mantêm intactas as suas funções. Nenhum barco foi esquecido ou abandonado, mais ou menos ostensivos, com um mocho ou um papagaio pendurado, de amuletos e santos protectores, de vernizes brilhantes e cores homogéneas, de velas recolhidas na tranquilidade do cais de águas carinhosas, deixámos os fiéis companheiros e este bocadinho de terra, com a certeza de saber agora as palavras doces que sussurra o vento.

City - Onde tudo se passa
Uma ponte de ferro traz-nos de volta a Blasieholmen, local de partida de várias embarcações destinadas ao sightseeing, com passeios pelos canais que invadem Estocolmo.

É também aqui que se situa o Nationalmuseum, paragem obrigatória. Afinal trata-se do museu que alberga a maior colecção de arte da Suécia, com mais de 500 000 obras. Pintura e escultura clássicas, a maior mostra de porcelana da Escandinávia e ainda mobiliário que chega às obras modernas de design sueco.

Seguindo o percurso junto ao canal, encontramos o Grand Hôtel, o primeiro hotel de cinco estrelas que a Suécia inaugurou em 1874. Há mais de um século que hospeda, todos os anos, os vencedores do Prémio Nobel. A cerimónia de entrega da mais célebre de todas as homenagens, realiza-se na Câmara de Estocolmo, um edifício visível de quase todos os pontos da cidade.

Três coroas douradas no cimo de uma torre com 106 metros de altura, que proporciona uma vista panorâmica sobre o canal. À entrada, uma funcionária ciosa das suas funções, adverte os visitantes: "aqui não se pode mexer em nada, nem fazer barulho. As pessoas pensam que isto é um museu, mas aqui trabalha-se e tomam-se importantes decisões". No Salão Azul, o tom da sua voz modifica-se quando começa a explicar que este pátio interior é, na verdade, o famoso salão de banquetes que conhecemos tão bem das fotografias das cerimónias do Nobel. Todo o trabalho foi feito à mão e "por aqui passaram muitos dos que marcaram a diferença no mundo em que vivemos", acrescenta emocionada. De facto, o detalhe e a minúcia deste espaço é só superável pelo Salão Dourado. Todo forrado a ouro e a outras preciosidades, com cerca de 19 milhões de pequeníssimos mosaicos, todos, imaginem, colocados nas paredes à mão. A nossa guia conta-nos que são muitas as pessoas que ainda tentam tocar ou levar para casa "uma recordação" e que por isso acabaram com as visitas normais aos salões, agora, são todas guiadas e por marcação.

O centro de Estocolmo é, como não poderia deixar de ser, a zona de maior agitação. Aqui estão os restaurantes mais concorridos e é onde a animação nocturna se desenrola, com glamour e estilo se assim o desejar. A Ópera e outras grandes casas do espectáculo marcam aqui presença, para satisfazer um povo sedento de cultura. As melhores lojas distribuem-se por entre os parques e praças amplas e cuidadas, dignas de uma cidade que não se deixou ficar para trás.

Gamla Stan - Histórias de outros tempos
Mas Estocolmo conserva também orgulhosamente uma zona mais antiga, aqui consagrada numa ilha chamada Gamla Stan que quer mesmo dizer "cidade velha". Edifícios públicos, históricos, igrejas de influências várias numa mistura de estilos e arquitecturas.

Um dos barcos para o sightseeing nos canais

E, porque estamos em terra de príncipes, destacamos o Palácio Real, uma das atracções mais célebres de Estocolmo. Duas imponentes fachadas delimitam um espaço majestoso repleto de bom gosto. Os jardins, os pátios, as escadarias, o ouro da capela, o trono de prata da rainha, os salões, praticamente museus, e os aposentos reais, envoltos em histórias passadas que mais parecem contos de fadas.

O Vasamuseet alberga um navio de guerra que esteve submerso 300 anos

Toda esta ilha está carregada de carisma, ruas e ruelas antigas. Vale a pena descobrir todos os recantos, como Marten Trotzigs Gränd, a rua mais estreita da cidade, com apenas 90 centímetros de largura. Ou passear na zona comercial (Västerlanggatan), onde os negócios e os preços são bairristas e atraem uma multidão de pessoas, pelas lojas de antiguidades e livrarias ou restaurantes e cafés, que foram noutros tempos adegas medievais e ainda conservam o espírito de tradições antigas.

Esta ilha junto ao centro da cidade delimita o fim da mesma. Do outro lado do canal fica Södermalm, célebre pelos seus miradouros com vista privilegiada sobre esta "cidade entre pontes", como é conhecida. Foi aqui que nos despedimos de Estocolmo com nostalgia e uma vontade galopante de perder o avião...

Agradecemos a colaboração da TAP-Air Portugal e dos Design Hotels

Com estilo
Onde ficar

Hotel J
Para além do já mítico Grand Hotel, são várias as possibilidades de alojamento em Estocolmo. A Rotas & Destinos sugere-lhe dois hotéis alternativos, um bem no centro da cidade e outro para quem procura aliar a visita a uma estada no campo. São eles o Nordic Light (Vasaplan, Box 884, 10137 Stockholm, tel.: 00 46 8 50563000. Quartos entre € 110 e € 320) e o Hotel J (Ellensviksvägen 1, 13127 Nacka Strand. Reservas pelo tel.: 00 46 8 6013000. Quartos entre € 99 e € 358), ambos membros da cadeia Design Hotels (www.designhotels.com). O primeiro fica situado literalmente a dois passos da Estação Central, possui uma decoração que aposta no minimalismo e nas linhas contemporâneas. Destaque especial para o Ice Bar (instalado no vizinho Nordic Sea), um bar onde tudo é feito de gelo, paredes, balcão, bancos, copos... para entrar precisa de vestir uma capa própria para suportar temperaturas negativas e de boa disposição! - Um projecto realizado pelos responsáveis pelo já célebre Ice Hotel. A cerca de 15 minutos de barco (existem carreiras regulares), o Hotel J, fica situado na zona residencial de Nacka Strand. Com apenas 45 quartos, esta é a escolha ideal para quem pretende usufruir a 100% da paisagem que rodeia Estocolmo. Circundado por uma floresta e mesmo em frente ao canal de Saltsjön. Aqui o tema dominante é a náutica, com fotografias de barcos e velas a funcionar como peças de arte. A sala, onde são servidos os pequenos-almoços, é utilizada também como bar em sistema self-service, ou seja, aqui os hóspedes são convidados a servir as suas próprias bebidas e ficar a conversar à lareira como se estivessem na sua própria casa.


 
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