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Paris
- Museus
Ao vivo e a cores
Não, não lhe vamos falar do Louvre,
apesar de este museu ser uma referência incontornável
e de apresentar constantemente novidades. Concentrámo-nos antes
num punhado de espaços que costumam ficar fora dos roteiros
mais clássicos, mas que merecem, sem dúvida, a sua atenção.
MUSÉE D'ORSAY
1,
rue de Bellechasse, tel.: (00.33.1) 40494814. Fecha à segunda.
Esta antiga estação de comboios teve de esperar longos
anos pela sua reabilitação, mas valeu a pena, já
que, hoje, é um dos melhores museus de Paris. Tirando partido
do seu interior amplo e luminoso, de Gae Aulenti, instalou-se ali
um vasto acervo que cobre praticamente todo o século XIX e
engloba escolas e correntes tão distintas como o romantismo,
o classicismo, o realismo, o naturalismo, o orientalismo, o impressionismo,
o simbolismo ou o fauvismo. Imperdível.
MUSÉE RODIN
77,
rue de Varenne, tel.: (00.33.1) 47050134. Fecha à segunda
Quando o edifício que hoje abriga o museu de Rodin foi construído
estava destinado a ser "o" hotel de charme de Paris, mas
os anos e a História trocaram-lhe as voltas. Nada mais justo,
no entanto, que se tenha criado neste bonito espaço (além
do edifício, há um imenso jardim onde estão dispostas
esculturas do mestre como O Pensador) um lugar que prestigia a memória
de um dos maiores escultores de sempre.
Entre
os muitos trabalhos expostos (inclusive da própria Camile Claudel),
destaque para O Beijo, A Mão de Deus e os estudos preparatórios
para A Porta do Inferno, uma obra encomendada pelo museu de artes
decorativas que não chegou a ser acabada.
MUSÉE PICASSO
Hôtel Salé, 5, rue de Thorigny. Fecha
à terça
A obra deixada por Pablo Picasso parece ser inesgotável e suficientemente
grande para caber em diversos museus e para dar a origem a diversas
exposições temáticas um pouco por todo o mundo.
Neste caso, estão ali 230 pinturas, 3000 desenhos e estampas
e 83 cerâmicas doadas pela família ao Estado francês.
Vale a pena também pelo próprio espaço, bastante
sereno.
MUSÉE DELACROIX
6,
Place de Furstenberg, tel.: (00.33.1) 44418650. Fecha à terça.
É um pequeno bijou dedicado à memória de um pintor
de génio que ali viveu e morreu em 1863. Como tem a dimensão
real de um apartamento-atelier, a visita é rápida mas
permite contacto não só com algumas das suas obras,
mas também, e isso é notável, com os seus instrumentos
de trabalho e de uso quotidiano. Não deixe de descer até
ao agradável jardim nas traseiras da casa.
MUSÉE NATIONAL DU MOYEN-ÂGE
6,
place Paul Painlevé, tel. : (00.33.1) 53737816. Fecha à
terça. É um verdadeiro must mesmo para quem acha que
já teve a sua dose de Idade Média durante os tempos
de escola. Para começar, trata-se de um belo edifício,
o Hôtel de Cluny construído pelos monges, que alberga
um vasto espólio que faz viajar através dos séculos,
mas a grande novidade é o novo jardim cultivado à boa
maneira medieval que permitirá uma viagem sensorial.
GALERIE NATIONALE JEU DU PAUME
1,
place de la Concorde, tel.: (00.33.1) 42606969. Fecha à segunda
A criação do Musée d'Orsay esvaziou um pouco
esta galeria, já que toda a colecção de obras
impressionistas, que ali estiveram entre 1947 e 1986, transitaram
para lá. No entanto, continua a valer a pena passar pelo Jeu
du Paume para visitar as suas exposições de arte contemporânea.
INSTITUT DU MONDE ARABE
1,
rue des Fossés-Saint-Bernard. Fecha à segunda
Mesmo para quem não é muito chegado a museus, este vale
bem a pena pois ultrapassa em muito o conceito de museu tradicional.
Para começar, o projecto arquitectónico, de Jean Nouvel,
brinda-nos com um edifício extraordinariamente moderno que
tem a particularidade de ostentar na sua fachada inúmeras células
fotoeléctricas, hipersensíveis à luz, que doseiam
e filtram a sua passagem para o interior.
Depois,
há uma cafetaria e um restaurante, no terraço panorâmico,
com especialidades árabes, ideais para uma pausa enquanto se
vai visitar o museu, uma das exposições temporárias
ou consultar a biblioteca.
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