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a boca
Paris
- Doces
Adoçar a boca
Esqueça as dietas e os regimes. Pelo menos
enquanto estiver em Paris, pois muitas das suas melhores recordações
de viagem podem ter um gosto açucarado.
LENÔTRE
48,
Ave. Victor-Hugo, tel.: (00.33.1) 45022119
É, e muito merecidamente, apontada como uma das melhores pastelarias
de Paris, merecendo especial destaque a sua tarte de maçã
(sabor intenso a fruta e massa estaladiça), o mil-folhas (qualquer
semelhança com os exemplares vendidos em Portugal é
mera coincidência) e o palmier.
A loja é ampla e permite ao cliente um contacto directo com
a grande maioria dos produtos ali expostos (além de devidamente
protegidos ou embalados, há umas mesinhas de pé alto
que permitem a degustação in loco). Pode ainda participar
em classes de quatro horas sobre bolinhos e tartes de chocolate.
LADURÉE
16,
rue Royal, tel.: (00.33.1) 42602179
Existe uma nova Ladurée, maior e com serviço de jantares,
na Champs Elysées, mas é este salão de chá
que continua a merecer os mais rasgados elogios. Em causa não
está só o décor (faustoso com espelhos, querubins
e muitas mesas), mas também a clientela (très chic)
e o aprumo dos empregados.
A sua grande atracção são os macaroons (bolachinhas
recheadas que se desfazem na boca), mas duas vezes por ano, em Abril
e Outubro, os chefs Gaudard e Andrieu apresentam as suas novidades.
RICHARD-DESIGN ET CHOCOLAT
253,
Boulevard Saint-Germain-des-Près, tel.: (00.33.1) 45556600.
Os pergaminhos desta casa chocolateira remontam já a 1925,
altura em que os seus destinos eram comandados pelo mestre Joseph
Richart. Hoje, duas gerações mais tarde, Richart tornou-se
sinónimo de fazer bons chocolates e já levou à
abertura de lojas em Nova Iorque e Tóquio. Vale a pena passar
nem que seja só para admirar as belas vitrinas recheadas de
bombons "puro design".
ANGELINA
Rue de Rivoli
Numa
cidade recheada com tantos e bons cafés, o Angelina arriscava-se
a ser mais um. Mas não. Além de partilhar as arcadas
com nomes sonantes como o Hotel Meurice, este é o lugar certo
para tomar um bom pequeno-almoço ou lanche, em que deve cumprir
o ritual obrigatório de degustar a especialidade da casa: um
delicioso chocolate quente africano. Custa pouco mais de mil escudos,
mas vale a pena!
JEAN-PAUL HÉVIN
231,
rue St.-Honoré, tel.: (00.33.1) 55 353596
Fazer chocolate é assunto muito sério nesta casa, pelo
que o próprio mestre chocolateiro aconselha a que as suas criações,
verdadeiras delicatessen, sejam consumidas no prazo de 10 dias após
a sua compra.
Existe uma enorme variedade, mas o que desperta maior curiosidade
e gula são as caixas com imagens monocromáticas da construção
da Torre Eiffel, os chocolates de aperitivo (recheados com Roquefort,
queijo de cabra ou outro tipo de queijos), as tablettes com 75% de
cacau (Java, Caracas, Equateur, Chuao, Trinité, Madagascar,
Colombie e Venezuela) e as tablettes com diferentes intensidades de
chocolate negro (66 a 85%).
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