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   XLRotas & DestinosDossier > Copenhaga Cidade design


D O S S I E R Agosto de 2007   
   
A beleza, quando foi distribuída, deveria ter sido para todos. É sabido que não foi. Pelos vistos porque os dinamarqueses se apoderaram de grande parte dela. A isso juntaram sensibilidade e bom gosto e fizeram de Copenhaga uma cidade entusiasmante, capital da Escandinávia, mas também do design, do gourmet e das boas e saudáveis vibrações

Texto de JoÃo Ferreira Oliveira Fotos de Pedro Sampayo Ribeiro
   

P U B L I C I D A D E
Em Copenhaga, a estética é uma constante. Nas ruas e no interior de lojas e museus, a beleza e o design andam de mãos dadas. “Bicicleta do futuro” e instalação “Flow Market” no Centro Dinamarquês de Design
hama-se Flow Market e funciona como qualquer outro minimercado. Os cestos de compras estão colocados à entrada e os produtos criteriosamente expostos nas prateleiras e nas arcas frigoríficas. Há, contudo, razoáveis diferenças, comparativamente a uma loja convencional. Desde logo a predominância monocromática, em branco e prata. Também há música ambiente, dos islandeses e atmosféricos Sigur Rós. O corpo reage suavemente, estranhando mas assimilando as elevadas doses de pureza, como que docemente empurrado para a porta de um paraíso mais do que perfeito. Os produtos à venda comprovam-no. Por cerca de e4 pode comprar uma embalagem de “ar limpo”, uma lata de “energia renovável”, como se de um refrigerante se tratasse, ou um litro de “tolerância” em formato de pacote de leite. Mas há muito mais. Há “silêncio”, em pacotes de 500 ml; pequenos bidões com 200 ml de “empatia”; sprays que disparam “boas vibrações” e recipientes que contêm 200 segundos de “tempo um para o outro”.

“Uma loja desenhada para inspirar os consumidores a pensar, viver e consumir de uma forma mais holística”, diz um dos cartazes que suportam e explicam esta “instalação”. E o que significa verdadeiramente holística? Palavra tão em voga nos últimos tempos, é, em termos gerais, uma teoria filosófica aplicada às ciências ambientais que defende que o todo e as partes formam um só conjunto. Em primeira e última instância significa harmonia. Utopia? Mero exercício de estilo? Talvez, não estivesse a loja situada no Centro Dinamarquês de Design. Ainda assim, esta mostra serve na perfeição para definir Copenhaga. Uma cidade com uma aura positiva, saudável, harmoniosa. Homogénea, mas não monótona. Pequena, mas que pensa e vive em grande. Situada nas costas do Mar Báltico e atravessada por canais. Com a toda a certeza, a capital escandinava do design e do gourmet. E também, arriscamos nós, uma das capitais europeias com mais caras bonitas por bicicleta. E são tantas as bicicletas, pura poesia em movimento, que se torna difícil o equilíbrio, mesmo para quem vai a pé.

A cidade das cadeiras
A animação característica do célebre canal de Nyhavn, cujo nome significa “novo porto”. É um dos postais ilustrados da cidade, com as suas tradicionais casas coloridas
Em boa verdade, de quase todas as capitais nórdicas se diz o mesmo. Limpas, bonitas e com uma relação de cumplicidade extrema com a água. Como se não existisse nada que as distinga. Ouso afirmar que Copenhaga é diferente de todas as outras, mesmo que ainda não as conheça, confesso. Continuarão, certamente, a existir vários pontos de contacto entre países como a Dinamarca, a Noruega, a Suécia ou a Finlândia, mas parece ser consensual, quer para nativos quer para forasteiros conhecedores, que a capital dinamarquesa foi alvo de uma pacífica revolução na última década. “Até há alguns anos não passávamos de um país calmo, onde nada de mal acontecia, mas onde também não acontecia nada de especial. A cidade já cá estava, com a sua natural beleza.

Era só preciso embelezarmo-nos a nós e àqueles que nos visitam. Os dinamarqueses têm um bom gosto natural e uma queda para o design. Apenas tivemos de potenciar tudo isto”. As palavras não são de nenhum catedrático na matéria, antes de uma funcionária da Illums Bolighus – a mais importante loja de produtos de design dinamarquês e escandinavo – trocadas enquanto esperava que lá fora, a chuva e o sol se decidissem acerca do tempo de antena de cada um, outra das marcas deste país, mas já lá iremos.

A estátua em bronze da Pequena Sereia (em cima) é, talvez, o monumento mais conhecido da Dinamarca. O popular Jardim Real Kongens Have é o mais antigo da cidade (em baixo)
E o que é que mudou? Muita coisa. Podemos, pelos relatos, presumir o que não tinham, mas acima de tudo percebe-se a quantidade e qualidade do que têm agora. Casa sim, casa não, existe uma loja de design. De mobiliário, de acessórios, de bicicletas. Produtos inovadores e arrojados, aparente e surpreendentemente simples. Coisas ao estilo do “eu poderia ter inventado aquilo”. Pois é, mas foram eles que os inventaram ou, pelo menos, adoptaram, outras vezes recriaram, dedicando-se de corpo e alma à sua promoção e distribuição. Exemplos? Um simples utensílio que junta garfo, faca e colher, pintado a cor-de-rosa. Jarras de plástico que podem adquirir várias formas, mantendo sempre os mesmos padrões de estilo. Espremedores de laranja, ou raladores de cenoura, que, apesar da função, não dispensam a forma, o factor adorno e decoração. Elegantes cápsulas em forma de comprimido gigante para colocar os medicamentos, oferecendo alguma leveza a um gesto que tantas vezes tem uma forte carga psicológica. Muitos sofás, candeeiros e cadeiras, num estilo semelhante ao IKEA dos seus “irmãos” suecos, mas com mais estilo e dose de requinte. E milhões de outras coisas, entre elas, as bicicletas: modernas, clássicas, entusiasmantes. Expostas, ou à venda em várias lojas/ateliers/galerias, não são apenas bicicletas de montanha, de ciclismo, ou mesmo as velhinhas e características pasteleiras. São muito mais do que isso, ou antes a perfeita osmose entre todos, verdadeiras obras de arte contemporâneas. Rasmus Gjesing, dono da loja Cykelmageren, explica: “Uma bicicleta deve ser a extensão da tua personalidade. Não é só um meio de transporte”. Um simples mecânico, como ele se autodefiniu, que tem alguns exemplares expostos em Nova Iorque e Itália.

O fashionable Café Quote, na Kongens Nytorv (ou “Nova Praça do Rei”), a maior praça da cidade. Ideal para beber um copo ao final do dia
Claro que esta aposta no design tem uma base, e extremamente forte, pois desde o princípio do século passado que alguns nomes dinamarqueses se destacaram nesta área. Poul Henningsen, o homem dos mil ofícios que inventou os candeeiros PH Lamp (aqueles que dão um ambiente quase perfeito a meia-luz) ainda hoje um sucesso de vendas em todo o mundo, é incontornável. E o mesmo acontece com o bem mais mediático Arne Jacobsen, autor das célebres cadeiras “Ant”, “Swan”, ou a “Egg”, as duas últimas criadas no princípio da década de 50 para decorar o Radisson SAS Hotel – e que ainda hoje lá estão expostas.

Durante algumas décadas, sobretudo nos anos 70 e 80 (altura em que por todo o mundo aconteceram estranhas opções estéticas), tudo isto andou meio esquecido, mas como o que é feio hoje é belo amanhã, e vice-versa, vive-se neste momento um autêntico fenómeno de culto à volta das cadeiras. Não há loja que não as tenha. Há ateliers que quase não se dedicam a outra coisa. Exemplares que estavam votados ao abandono foram comprados e recuperados, quase sempre de madeira, de linhas tão simples quanto elegantes. “Os estrangeiros vêm cá e, nota-se, ficam espantados com tanto design, que deve ser a palavra mais pronunciada nesta cidade. Não criamos medidas proteccionistas, mas mostramos ao mundo o que temos de melhor. Sem medo de combater as grandes potências, mas sem nos colocarmos em bicos de pés. Com postura, mas de uma forma natural”. E a ouvir estas palavras despeço-me da jovem funcionária da Illums Bolighus. A sua figura e atitude bastariam para resumir Copenhaga.
I. Ny Carlsberg Glyptotek
Nós temos Joe Berardo. Os dinamarqueses tiveram Carl Jacobsen, fundador da Carlsberg, que doou a colecção de esculturas dando início a uma das mais interessantes galeria internacionais. Obras de Gauguin, Monet, Degas; um quadro de Van Gogh, quando esteve internado num hospital psiquiátrico; uma imensa colecção de arte egípcia antiga; esculturas gregas e romanas e inúmeros artefactos etruscos; 35 obras de Rodin, incluindo o famoso O Beijo. Além disso tem um fantástico Jardim de Inverno, com um agradável bar repleto de palmeiras, plantado sob uma cúpula de vidro. Não deixe de ir também ao Nationalmuseet, mesmo em frente, com muitos artefactos de todo o mundo e uma retrospectiva da história da Dinamarca. á Dantes Plad 7, tel. 33 418141, www.glyptoteket.dk

II. Copenhagen Harbour Bath
É uma piscina, mas também não é uma piscina qualquer, sendo desde 2003, ano da sua conclusão, uma das obra de referência da arquitectura dinamarquesa. Com cinco piscinas, fica situada dentro do canal que liga o centro à parte sul da cidade, e usa as suas águas. O chão é em madeira, tal como a prancha, na forma da proa de um navio, e está aberto a quem tiver vontade de mergulhar. Quando o sol brilha – apesar da personalidade difícil, no Verão aparece muitas vezes – o ambiente fica super animado e eclético, podendo chegar às cerca de seis centenas de pessoas. Os salva-vidas ao estilo Baywatch, com calções vermelhos, camisolas amarelas, óculos de sol, cabelo loiro e olho claro, dão o toque final. á Havnefronten Islands Brygge

III. Torre Redonda
Nunca se deve desperdiçar a oportunidade de ver o tecto de uma cidade, sendo a Torre Redonda, ou Rundetarn, o local ideal para o fazer. O acesso ao topo faz-se através de uma rampa em espiral de 209 metros de cumprimento, e reza a história/lenda que em 1642, durante a inauguração, o então rei Cristiano fez o percurso a cavalo, algo que o czar da Rússia, Pedro, o Grande, terá repetido anos mais tarde. Foi daí certamente que nasceu a ideia de fazer uma corrida anual de bicicleta, em que ganha quem subir e descer mais rápido. Ainda assim, o melhor é não pensar em proezas, subir com calma e desfrutar de uma visão única sobre a cidade. Fica a perceber melhor toda a sua geografia, tem visão privilegiada para os magníficos terraços de alguns apartamentos e para a Oresund Link, ponte com 7485 metros que liga Copenhaga a Malmö, cidade do Sul da Suécia. á Købmagergade 52A, tel. 33 730373 www.rundetaarn.dk

VI. Tivoli
Não pare de ler assim que perceba que este é um parque de diversões. Simplesmente porque não é um parque de diversões qualquer. Primeiro porque é um dos mais antigos da Europa, fundado em 1843. Depois porque não lhe falta nada. Há carrosséis, montanhas- -russas, cadeirinhas e aviões. Há daquelas geringonças que sobem e descem, sobem e descem, e assim sucessivamente, durante minutos e minutos e minutos... intermináveis. Há algodão doce, pipocas, bonecos para animar e bolas para atirar aos bonecos e ganhar prémios.Há tudo isto e outras típicas atracções para os mais pequenos, mas há muito mais. Situado no coração da cidade, é também um jardim com cerca de 1000 árvores que os dinamarqueses gostam de frequentar. É um emaranhado de árvores com água e sombras, com um fantástico restaurante que tem uma estrela Michelin, o The Paul – além de 30 outros espaços de restauração. É um parque de boa disposição, que tem a sua própria orquestra/banda filarmónica/banda de jazz, para ouvir, sentir e para dançar, como se o mundo acabasse amanhã. É, sem dúvida, um parque especial. á www.tivoli.dk

V. A monarquia e os seu palácios
Na verdade não é um local, mas três: o Palácio de Amalienborg Slot, o de Rosenborg Slot, e o de Christiansborg Slot. Por mais que pareça um lugar-comum, numa cidade pequena como Copenhaga torna-se impossível passar ao lado da sumptuosidade inerente à monarquia, um contraste perfeito à atmosfera design que se vive em todo o território. Se não quiser visitá-los todos, apesar de relativamente próximos uns dos outros, opte pelos dois primeiros. Em Amalienborg, residência oficial da família real dinamarquesa desde 1974, além de poder assistir ao render da guarda, poderá visitar os aposentos reais dos antigos monarcas e observar os seus quadros e lembranças pessoais. No Rosenborg Slot, além de poder desfrutar dos seus magníficos jardins, pode ver as jóias reais, incluindo a Coroa do Monarca Absoluto, com quase três quilos de ouro. á www.ses.dk

Entre o sol e a chuva
A bicicleta é uma constante em qualquer zona desta cidade completamente plana
Observar o mapa da cidade e ver a forma como está ordenada não deixa de ser uma surpresa. Ainda que esta não seja a cidade dos canais, surpreende a quantidade, a beleza e o dinamismo que estes lhe emprestam.

Uns maiores, outros mais discretos, todos do povo, mas um que é de todos: o Nyhavn. Um canal que nos últimos tempos se tornou um dos bairros mais concorridos e visitados de todo o país. As casas coloridas, em oposição ao resto da cidade, fazem disparar os flashs, e aqui multiplicam-se cafés, restaurantes, bares e esplanadas, lado a lado com os barcos que chegam e partem para mais um vai e vem turístico. Um postal, é verdade, mas daqueles valiosos, dos quais fazemos colecção, ao qual nem os habitantes da cidade conseguem resistir, essencialmente ao final da tarde.

Foi precisamente aqui, no número 20, que viveu Hans Christian Andersen, porventura o homem mais famoso do país. À altura, no século XIX, o bairro era conhecido como o Red Light District da cidade, facto que não o impediu – talvez até tenha servido de inspiração – para escrever alguns dos mais célebres contos infantis de todo o mundo, entre eles O Patinho Feio, A Princesa e a Ervilha, e o incontornável A Pequena Sereia. Apesar de a estória dizer que o personagem meio mulher, meio peixe preferiu morrer ao invés de matar o seu amado, a verdade é que continua bem viva, em forma de estátua de bronze, junto à entrada do porto, sendo o maior ponto de romaria, ex-líbris de Copenhaga.

Dizer que estas são as melhores lojas da cidade seria um erro, tal a quantidade, qualidade e diversidade da oferta, sobretudo, de pequenos ateliers e galerias. Melhores, ou não, são de visita obrigatória

Illums Bolighus
Quem tem problemas em manter as notas dentro da carteira assim que vê produtos exclusivos, terá aqui um grande teste. Há de tudo: candeeiros de Poul Henningsen (e680); cadeiras em miniatura de Arne Jacobsen (e98,50); aparelhagens Tivoli, entre eles Model One Rádio (e191); entre muitos outros produtos de design, desde um conjunto de talheres com 30 peças (e109,45), passando por simples suportes de velas, até uma imensa variedade de sofás.
Amagertorv, 8-10, www.illumsbolighus.dk

Danish Design Center
Tal como o nome indica, é um centro de design, mas também funciona como loja. Há diversas exposições: neste momento pode observar as criações de roupa de alguns estilistas dinamarqueses e as “bicicletas do futuro”, criadas por estudantes universitários. Além da venda de pequenos produtos de decoração, alberga o Flow Market, onde, por alguns euros, poderá comprar embalagens de “silêncio”, “boas vibrações”, “ar limpo” ou “empatia”.
HC Andersens Boulevard, 27, www.ddc.dk

Cykelmageren
É normal que não tenha como objectivo ir comprar uma bicicleta a Copenhaga. Ainda assim, não pode deixar de passar e observar as autênticas obras de arte que saem das mãos de Rasmus Gjesing. Nalguns casos bicicletas antigas a que ele dá um ar contemporâneo, ou, simplesmente o contrário, que já estiveram expostas em galerias de Itália e Nova Iorque. Quem puder pode preparar-se para desembolsar, no mínimo, e1000.
Store Kongensgade, 57, www.mybikes.dk

Dansk Mobel Kunst
Porque as cadeiras, mesas, armários e candeeiros são arte. Porque os dinamarqueses são verdadeiros artistas a produzi-los. Aqui poderá encontrar um valiosíssimo catálogo, onde constam os nome dos melhores designers dinamarqueses na área, entre eles os inevitáveis Arne Jacobsen, Poul Henningsen, Verner Panton, ou Finn Juhl. Entre muitas das peças expostas, algumas são exemplares únicos no mundo.
Bredgade, 32, www.dmk.dk

Royal Copenhagen
Quem diz que a porcelana passou de moda terá aqui uma cabal prova do contrário. Aberta desde 1775, são os produtos da Royal Copenhagen que marcam presença nas refeições e nos banquetes da monarquia. Mas, numa sociedade voltada para o design, eles adaptaram-se e têm cada vez mais produtos inovadores, como por exemplo uma simples caneca com o interior em porcelana e a parte exterior em silicone de várias cores, de forma a evitar as tradicionais queimaduras. Só a visita ao seu Royal Café já valeria pena.
Amagertorv, 6, www.royalcopenhagen.com

Mais um postal? Sim, e pensamos evitá-lo, mas, como quase toda a parte central da cidade se faz sem grande esforço a pé, e para lá chegar pode caminhar sempre junto à água, aquilo que poderia ser um mero cumprir de roteiro turístico acaba por ser um momento prazenteiro – tivessem os lisboetas a mesma possibilidade de caminhar junto ao Tejo e o índice de felicidade dos seus habitantes dispararia em flecha...

Os barcos passam repletos de turistas, chegam autocarros com dezenas de japoneses com o dedo no gatilho, e percebe-se que o moderno sector terciário é uma das forças motrizes da cidade. Ainda assim, surpreendentemente, há sempre uma ambiente de relativa calma no ar – a que ajuda, e muito, o facto de Copenhaga ter pouco mais de 500 mil habitantes. O que não significa falta de animação ou de alegria, ou o tradicional lado frio de que muitas vezes são acusados os países nórdicos.

São, talvez, menos eléctricos, menos stressados, menos expansivos e explosivos que os latinos. Mas são também mais sorridentes que os germânicos e menos dados ao consumo de cerveja que os britânicos, apesar de viverem na terra da Carlsberg e da Tuborg. Como dizia o taxista com a voz de quem sabe: “as pessoas aqui são dadas, mas não são oferecidas”.

Povos há que parecem agir como se estivessem sempre a ser contemplados, já com os dinamarqueses parece acontecer o contrário. A naturalidade é a atitude. Nota-se uma preocupação com as leis que a moda dita, mas de uma forma muito desprendida – pelo menos aparente, já que não fizemos um estudo sociológico ou comportamental profundo. A beleza e compleição física de ambos os sexos, os cabelos loiros, os olhos claros e a pele não demasiado pálida ajudam à criação de um quadro pintado em tons de classe, é verdade. Ainda assim, ou talvez por isso, qualquer peça de roupa ou acessório – quase sempre colorido – lhes parece assentar na perfeição.

Este universo de à-vontade e naturalidade continua mesmo quando a chuva cai, e a verdade é que ela aparece muitas vezes e quando menos se espera. Isto é, os turistas são algumas vezes apanhados desprevenidos, já os dinamarqueses sabem que São Pedro é bipolar, por isso estão sempre prevenidos. Sair de casa com sol não significa que o dia continuará bom, e vice-versa. E o que muda? Quase nada. Retiram os impermeáveis e as galochas do saco (amarelas, verdes, laranja, azuis, com 1001 variações, do mais clássico ao mais psicadélico) e continuam calmamente de headphones nos ouvidos a pedalar as suas bicicletas. As mães que empurram os filhos nos carrinhos de bebé também reagem com total indiferença, apenas colocando a capota transparente por cima das crianças, para que estas possam olhar directamente para o santo que as premiou com um dos climas mais instáveis da Europa. “Não tenham receio. Não é normal chover tanto nesta época, mas daqui a umas horas pode estar bom para ir à piscina, afinal, estamos em pleno Verão.” – À saída de uma padaria, uma senhora atirou esta frase para o ar, sorriu, colocou o pão num cesto e... partiu, a pedalar, perante o olhar espantado e encharcado de um grupo de espanhóis.

Reminiscências de Amesterdão
São inevitáveis as comparações com Amesterdão.

Rasmus Gjesing, mecânico, criador e proprietário da Cykelmageren, loja onde as bicicletas se transformam em peças de arte
Pela estrutura, pela forma e padrão da maior parte das casas – que convivem na perfeição com as novas obras da arquitectura local de que são exemplo maior a Ópera e o “Black Diamond”, edifício de artes e espectáculos acoplado à Royal Library, carismática biblioteca muito frequentada pelos dinamarqueses. Pelos canais, pela quantidade de gente que anda de bicicleta e pelas vias pedonais. A Strøget, palavra que em dinamarquês significa “risca”, é a maior de todas elas, constituída por cinco ruas interligadas, e local de passagem incontornável na hora de percorrer a cidade, pois fica situada bem no centro, sendo aí que se encontra o maior aglomerado comercial.

Mas não se ficam por aqui as semelhanças com a capital holandesa. Tal como em Amesterdão também há um Red Light District, ainda que, convenhamos, sem a mesma grandeza da sua congénere. O objectivo será criar algo semelhante, contudo, para já – e apesar dos muitos hotéis que já existem por perto – não é mais do que uma zona à procura de identidade, entre imigrantes e personagens duvidosos. Nada de perigoso ou transcendente. Ainda assim, convenhamos, as cidades perfeitas ainda estão para nascer – se é que alguém faz questão em viver numa.

Restaurante ao ar livre e grafitti no “Estado Livre de Christiania”; a Ópera, do dinamarquês Henning Larsen, e o “Black Diamond”, extensão da Royal Library, são exemplos da arquitectura moderna (em cima). O colorido Nyhavn (em baixo)
Isto é, foi precisamente com esse objectivo que, no começo da década de 70, um conjunto de hippies formou o “Estado Livre de Christiania”. Na Holanda o consumo e venda de drogas leves é legal, nesta comunidade situada na parte sul da cidade foi-o até 2004. É uma espécie de comunidade autónoma, que tem as suas próprias infra- -estruturas, escolas e sistemas de governação, financiados pelos lucros dos cafés, restaurantes, venda de artesanato, e naturalmente, do haxixe e da cannabis. Antigos hippies, novos freaks, gente que se degradou, gente que diz que se purificou, gente livre, solta, gente à parte e quase apátrida. Cerca de 900 pessoas que vivem em casas coloridas repletas de grafittis, junto a milhares de velhas bicicletas amontoadas, que chegam a parecer obras de arte, e que organizam animados e perfumados concertos ao vivo. Há de tudo um pouco. Durante mais de três décadas, e impotente para travar o crescimento, o reconhecimento e o prestígio internacional que o espaço vinha granjeando, o governo apelidou a comunidade de “experiência social”. Parecem ter-se fartado agora, e procuram uma forma para lentamente lhe retirar a sua força e a levar à extinção. Antes que tal aconteça, e mesmo aqueles que não fumam, pois para contemplar nem sempre é preciso travar, não deve deixar de passar por lá. Sem crianças, como convém.

Mas não se preocupem os pais, pois Copenhaga tem espaço para toda a gente, e vir aqui com os mais pequenos não será de forma alguma um fardo. Poderão ainda não perceber o charme que a cidade emana, mas esta também guardou para eles um pozinhos mágicos. Curiosamente, observar os jeitos, trejeitos e protocolos da monarquia pode ser um momento de inesperada animação em família.

Paul Cunningham, o simpático britânico que é um dos chefs mais conceituados da Escandinávia, com uma estrela Michelin ganha no seu restaurante, The Paul
Não esqueçamos que no país ainda habitam os príncipes, as princesas e a rainha, e mesmo os que defendem que o regime de sangue azul é apenas um desnecessário e provecto exercício de estilo, raramente lhe conseguem ficar indiferentes. O render da guarda é em desses exemplos. Todos os dias, por volta das 11h45m, a Livgarden (guarda real) marcha desde Ostergade, na zona central, até ao Amalienborg Slot, palácio onde vive a rainha Margarida II. Se a monarquia, por si só, já possui uma carga solene e cerimonial exagerada, este é um momento quase caricatural, pois, convenhamos, não é todos os dias que se pode ver uma dezena de soldadinhos de chumbo trajados de azul, com um felpudo chapéu XXL, a parar nos semáforos, ao mesmo tempo que continuam a marchar sincronizadamente e esperam com pose, profissionalismo e paciência, que o sinal verde dê a guia de marcha. Sorri-se, é inevitável. Aliás, onde quer que se esteja, há sempre sorrisos. Há um bom feeling geral, a maior parte das pessoas elogia o país, o seu poder económico, a baixa taxa de desemprego, a alta tecnologia e por aí fora... O facto de terem sido um dos países que preferiram manter a sua moeda ao invés de entrar no euro, pode explicar alguma coisa. “Pena não termos o vosso clima”, dizem, quando percebem que somos portugueses, o que não deixa de soar a consolação. Eles sabem do que falam, pois são cada vez mais os que nos visitam, sendo Lisboa e Algarve nomes familiares. O que mais gostam no nosso país? Dos campos de golfe. Deve ser da paixão pelos espaços verdes.

Para uma pausa entre compras e passeios pela cidade, eis uma lista de cafés, bares e restaurantes que comprovam a vocação estética, bon-vivant e gourmet da capital da Dinamarca

Umami
Restaurante de visita obrigatória para aqueles que gostam de comida japonesa. Design e ambiente requintado distinguem este espaço perfeito para jantar. No piso térreo pode começar por tomar um aperitivo – dizem ter a maior e melhor selecção de sakés de Copenhaga – ao som das suaves batidas jazz/funk do DJ permanente. No piso superior pode deliciar-se com “uma cozinha japonesa contemporânea, a par dos ensinamentos da cozinha francesa. Há o tradicional sushi e sashimi, pratos de carne, vegetarianos e alguns exercícios de estilo à gaulesa.
St. Kongensgade, 59, tel. 3338 75 00, www.restaurantumami.dk

Zirup
Café/restaurante situado junto da rua pedonal Strøget, é um dos locais onde melhor perceberá o ambiente de Copenhaga. É o ponto de encontro cool da cidade, e o local ideal para ver e ser visto, mesmo quando se é forasteiro. O menu acompanha o espírito, composto por saladas ou hambúrgueres, que conservam o estilo na apresentação. Além do almoço ou jantar, é também ideal para o brunch ou lanche, podendo este último ser acompanhado por uma caipirinha.
Laederstraede, 32, tel. 0045 32 3313 50 60, www.zirup.dk

Quote
Um café/restaurante/bar com muito estilo, em tudo semelhante ao Zirup, apenas com um pouco mais de turistas, fruto da sua localização, entre o canal Nyhavn e a principal praça, Kongens Nytorv. Além das caipirinhas, mojitos e afins, pode optar por cocktails de fruta com muito espírito, mas sem álcool.
Kongens Nytorv, 8-16, tel. 3332 51 51, www.cafequote.dk

Custom House
Mesmo em frente à água, com uma deliciosa esplanada a explorar nos dias de sol, este, na realidade, não é um, mas sim três restaurantes. O descontraído Bar & Grill, com cozinha dinamarquesa e europeia; o japonês Ebisu; e o italiano Bacino.
Havnegade, 44, tel. 0045 3331 01 30, www.customhouse.dk

Bastionen Loven
Numa casa do século XVII, na parte sul da cidade, rodeada de árvores e perto da água, transporta-nos para o campo, e é o cenário ideal para um jantar mais íntimo ou para uma daquelas reuniões de família, condimentadas com histórias mil. A cozinha é tipicamente dinamarquesa.
Christianshavns Voldgade, 50, tel. 32 950 940, www.bastionen-loven.dk

Victor
Para jantar, tomar um copo de vinho ou simplesmente um café. Numa rua paralela à Strøget, é um pedaço de França na capital dinamarquesa. Uma brasserie ideal para refeições mais leves, com um restaurante, onde, claro, não falta o foie gras.
Ny Ostergade, 8, tel. 0045 3313 36 13, www.cafevictor.dk

As estrelas
Para que possa espreitar e ficar com água na boca, aqui ficam as moradas dos restaurantes gourmet, todos eles distinguidos com estrelas do guia Michelin.
The Paul – www.thepaul.dk
Formel B – www.formel-b.dk
Noma – www.noma.dk
MR – www.mr-restaurant.dk
Sollerod Kro – soelleroed-kro.dk
Era Ora – www.era-ora.dk
Ensemble – restaurantensemble.dk
Hong Hans’ Kaelder – www.konghans.dk


Ao final da tarde, quando o Sol aparece, além da romaria para as esplanadas, também os vários jardins da cidade ganham uma vida especial. O Kongens Have é o mais antigo e um dos mais concorridos, espaço no qual está integrado o Palácio Rosenborg Slot, e onde estão expostas as jóias reais, incluindo a coroa. A maior parte dos turistas não consegue resistir a espreitar o tesouro, os copenhaguenses encostam as bicicletas, dão uns toques na bola, lêem, dormitam, namoram e mantêm-se suavemente a sorrir – as réplicas de Helena Christensen (antiga supermodelo dinamarquesa) apresentam-se aqui mais soltas e belas do que nunca...

A capital da gastronomia
Restaurante e quarto do First Hotel Skt Petri, uma das moradas mais em voga de Copenhaga (no topo); quarto do jovem e irreverente Hotel Fox (em cima); e Café Norden, na Amagertorv, bem no centro comercial da cidade (à dir.)
“Que raio de comida, quem me dera o meu pãozinho e a minha manteiguinha!” Quem já não terá ouvido a expressão de um qualquer português, em qualquer parte do mundo? Aqui será difícil isso acontecer, tão visível é a paixão dos dinamarqueses pelo pão – só tem de ter cuidado com a manteigRANTESa, bem mais salgada do que a nossa. Do pequeno-almoço ao jantar, das refeições mais leves às mais pesadas, está sempre presente e em formatos, diversidade e sabores tão vastos quanto surpreendentes.

É a primeira surpresa esta, a outra é quando percebemos que mesmo se não houvesse pão, dificilmente nos lembraríamos dele, tal é qualidade da oferta em termos de restauração e qualidade da sua própria gastronomia, essencialmente à base de peixe.

No centro, nas ruas principais ou paralelas, ou nas charmosas pracetas – que, por vezes, também fazem lembrar Roma – há cafés, bares e restaurantes para todas as horas, vontades e gostos (cozinha dinamarquesa, italiana, francesa, japonesa, entre outras) mas, acima de tudo, todos com muito bom gosto. Não dá para evitar a repetição. Mais uma vez tudo parece que assenta bem, e não são precisos grandes processos nem técnicas secretas, apenas mobiliário simples, umas velas, bom gosto quanto baste, e está feito. Que tarefa árdua seria explicar a esta gente o que é uma tasca...

Além deste universo, mais ou menos acessível a todas as carteiras (no geral, o custo de vida é pouco mais elevado do que em Lisboa), há um outro mundo: o dos restaurantes gourmet. Em Copenhaga, há nada mais nada menos do que oito casas com estrelas Michelin, e outras duas com uma estrela crescente, o que significa que serão premiadas no ano seguinte. Mais do que em toda a Escandinávia, tornando a cidade um espantoso caso de sucesso e cada vez mais uma referência na gastronomia mundial – numa evolução que, à semelhança do que aconteceu na área do design, se deu na última década.

Axel Hotel

Caso tenha vontade e dinheiro para experimentar, tem no Noma, único com duas estrelas, a referência máxima, mas o The Paul é, porventura, o mais interessante para desfrutar. Situado em terrenos improváveis para um restaurante desde tipo, o parque de diversões Tivoli – espaço, ainda assim, com uma aura diferente da de qualquer parque temático (ver caixa) – é um verdadeiro hino àquilo que deve ser um local para amantes da gastronomia, comensais, epicuristas e apaixonados pela vida em geral. Comida com inspirações francesas, produtos “caseiros” e, curiosamente, um chef inglês, Paul Cunningham, dono de uma boa disposição desconcertante e contagiante. “Trabalhava num hotel em Inglaterra, até que um dia passou por mim uma dinamarquesa e nunca mais fiquei igual. Tive de a forçar a casar comigo e acabei por vir aqui parar. Confesso que, por muito que goste dela, ainda me custa muito conduzir na estrada”. Por causa de circular em sentido inverso? “Não, não, devido à beleza das mulheres”.

O edifício da década de 50, airoso, rodeado de verde, vidrado e com uma decoração leve, onde impera o branco e as cores suaves, acompanha o sopro de alegria e loucura.

É de arte que estamos a falar. “Sem boa disposição não se consegue colocar um sorriso na cara das pessoas. Sem arte não há comida. É isso que terão aqui”, disse-nos Paul. E sem arte não há vida. Dizemos nós. Não restam dúvidas, em Copenhaga há as duas, em doses mais do que suficientes.

Agradecemos a colaboração da TAP e da Design Hotels

Como ir
A TAP Portugal (tel. 707 205 700, www.flytap.com), tem voos diários e directos Lisboa-Copenhaga, com saída da capital portuguesa às 9h15 e chegada à capital dinamarquesa às 13h45. O voo de regresso tem hora marcada para as 14h30, com chegada prevista às 17h05. As tarifas começam a partir dos e215, com taxas incluídas.

> Informações úteis
Diferença horária: mais uma hora do que em Portugal continental.
Temperatura: Em pleno Verão a temperatura é amena, à volta dos 20°C. Contudo, o tempo é imprevisível, por isso esteja preparado para viver as quatro estações durante um só dia. Mesmo que o sol raie, leve sempre consigo um agasalho. Mesmo que chova, tenha sempre ao pé um fato-de-banho.
Indicativo telefónico: 00 45
Moeda: A Dinamarca foi um dos poucos países que em Janeiro de 2002 não aderiram à moeda única, mantendo a Coroa. 1 euro = 7.43931 Dkk. O ideal será trocar dinheiro à chegada ao aeroporto.
Transportes: A cidade tem uma completa rede de autocarros e várias linhas de metro, além de muitas praças de táxi, mas andar a pé é a melhor opção, pois a sua dimensão é relativamente pequena. Fazer um passeio de barco é também uma boa opção.
Comércio: As compras são outro dos atractivos de Copenhaga. Por toda a cidade sucedem-se lojas de roupa, de mobiliário e de acessórios, com todo o tipo de objectos para preencher a casa. A rua pedonal Strøget, bem no centro, apesar de ser a mais turística, é a que concentra o maior número de ofertas. As lojas abrem por volta das 10h00 e fecham por voltas das 18h00.
Mais informações: www.visitcopenhagen.com

> Hotéis
First Hotel Skt Petri – Krystalgade, 22, wwwhotelsktpetri.com
Reservas através da Design Hotel, www.designhotels.com
Hotel de design de cinco estrelas, situado bem perto do centro, ganhou em 2006 o galardão de melhor hotel do país, nos prémios de turismo dinamarqueses. Apesar de estar situado ao lado de uma igreja antiga, da qual herdou o nome, é espaço moderno, minimalista, com um atendimento personalizado e cheio de gente jovem com um sorriso na lapela. Tem 268 quartos, incluindo 24 suites, restaurante, sala de fitness e possibilidade de fazer tratamentos de beleza ou sessões privadas de yoga, mas um dos pontos mais sedutores é o seu Café Blanc. Situado no piso térreo, é um espaço cosmopolita, frequentando tanto pelos hóspedes como por qualquer outra pessoa, que pode desfrutar da sua variedade de cocktails, cafés ou saborosas panquecas, ao mesmo tempo que pode ler a imprensa – ler em dinamarquês será complicado, mas há uma grande variedade de títulos internacionais. Preço por noite a partir de €215.

Hotel Fox – Jarmers Plads, 3, tel. 0045 3313 30 00, www.hotelfox.dk
Um hotel irreverente, feito especialmente a pensar num público jovem, que se enquadra na perfeição no espírito da cidade. Há um quarto com moscas e aranhas gigantes desenhadas na parede, outro que recria um ambiente erótico a fugir ao sadomaso, ou recheado de grafittis. Na hora do pequeno-almoço tem direito a um tabuleiro onde pode colocar as sanduíches já feitas, uma mesa para colocar o portátil, e o restaurante tem uma parte em que pode comer de pé. Estranho? Não. O gerente explica. “Este é um local que nós queremos que tenha estilo, mas que, acima de tudo, reflicta o estilo de vida hoje em dia. As pessoas hoje acordam, vêem o mail enquanto tomam o pequeno-almoço, e muitas vezes trabalham enquanto almoçam. Há um grupo grande de gente mexida, independente, que cria, que gosta de artes, e é esse tipo de gente que procuramos”. Preço por noite a partir de €167.

Axel Hotel Guldsmeden – Helgolandsgade, 11, tel. 0045 3331 32 66, www.hotelguldsmeden.com
Guldsmeden é o nome da cadeia, Axel é o nome de um dos seus quatro hotéis, e aquele em que pernoitámos. Aberto recentemente, tem uma decoração de estilo colonial e inspiração balinesa, onde impera a madeira, e tem a interessante característica de todos os seus produtos serem orgânicos, desde os cremes aos champôs. Tendência que mantêm ao pequeno-almoço, onde está o omnipresente pão, além de várias compotas, sumos de fruta, deliciosos queijos e, para os mais corajosos, ou de estômago forte, há também alguma charcutaria à disposição. Alguns dos quartos, os mais pequenos – pequeninos mesmo, mas confortáveis q.b. –, possuem beliches, e dois leitores de DVD, porventura para evitar discussões entre irmãos. Preço por noite a partir de €140.

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