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   XLRotas & Destinos > Dicas de viagem > De férias com a bicharada


D I C A S   D E   V I A G E M Agosto de 2007   

De férias com a bicharada

Viajar com o seu animal de estimação não tem necessariamente de ser um problema. Basta cumprir as regras habituais e manter-se um bocadinho mais atento e, sobretudo, descontrair. Eis algumas dicas essenciais...

Texto de Carla Vieira Fotos de Getty Images
   


   
Uma boa dose de senso comum é o indispensável para que tudo corra bem quando levar o seu animal de estimação de férias consigo.

É claro que se decidir não sair do país e viajar em viatura própria, tudo fica mais fácil. Basta ter em conta aspectos simples, como a necessidade de prender o bicho com o cinto de sengurança (através de uma trela peitoral especial ou de uma caixa de transporte) para evitar distracções e acidentes. Deverá também parar de duas em duas horas, nunca esquecer a água e ter um bom sentido de observação. Ou seja, como já deve reconhecer com grande facilidade no seu “amigo”, deverá, em qualquer

P U B L I C I D A D E
deslocação, ter em atenção aspectos como a sua temperatura normal, o ritmo dos batimentos cardíacos, a frequência com que faz as necessidades e o apetite que costuma apresentar. Se notar uma grande alteração no seu comportamento, será eventualmente sinal de que algo não está bem e deverá, então, recorrer a um veterinário.

Durante a viagem deverá ter sempre por perto a mala onde guarda os seus “indispensáveis” (como boletim de vacinação, medicamentos, comprimidos para o enjoo, toalhetes de bebé, uma escova, água, alimentos e a tradicional manta).Vamos voar?

 
   
Pet-sitting
Se vai viajar, não é má ideia considerar os serviços de pet-sitting para o seu gato. Ao contrário da solução hoteleira para cães, que é actualmente abundante, a melhor ideia para assegurar o bem-estar do seu gato – mais sensíveis à mudança de ambiente – será optar por um pet-sitter, que se desloca a sua casa diariamente ou com a assiduidade por si requerida. Com esta solução fica garantida a redução de stress para o animal.

O exercício e a alimentação habitual também se mantêm e assim não terá de se preocupar com a sua exposição a outros animais, com doenças transmissíveis e terá a certeza de que ele receberá toda a atenção a que está habituado. Para mais informações, faça uma busca na Internet, de modo a obter os contactos destes serviços que mais próximos se encontram da sua área de residência.
 
Algumas companhias de aviação, como a TAP, permitem o transporte de animais na cabina (sujeito ao porte do bicho e a um número limitado). Deverá, no entanto, informar-se antes de decidir o seu destino, pois em voos de longo curso a viagem do seu amigo de quatro patas terá de ser feita no porão. Depois, o preço do bilhete também varia de acordo com o destino e o peso (alguns países têm uma taxa fixa) deste passageiro especial...

É claro que, se puder evitar a deslocação de avião, melhor para si e para o animal. É que normalmente a área na qual são transportados não conta com aquecimento nem ar condicionado, pelo que os bichos ficam sujeitos a mudanças de temperaturas, podendo, portanto, passar um mau bocado. E principalmente apanhar um grande susto!

Se, mesmo assim, escolher o avião como meio de transporte, prepare a viagem. Informe-se acerca das leis de quarentena do destino para onde se dirige – não quer chegar e voltar para trás, pois não? Não dê alimentos ao seu animal de estimação cerca de seis a oito horas antes do voo e dê-lhe água imediatamente antes de o colocar na caixa de transporte. Se puder evitar tranquilizantes, faça-o.

Os animais mantêm-se assustados e acabam por perder mais peso, ao mesmo tempo que diminuem a capacidade de regular a temperatura do corpo, indispensável quando falamos de viagens. Não se esqueça de o identificar com uma coleira (se ainda não o fez, considere o implante de um microchip, o método mais eficaz de identificação) onde figurem os dados dele, os seus e os do destino para onde se dirigem. Faça o mesmo na caixa transportadora e torne bem claro que lá dentro se encontra um animal. Dê preferência aos voos sem escala, de modo a perturbá-lo o mínimo possível. Tente evitar viajar em épocas ou nas horas em que as temperaturas são mais extremas – para segurança dos próprios animais, algumas companhias recusam-se a transportá-los de Maio a Setembro. Evite os dias mais “concorridos” para viajar, pois são aqueles em que maior probabilidade existe de ocorrer um atraso. Se o voo atrasar muito, peça que retirem o seu animal do avião e que lhe permitam ficar junto dele até ao momento de preparação para a descolagem. Insista neste ponto. Assegure-se de que o seu bicho é realmente embarcado; se não puder assistir, peça aos assistentes de bordo que lhe garantam que o mesmo se encontra a bordo. No momento da chegada, se notar que o seu amigo se encontra muito abatido, não perca tempo e apanhe um táxi para o veterinário.

Para mais informações (médicas e não só), o ideal será contactar a Direcção-Geral de Veterinária (tel. 213 239 500) antes de viajar.

Especial gatos
Dicas para tornar a viagem do seu bichano muito mais agradável

De avião
Atenção às temperaturas, algumas raças, como a persa, tornam os gatos especialmente sensíveis ao ar rarefeito da cabine. Se o animal tiver de viajar no porão, coloque junto dele uma peça de roupa que já não use, mas onde o seu bichano possa reconhecer o cheiro do dono, tranquilizando-se assim muito mais facilmente. Coloque um relógio embalado dentro da caixa transportadora. O tiquetaque recordar-lhe-á o batimento cardíaco, sossegando-o mais facilmente e reduzindo o seu estado de ansiedade.

De automóvel
Nunca deixe o seu gato viajar ao colo, junto à janela ou solto. Os gatos são felinos e, portanto, totalmente imprevisíveis e se há aqueles que se sentem à vontade em todas as situações, o mais normal é que estranhem um novo ambiente e que reajam negativamente. Evite acidentes e aposte na caixa transportadora, tentando previamente habituar o bichano a reconhecê-la como um espaço que é seu e onde se sinta bem. Acondicione e prenda bem a caixa transportadora, evitando que caia em resultado de uma travagem brusca. Quando estacionar, faça-o junto de uma sombra e não deixe o seu animal de estimação sozinho no automóvel.

No Verão, viaje de manhã cedo ou à noitinha, quando as temperaturas são mais amenas e pare sempre que necessário para deixá-lo descontrair e alimentar-se. Coloque na caixa transportadora o brinquedo preferido do seu gato e não se esqueça de levar uma caixa com areia para que ele possa fazer as suas necessidades.

Num cruzeiro
É raro poder transportar o seu animal num cruzeiro e, quando tal é possível, geralmente dono e amigo de quatro patas são separados. O Queen Elizabeth 2 é um exemplo desta realidade, onde os animais ficam confinados a uma área onde os donos poderão visitá-los, mas da qual não lhes é permitido sair.

De comboio
Em princípio não haverá problema algum. Se o seu gato for pequeno (até cinco quilos, com caixa) até poderá transportá-lo junto de si, gratuitamente.


   
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