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   XLRotas & DestinosEvasões > Ilhabela, Muito mais que um nome


E V A S Õ E S Agosto de 2006    
   
Refúgio de férias incontornável de milhares de paulistas, a maior ilha oceânica brasileira tem numa paisagem com 90% de Mata Atlântica preservada, inúmeras cachoeiras e praias idílicas as principais razões para o seu título administrativo de Ilha de São Sebastião ter caído em desuso

Texto de Marco Cerdeira Pereira Fotos de Marco Cerdeira Pereira e SaraWong/4seephoto.com
   

P U B L I C I D A D E
Á medida que o todo-o-terreno subia em esforço pela estrada lamacenta, Alexandre sublinhava num brasileiro caiçara genuíno: “Isso agora não é nada. Vocês haviam de ver no Verão. Tem vez que fica uma fila de jipes atolado e ninguém mais pode avançar.”


A família Adés reunida numa escuna, ao largo da Praia de Jabaquara
Esta é só uma das facetas rebeldes da Ilhabela. Acima da quota dos 200 metros, as vivendas luxuosas, como qualquer outro tipo de habitação, ficam para trás e dão lugar a um domínio selvagem íngreme e de vegetação cerrada, onde tudo é possível. A delimitação do Parque Estadual protegeu a mata da invasão humana, com excepção para as caravanas de veículos 4WD que levam os visitantes para o lado atlântico, até à maravilhosa Baía dos Castelhanos – uma travessia dolorosa, que primeiro sobe e depois desce, que se faz em cerca de duas horas.

Estávamos em Maio e as nuvens carregadas iam passando a grande velocidade sobre o Pico de São Sebastião (1378 m), a maior elevação da ilha. Apesar disso, o Sol tinha espaço para brilhar e há muito que não caíam as chuvadas tropicais fulminantes de Dezembro, Janeiro e Fevereiro, as responsáveis pelo caos do tráfico todo-o-terreno descrito pelo guia. Com uma área de 340 km2, a Ilhabela é a maior ilha ao largo da costa do Brasil. Faz parte de um arquipélago homónimo a que pertencem ainda as ilhas dos Búzios, da Vitória, mais os ilhotes dos Pescadores, da Sumítica, da Serraria, das Cabras, da Figueira, dos Castelhanos, da Lagoa e das Anchovas. As suas origens vulcânicas estão bem marcadas numa topografia majestosa e abrupta que, pela posição que ocupa, logo abaixo do Trópico de Capricórnio, se encontra coberta por um manto verde luxuriante que esconde dezenas de riachos cristalinos e cerca de 360 cachoeiras.


O guia Fabrício a descansar numa piscina natural da Cachoeira da Lage
Nos tempos da pré-descoberta, as suas terras eram domínio de tribos Tupi-Guarani, como comprova a proliferação de topónimos índios como Pacoíba, Baepí, Pirabura, Pirassununga (exacto, a da famosa cachaça!), Jabaquara, Perequê, Itaquanduba, Itaguaçu, Cocaia, Guarapocaia, Piava, Piavú, Pequeá, Papagaio, Itapecerica, Sepituba, etc., etc., etc.

A história colonial de Ilhabela teve início quando os integrantes da primeira expedição enviada por Portugal à Terra de Santa Cruz chegaram a Maembipe, a 20 de Janeiro de 1502, dia consagrado, pela Igreja, a São Sebastião. Foi essa expedição que rebaptizou a ilha de Maembipe com o nome do santo, mas pouco mais modificou. Só em 1608, 106 anos depois, se viriam a estabelecer os primeiros colonos e escravos, para ali transportados para alimentar um tráfego negreiro intenso ou trabalhar no cultivo da cana-de-açúcar e consequente produção de cachaça. Ambas as actividades fizeram a fortuna dos feitores e senhores da ilha, uma riqueza que se pode testemunhar, ainda hoje, na dimensão e sumptuosidade de alguns casarões senhoriais, como o da Fazenda do Engenho d’Água.


Esplanada do DPNY
Desde a sua descoberta pelos portugueses até ao século XIX, as águas em redor de Ilhabela foram intensivamente patrulhadas por aventureiros, corsários e piratas europeus e, mais tarde, argentinos. Entre os mais famosos contam-se os ingleses Francis Drake, Thomas Cavendish e Anthony Knivet. Outro cliente habitual foi o francês Duguay Trouin.

Os “horrores” da Ilhabela
Por resultado de ataques ou devido a um mar traiçoeiro, que os antigos marinheiros diziam possuir um campo magnético que enganava os instrumentos de rumo, a zona ficou conhecida como o Triângulo das Bermudas da América do Sul. Jazem em redor de Ilhabela dezenas de embarcações afundadas dos mais variados tipos, muitas das quais vítimas de naufrágios tão recentes como o do luxuoso transatlântico “Príncipe das Astúrias”, em 1916, ou o inglês Crest, em 1982.


Todo-o-terreno cruza um dos rios que atravessam a trilha para a Baía dos Castelhanos
A própria praia para onde nos dirigíamos agora – a dos Castelhanos –, bem como outras duas localizadas logo ao lado, foram baptizadas segundo uma das muitas histórias de terror marítimo que, em contra-senso com o seu nome, se associaram à ilha. Como contam os locais, os castelhanos foram os náufragos que deram à costa depois do afundamento do barco em que seguiam. Como se não bastasse, o sangue que derramaram ao ser projectados contra as rochas deu origem à Praia Vermelha e, algum tempo depois, grande parte dos corpos em decomposição foram achados naquela que é hoje a Praia da Caveira.

Actualmente, se nos abstrairmos dos petroleiros que poluem visualmente o Canal de São Sebastião e das canoas dos pescadores caiçaras, a maior parte das embarcações que circulam em redor da ilha são de recreio. Proporcionam momentos de puro lazer, não de drama. Aliás, graças ao vento forte que percorre o Canal de São Sebastião, Ilhabela é mesmo conhecida como a capital brasileira da vela. Recebe, todos os anos, várias provas nacionais e internacionais e acolhe, na sua marina, centenas de veleiros, mas também muitas lanchas motorizadas de todos os tamanhos e feitios.

Ilhabela é uma espécie de recreio insular dos paulistas com mais posses. De tempos a tempos lá se vê mais um helicóptero de algum VIP, como a apresentadora Ana Maria Braga e a actriz Regina Duarte, que têm mansões de férias na ilha. O casal que nos acompanhava, aos solavancos, na parte de trás do jipe era bem mais remediado e dos arredores pobres de São Paulo, mas, recorrendo às economias e à hospitalidade de amigos locais, também teve direito a uns dias no paraíso.


As duas horas passaram com as mais variadas conversas, incluindo explicações sobre a fauna local. Como sempre acontece no Brasil, mais uma vez ouvimos lendas de onças e jaguatiricas que deambulam pela selva local; vê-las é que nem pensar.

A estrada sinuosa, essa, já no seu percurso descendente, revelou, finalmente, por entre a malha  de cipós, as águas esmeralda da baía. Daí até ao areal branco foram só uns minutos e, em pouco tempo, estávamos a trepar a um miradouro improvisado numa das encostas da baía para apreciar e fotografar a tão badalada forma de coração da praia. Seguiu-se um mergulho, e logo depois um almoço simples, mas recompensador, num dos humildes restaurantes locais.

No dia seguinte trocámos as sacudidelas do jipe pelo balançar de uma escuna. À moda descontraída do Brasil, a saída, que estava combinada para as 9h30, foi-se atrasando sucessivamente. O motivo: “o cara que tinha ficado de trazer as bebidas não aparecia”. Felizmente, na doca da vila, a família Adés – que se encontrava numa espécie de diáspora por motivos profissionais e havia fretado a embarcação para um passeio comemorativo do seu reencontro – estava tão ou mais atrasada. Assim, os únicos a esperar fomos nós e a tripulação, mas, tendo em conta que o comandante Marcos aproveitou o tempo morto para desbobinar os seus inesgotáveis conhecimentos sobre a Ilhabela, a navegação e a meteorologia, ninguém ficou a perder.


Parte da trilha que vai de Borrifos para Bonete, na costa sul da ilha. Há algumas décadas, esta trilha permitia a passagem de carros

Sofisticado e elegante, o DPNY é um boutique hotel, mas também um projecto social qualificado pela UNESCO
Chegadas as bebidas e o pouco gelo que restava, lá apanhámos a tal família Adés e seguimos para norte, ao longo da costa, em direcção a outro dos encantos paisagísticos ilhabelenses: a praia de Jabaquara. Ao longo do percurso sucediam-se alguns dos pontos chave da zona norte da ilha, como a Praia da Armação, o farol da Ponta das Canas e a Praia da Pacuíba. Os cenários foram-se tornando mais verdejantes à medida que avançávamos pela costa norte e, após contornarmos uma reentrância rochosa imponente, lá demos de caras com a pequena enseada que protege a praia.

De areias amarelo-torrado e uma frondosa linha de coqueiros, Jabaquara deixou os Adés tão satisfeitos pelo regresso que alguns elementos da família (os mais novos, claro) nem esperaram que a escuna lançasse âncora e o bote os levasse ao areal, para matar saudades. Mergulharam simplesmente e saíram a nadar.

Na verdade, Jabaquara é uma praia que faz as delícias de qualquer visitante, mas, como se passa com as restantes 38 e com outras atracções naturais da ilha, cobra um preço bem alto, em picadas de borrachudo. Pois é, infelizmente vamos ter de o confessar.

O borrachudo – um minúsculo mas persistente insecto vampiresco – é uma constante da vida em Ilhabela, ao ponto de existir, na vila, uma “sanduicheria” baptizada em sua honra. Das duas uma, ou se reforça a camada de repelente com uma regularidade infalível ou se prepara a mente para dias de comichão. Os locais há muito que optaram pela segunda hipótese e estão de tal forma preparados que já deixaram de se importar. Não pense em atingir este karma em poucos dias. É algo que se conquista com o tempo. Muito tempo.


Costa sul: ainda mais bela
Uma vez que estávamos alojados na costa virada para o Brasil, a única com estrada asfaltada, e depois dos passeios que tínhamos já feito, faltava claramente explorar o sul da ilha. Era esse o próximo plano. No dia seguinte saímos bem cedo e fomos espreitar a secção que ficava do Porto da Balsa para baixo. Aqui as pequenas praias ou meras enseadas sem areal vão-se sucedendo: Praia da Feiticeira; Praia do Julião; Praia Grande; Praia do Curral. Para o lado oposto, o cenário é grandioso. Picos imponentes que dão lugar a encostas forradas por árvores majestosas. Curiosamente, o grandioso é também harmonioso nesta área da ilha, algo que nem só o domínio altivo das montanhas luxuriantes explica. São também as capelas que dão para o mar, a estrada estreita que parece que vai ser engolida pela vegetação e a presença discreta mas simpática da Ilha das Cabras. É tudo isto, mas muito mais.

Aproveitando a beleza e o equilíbrio paisagístico circundante, algumas pousadas e hotéis souberam instalar-se sem grande espalhafato arquitectónico e passaram a beneficiar tanto os visitantes como a comunidade local. Os exemplos mais sintomáticos são a Pousada Barulho d’Água e, mais recentemente, o DPNY Beach, um hotel sofisticado e elegante, que assume enquadrar-se no conceito boutique, que é também um projecto social qualificado pela UNESCO. O DPNY formou e emprega dezenas de jovens da ilha, directamente em funções respectivas à sua actividade turística e, indirectamente, no atelier de trabalho artístico que acolheu, entre outros, o projecto mosaico.

De cores vivas e design simples mas arrojado, o DPNY (D para Dusseldorf, onde nasceu o proprietário e DJ residente alemão Wolfgang Napirei; P para Palma de Maiorca, de onde é o seu filho e NY para New York, onde Wolfgang viveu e tem negócios) inovou também quanto a equipamento e conforto, ao ponto de cada suite, das mais básicas às presidenciais, ter uma cama XXL com dossel, um televisor plasma e um iPod.

A caminho de Bonete
Nos dias que tínhamos já passado em Ilhabela foi-se repetindo a questão “E a Bonete, já foram?”, seguida do apelo sempre muito enfatizado “Ah, mas tem que ir!, é uma maravilha!”. Quem éramos nós para duvidar?


Pescador na sua canoa “Monique”
Na manhã seguinte encontrámo-nos às 07h00 nos escritórios da agência Archipelagus e saímos, uma vez mais de jipe, com o Paulo, o guia Fabrício e a advogada e espeleóloga paulista, Carol. Paulo conduziu--nos só até ao início da trilha e regressou, deixando- -nos entregues às pernas nas quatro horas seguintes.

O caminho, fechado pela Mata Atlântica cerrada, só muito raramente deixava vislumbrar o Atlântico. Em compensação, pouco depois da partida presenteou--nos com o avistamento, sempre raro, de uma cobra coral, que, apesar do risco, o caiçara Fabrício fez questão de mover à mão para facilitar as fotos. Daí para a frente foi andar e falar descontraidamente. Apesar de algumas subidas e descidas, a trilha era suave e, para mais, estavam programadas duas paragens estratégicas para banhos nas cachoeiras da Lage e do Areado.


Cachoeira da Toca
A primeira, além de ser realmente refrescante, foi palco de uma exibição acrobática de Fabrício num escorrega de rocha polida que terminava numa piscina natural. A segunda proporcionou mais uns mergulhos e braçadas e, como não podia deixar de ser, um novo ataque dos omnipresentes borrachudos. A cachoeira do Areado marcava o início do último terço da trilha, que em pouco tempo deixou para trás a selva densa e revelou, ao longe, a praia e a aldeia do Bonete.

O fascínio exercido pelo Bonete nos Ilhabelenses e nos visitantes deve-se tanto à beleza da praia – a mais ampla da ilha, com 600 metros – selvagem e isolada, como à história única da povoação. Constituída por uma comunidade caiçara formada originalmente por piratas holandeses, o Bonete só há alguns anos recebeu electricidade e telefone. A ligação com o resto da ilha é possível apenas pela trilha que havíamos percorrido ou, quando o mar o permite, a bordo das enormes canoas (feitas de um só tronco) que os pescadores locais manejam contra as ondas com uma perícia inacreditável.


Bonecas de loiça do DPNY
Por motivos programáticos da viagem, a visita ao Bonete teve de ser, infelizmente, breve. Houve tempo para recuperar energias com um almoço de cação na pousada da Rosa, explorada pelo pitoresco Sô Deitinho e esposa. Depois, deu ainda para um giro rápido pela povoação passando pela improvisada Praça da Conversa Mole onde, como os próprios locais fazem questão de assinalar, “se encontram pescadores, caçadores e muitos mentirosos e continua chegando cada vez mais…”. Logo após, voltámos à praia onde os homens, uns acabados de chegar da pesca, outros da costa urbanizada e comercial de Ilhabela, recolhiam as embarcações para as proteger da maré cheia que já se anunciava.

Contra a rotina da aldeia, Fabrício combinou com um seu conhecido o nosso regresso. Segundo nos comunicara, tínhamos que sair às quatro da tarde em ponto. Se assim não fosse, podíamos encontrar uma rebentação demasiado poderosa à saída da enseada e, por acréscimo, o dono da canoa que nos ia levar corria o risco de, à volta, já não encontrar na praia alguém que o ajudasse a puxar a embarcação. Como tal, à hora marcada, lá estávamos a bordo, sentados no fundo da canoa para a estabilizar e vencermos a rebentação mais facilmente. A experiência do pescador permitiu-lhe avaliar com precisão as sequências de ondas e fez com que saíssemos com bastante tranquilidade.

Sô Deitinho
Vencido o maior obstáculo, o resto da viagem até à costa continental foi pura contemplação, já que o vento e o mar fizeram questão de nos encharcar e impedir qualquer operação fotográfica. Ao fim da tarde, a luz lateral suave que incidia sobre a ilha realçava as suas formas e cores que ainda não tínhamos tido o prazer de contemplar a partir do oceano.

De Bonete a Borrifos, onde regressámos a terra, as imagens da paisagem insular, vista daquela canoa motorizada barulhenta, são das que mais tempo vamos guardar na memória. São também das que mais contribuíram para dela nos recordarmos como a Ilhabela que é.


Guia de Viagem

COMO IR
A TAP Portugal (tel. 707 205 700, www.flytap.com) voa diariamente de Lisboa e Porto para São Paulo e Rio de Janeiro por tarifas a partir de €734 (sem taxas incluídas).
A partir de 1 de Setembro, existem tarifas a partir de €599. De São Paulo para Ilhabela são aproximadamente cinco horas de carro, incluindo os cerca de 30 minutos que demora a travessia de balsa a partir de São Sebastião. Se não quiser alugar um carro, o hotel DPNY Beach assegura o transfer dos seus hóspedes a partir do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

ONDE FICAR
DPNYBeach – Av. José Pacheco do Nascimento, 7668, Praia do Curral. Central de Reservas: +55 (12) 3894 2121, www.dpnybeach.com.br. Diárias desde €50; Pacotes de quatro noites desde €233; ou de seis noites, desde €519.
A melhor opção é, sem dúvida, este hotel novinho em folha, realmente localizado na praia.
Com uma decoração colorida e sofisticada, irrepreensível e a preços acessíveis, chegou para ficar e revolucionar o turismo de Ilhabela.
Maison Joly – R. Ant. Lisboa Alves, 278 (Morro do Cantagalo), tel. +55 (12) 3896 2364, www.maisonjoly.com.br
Diárias desde €129. Na encosta de um morro, com vista para a vila e para o Canal, é um dos hotéis mais conceituados, tendo acolhido VIPs como Gisele Bündchen e o Rolling Stone, Ron Wood. Não aceita crianças com menos de 12 anos.
Barulho d’Água – R. Manuel Pombo, 250 (Curral), 14, tel. +55 (12) 3894 1406, www.barulhodagua.com.br.
Só tem seis quartos. Diárias desde €120. Mais uma excelente opção na zona sul. Apesar de não ficar sobre a praia, está apenas a poucos minutos, numa encosta da Mata Atlântica.
Pousada Tâmara – R. Jacob Eduardo Toedtl, 163 (Itaquanduba), tel. +55 (12) 3896 2543, www.pousada-tamara.com.br. Diárias desde €35.
Gerida pela simpática proprietária homónima, é uma opção mais acessível.

ONDE COMER
Viana – Av. Leonardo Reale, 1560 (Praia do Viana), tel. 3896 1089. Tem poucas mesas e não aceita reservas por tel., mas serve refeições divinais, à base de marisco e peixe.
Nova Iorqui – Avenida Gov. Mário Covas Jr., tel. 3894 1833. Famoso por uma combinação mágica de peixe e marisco com pôr-do-sol, quando foi construído, muitos pensaram que a localização longínqua deste restaurante, mesmo na extremidade sul da costa oeste, onde a estrada asfaltada termina, o impediria de ter sucesso. Hoje é uma paragem obrigatória da ilha, tanto pela gastronomia como pelo passeio.
Ilha Sul – Av. Riachuelo, 287, Feiticeira, tel. 3896-9426. Peixe fabuloso e a paisagem da Praia da Feiticeira são os trunfos deste outro caso de sucesso da ilha.

O QUE FAZER
Passeios de escuna à Praia de Jabaquara; de jipe a várias cachoeiras e à Baía dos Castelhanos; trekking ao Pico de São Sebastião e a Bonete são alguns dos programas outdoor mais famosos. Depois, há o mergulho especializado a barcos naufragados e os desportos náuticos, como a vela e o windsurf.
Consulte as agências: Portal Ilhabela (Rua S. Benedito, 38 – Vila, tel. (12) 3896 5134, www.portal ilhabela.com.br); Maremar (Av. S.João, 574 – Perequê, www.mare mar.tur.br); Caiçara (Av. Princesa Isabel, 423 – Perequê, www.caicara ilhabela.com.br); ou Archipelagus (tel. (12) 3896 2899, www.ilhas.tur.br).

COMPRAS
Encontram-se lojas do Porto da Balsa para norte, mas concentram-se em maior número na Vila (a única povoação digna desse nome também se chama Ilhabela, mas, por razões óbvias, é conhecida localmente apenas como “Vila”), o verdadeiro centro comercial de Ilhabela e onde se pode encontrar um pouco de tudo, desde as melhores marcas de roupa ao artesanato local. A Vila fica na parte norte da costa oeste da ilha.

MAIS INFORMAÇÕES
Embaixada do Brasil em Portugal – Estrada das Laranjeiras, 144, Lisboa, tel. 217 248 510, www.embaixadadobrasil.pt
Secretaria de Turismo de Ilhabela – Av. Almirante Tamandaré – Itaquanduba, tel. +55 (12) 3896 1091 / 2440.
Na Internet: www.ilhabela.org, www.ilhabela.sp.gov.br, www.ilhabela.com, www.visitilhabela.com

INFORMAÇÕES ÚTEIS
Moeda: Real (1 Real vale cerca de 0,38 euros). A maior parte dos estabelecimentos aceita pagamentos com cartão de crédito. A ilha tem agências bancárias com Multibanco.
Indicativo: 00 55 (Brasil) + 12 (Ilhabela)

QUANDO IR
A época alta coincide com o Verão do Brasil, e com as férias de muitos milhares de paulistas, que fazem com que a população de Ilhabela aumente de 20.000 para 100.000 pessoas. De fins de Novembro a princípios de Março, a temperatura diurna passa facilmente os 30ºC e a chuva cai forte de um momento para outro, mas passa em três tempos. Fora deste período, Ilhabela volta à sua tranquilidade habitual. Para muitos é altura ideal para a visitar.
A desvantagem está na região sofrer, com maior frequência, a acção das frentes frias vindas do sul. A temperatura média é mais baixa e, se se tiver bastante azar, o Sol pode passar vários dias escondido atrás das nuvens.

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