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   XLRotas & DestinosEspeciais > Amazónia - Um destino por descobrir
E S P E C I A L   A M A Z Ó N I A Setembro de 2004  
   

P U B L I C I D A D E
Como ir
Não existem voos directos de Lisboa para a Amazónia.
A melhor opção é apanhar um voo da TAP-Air Portugal (Tel.: 707 205 700; www.tap.pt) ou da Varig (tel. 214 245 170; www.varig.pt) para o Rio de Janeiro ou outra cidade brasileira e aí fazer a ligação até Belém ou Manaus pela Varig ou pela TAM.

 • Transportes internos: Para o interior da Amazónia existem travessias regulares de barco e de avião. Santarém está ligada a Belém através de voos diários (uma hora aproximadamente) ou de barco, cuja viagem demora mais de dois dias, ao longo do rio Amazonas. Também pode chegar a Manaus através de voos domésticos. O Aeroporto Eduardo Gomes fica apenas a 15 quilómetros do centro da cidade. As viagens por via terrestre para Manaus incluem, geralmente, longos trajectos de barco ou balsa.

Para se deslocar entre as várias cidades e localidades, as lanchas e outro tipo de embarcações são o meio de transporte mais aconselhado. No caso de grandes distâncias é preferível optar pelo transporte aéreo, através de voos regulares ou de aerotáxis, muito utilizados naquela região.

Informações úteis
 • Superfície: 5,5 milhões de quilómetros quadrados
 • Documentação: Passaporte com validade superior a seis meses.
 • Moeda: O real vale aproximadamente um terço do euro. Os cartões de crédito são aceites nas lojas, nos hotéis e nos restaurantes, mas nem todas as caixas ATM têm acesso às principais redes internacionais. Quando viajar para o interior da floresta opte sempre por levar algum dinheiro. Existem moedas de R$1 e 50, 25, 10, 5 e 1 centavos, e notas de R$1, 5, 10, 50 e 100.
 • Diferença horária em relação a Portugal Continental: Menos três horas em Belém, menos quatros horas em Santarém.
 • Indicativo telefónico do país: 00 55 (para o Brasil) + 91 (para Belém) ou + 92 (para Manaus).
 • Telemóveis: Os operadores nacionais não têm acordos de roaming com o Brasil.
 • Clima: Equatorial, quente e húmido, com temperaturas anuais que variam entre 21ºC e 42º. A temperatura média anual é de 28ºC. A humidade pode chegar aos 100%, o que aumenta a sensação de calor. A pluviosidade apresenta dois períodos distintos – de Novembro a Abril, quando chove mais, e de Maio a Outubro, quando chove menos.
 • Saúde: Levar repelente de insectos e um protector solar com elevado factor de protecção.
 • Vestuário: Roupa ligeira e fresca, t-shirts, calções de algodão e sandálias para a cidade. Para as expedições na floresta aconselham-se calças, camisolas de manga comprida e botas ou sapatos fechados para evitar o ataque dos insectos. Não esquecer de levar um chapéu.
 • Fotografia: Antes de fotografar alguns animais, certifique-se junto do guia se o pode fazer.
 • Língua: Nas cidades da Amazónia brasileira o Português é a língua oficial. Nas povoações indígenas existem dezenas de dialectos, mas facilmente encontrará alguém que fale Português.

Para saber mais
Embaixada do Brasil em Lisboa: Estrada das Laranjeiras, 144, 1649-021 Lisboa, Tel.: 21 7248510.
Portal Brasileiro do Turismo – www.embratur.gov.br
Paratur – Companhia Paraense de Turismo, Tel.: 00 55 912120575 / 00 55 912120669. E-mail: turismo@prodepa.gov.br; www.paratur.pa.gov.br
AmazonasTur – www.amazonastur.am.gov.br
Amazónia brasileira – www.amazonia.org.br
Manaus – www.manausonline.com
Aeroporto Internacional de Belém - Av. Júlio César, km 12, Tel.: 00 55 (91) 210-6039
Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, Manaus - Av. Santos Dumont, 1350, km 16 tel: 00 55 (92) 652-1212

Onde ficar

Em Belém
 • Hotel Hilton - Tem todas as comodidades de um hotel de cinco estrelas urbano, incluindo health clube uma pequena piscina. Fica situado mesmo no centro da cidade, junto ao Teatro da Paz.
Contactos: www.hilton.com; Avenida Presidente Vargas, 882, Belém; Tel.: 00 55-91-2177000 Fax: 00 55-91-2252942

Na Ilha de Marajó
 • Hotel-Fazenda Sanjo - Unidade de turismo rural no meio de uma planície inundável, ideal para quem quer desfrutar dos prazeres de uma fazenda tradicional. Entre os programas disponíveis destacamos os passeios
a cavalo e a observação dos búfalos-de-água. Os quartos são simples e confortáveis. Para chegar à fazenda temde alugar uma lancha em Soure, a 35 quilómetros. Ao longo do percurso tem oportunidade de apreciar a fauna e a flora da ilha.
Contactos: www.marajo.tur.br; e-mail: fazendasanjo@yahoo.com.br; Tel.: 00 55 (91) 91454475/2281385
 • Fazenda S. Jerónimo - Também situada no município de Soure, esta fazenda é especializada em turismo ecológico. Quem quiser preencher os seus dias em contacto com a natureza tem ao seu dispor passeios pelos mangais e uma fantástica praia fluvial onde pode usufruir de uma paisagem paradisíaca salpicada de coqueiros.
Contactos: www.marajo.tk; e-mail: saojeronimo@canal13.com.br; Tel.: 00 55 9137412093/96123913/96123233
 • Pousada dos Guarás - Localizada em Salvaterra, perto de Soure, a pousada dispõe de um complexo de chalés, uma piscina e acesso directo às praias do rio Tocantins. Os chalés têm TV, ar condicionado e minibar.
Contactos: www.pousadadosguaras.com.br; Tel.: 00 55 91 40055656

Em Santarém
 • Hotel Beloalter - A 35 quilómetros de Santarém, na localidade de Alter-do-Chão, este é, sem dúvida, o melhor empreendimento turístico da região. Junto das praias fluviais do rio Tapajós, tem uma ampla capacidade de alojamento, com quartos equipados com minibar, TV e ar condicionado. O complexo dispõe ainda de uma piscina, restaurante, jardim e uma pequena praia privativa.
Contactos: www.beloalter.com.br; e-mail: reservas@beloalter.com.br; Tel.: 00 55 935271247/48

Em Manaus
Os alojamentos de selva, conhecidos por lodges, são empreendimentos construídos no meio da selva, na margem dos rios ou mesmo flutuantes, sobre as tranquilas águas do Amazonas. Nesses locais o visitante poderá sentir-se, de facto, integrado, em perfeita harmonia com o universo da floresta.

 • Tiwa - A apenas nove quilómetros de Manaus, este hotel oferece aos seus clientes aconchegantes cabanas, decoradas em estilo rústico. Nos terraços de cada cabana é possível passar bons momentos de descontração, aproveitando o conforto das espreguiçadeiras. Se quiser usufruir de todas as actividades ao seu dispor prepare-se para uns dias bastante agitados. Os programas incluem pesca, passeios de bicicleta pela floresta e todo o tipo de animações preparadas pelos monitores do hotel.
Contacto: www.tiwaamazone.com; nfo@tiwaamazone.nl

 • Ariaú Jungle Towers - O mais popular hotel da selva já albergou personalidades do mundo inteiro, como Bill Gates e Steven Spielberg. Construído sobre palafitas gigantes, o complexo de apartamentos oferece conforto e requinte aos seus visitantes. As suites encontram-se no cimo das árvores e é necessário alguma coragem para percorrer os sete quilómetros da passadeira aérea que liga as várias zonas do complexo. Com capacidade para 600 pessoas, entre apartamentos e suites, o hotel dispõe de três piscinas, heliporto, duas torres de observação e um auditório panorâmico com vista sobre
o rio Negro. Os pacotes Ariaú disponíveis incluem excursões pela floresta com passeios de canoa, caminhadas pela selva, pesca de piranha, visita às aldeias nativas e passeios nocturnos com observação de animais.
Contactos: www.ariautowers.com

 • Amazon Lodge - A simpatia dos funcionários imprime um clima caloroso e confortável a este lodge.
Os visitantes têm aqui a oportunidade de saborear o requinte dos pratos típicos da Amazónia. A decoração rústica, aproveitando as matérias-primas da região, permite usufruir do autêntico ambiente da floresta.
O principal inconveniente é a falta de infra-estruturas, nomeadamente casas-de-banho privadas.
Contactos: naturesafaris.com.br; R. Flavio Espirito Santo N º 1, Kissia II, 69040-250, Manaus; Tel.: 00 55 926566033

 • Amazonat - A duas horas de automóvel do aeroporto de Manaus, este complexo é o único da região a ostentar o título de qualidade do International Ecotourism Club. Os percursos pedestres preparados pelos especialistas da zona permitem apreciar todo o ambiente envolvente e dispõem de várias zonas de descanso, para quem quiser relaxar durante o passeio. O verdadeiro espírito de aventura tem de estar bem presente nos seus hóspedes, uma vez que o hotel não dispõe de água quente nem ar condicionado.
Contactos: www.amazonat.com.br; Amazonat Jungle Lodge Brazil 1273, 69006-970; Tel.: 00 55 92 328-1183

 • Ecopark - Hospedar-se neste hotel permite-lhe uma experiência única: mergulhar nas águas negras das piscinas naturais ou, se preferir, nas praias do rio Negro. Os 64 apartamentos disponíveis estão equipados com água quente e instalações para deficientes.
A proximidade do aeroporto, apenas a 15 minutos de automóvel e 15 de barco, revela-se um inconveniente para quem procura a tranquilidade da floresta, uma vez que esta é, talvez, uma das infra-estruturas turísticas mais procuradas da região.
Contactos: www.amazonecopark.com.br; Tel.: 00 55 92 9146 0594 /00 55 92 9146 0595 / 00 55 92 9117 1700

 • Flotel Piranha - Recentemente remodelado, este hotel é, na verdade, um complexo de 20 apartamentos flutuantes. A partir da torre de observação é possível assistir diariamente a um magnífico espectáculo: o voo das garças, dos mergulhões e das ciganas que se passeiam nas proximidades do hotel. Os acessos precários desmobilizam alguns turistas que não querem perder meio dia a saltar de barcos para autocarros até chegar a este pequeno paraíso.
Contactos: www.naturesafaris.com.br

 • Pousada Uacari-Mamirauá - Integrada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, estas instalações são administradas pela própria população local. Os cinco chalés encontram-se divididos em dez confortáveis apartamentos. Os pratos preparados com os ingredientes da região transformam as refeições num verdadeiro manjar dos deuses. A pousada fica a
450 quilómetros da Manaus. A melhor forma de chegar à reserva é através de um voo para Tefé – com duração de uma hora – seguido de um percurso em barco rápido (voadeira) para a pousada – mais uma hora e meia.
Contactos: www.mamiraua.org.br

Gastronomia
Segundo os especialistas, a genuína culinária brasileira tem as suas raízes nos sabores da floresta. Com mais de duas mil espécies de peixes, o pescado é a base da alimentação dos habitantes da Amazónia. A gastronomia local oferece uma variedade de pratos com predominância indígena, aos quais se aliam as influências portuguesa, africana e francesa. Junto com as deliciosas frutas tropicais de sabor marcante, as pimentas e a farinha de mandioca, a culinária regional representa a exuberância e a riqueza da natureza amazónica.

Os principais peixes são o tambaqui, servido assado ou em caldeirada, o pirarucu, conhecido como o bacalhau da região devido ao processo de conservação em sal utilizado. Muito apreciado é também o tucunaré,
de sabor delicado e servido em caldeiradas, ou o jaraqui, muito consumido pela população com farinha e molho de pimenta. A farinha de mandioca de vários tipos é um dos principais acompanhamentos, juntamente com as verduras e as pimentas malagueta, murupi ou de cheiro. Regra geral, são servidas com molho de tucupi, também extraído da mandioca e de sabor marcante, com um alto grau de acidez. Para acompanhar as refeições peça sumos de frutas regionais que também servem de base para os doces, as geleias e os sorvetes de sabor delicioso e invulgar. Cupuaçu, graviola, taperebá, buriti e maracujá são as frutas mais apreciadas.

Parques naturais e reservas

 • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM)
Esta reserva foi criada em 1990 como Estação Ecológica pelo Governo do estado do Amazonas. Possui mais de 300 espécies de peixes catalogadas, incluindo os ornamentais. No Mamirauá vivem também cerca de 400 espécies de aves e cerca de 45 espécies de mamíferos. Um dos mais estranhos é o uacari-branco (cacajao calvus), um macaco de quatro quilos, que se alimenta quase exclusivamente de sementes de frutos. Os uacaris vivem em bandos até 50 indivíduos e percorrem vários quilómetros por dia, à procura dos seus alimentos preferidos. Aqui pode encontrar também algumas das espécies mais importantes de madeiras tropicais.

No interior da reserva vivem algumas populações locais, as principais responsáveis pela preservação deste espaço.

 • Parque Nacional do Jaú
Situado no estado do Amazonas, na Bacia do Rio Jaú, entre os municípios de Novo Airão e Barcelos, este parque foi criado em 1980 e é a maior área protegida do Brasil, com 2 272 000 hectares e um perímetro de 540 km. A via de acesso fluvial é através do rio Negro, utilizando barco ou hidroavião e por via terrestre através da estrada Manacapuru/Novo Airão. A cidade mais próxima da unidade é Novo Airão, que fica a uma distância de 150 km de Manaus. Conta com a exuberância da floresta amazónica e toda a sua biodiversidade de flora e fauna. Telefones: 00 55 (92) 613-3277 / 613-3095.

 • Pico da Neblina
Localizado no estado de Amazonas, no município de São Gabriel da Cachoeira, este parque encontra-se em funcionamento desde 1979. Actualmente abriga uma pequena população indígena, os yanomami. Possui uma área de 2 200 000 hectares. Os transportes fluviais e aéreos constituem as melhores opções para se chegar até ao parque. O acesso fluvial é feito através do igarapé Itamirim e dos rios Cauaburi e Sá. A cidade mais próxima da unidade é São Gabriel da Cachoeira, que fica a 900 quilómetros de distância de Manaus. O parque conta com uma extraordinária beleza paisagística, destacando-se o conjunto de montanhas, cujo ponto mais alto se encontra a 3014 metros de altitude. A época de menor precipitação é de Agosto a Dezembro. Telefones: 00 55 (92) 6133277 / 6133095.

 • Lago da Piranha
No município de Manacapuru, faz parte do Corredor da Amazónia Central. O Lago da Piranha distingue-se como área prioritária para a conservação do Projecto Nacional de Corredores Ecológicos, criada com o objectivo
de proteger o rico e delicado ecossistema da várzea, promover o desenvolvimento sustentável e melhorar a qualidade de vida das comunidades locais, propiciando também, um grande potencial para pesquisa e educação ambiental. Esta zona possui 103 000 hectares, que representam 14 por cento do território do município de Manacapuru, e está situada à margem esquerda do rio Solimões, próximo da foz do Manacapuru. Possui um hotel flutuante que, além de utilizar a mão-de-obra local, é o primeiro da região com tratamento de água e esgoto.

A Reserva é rota migratória e de reprodução de aves como a garça branca, o jaburu, o jaçanã e o pato do mato. Possui também uma grande variedade de peixes, destacando-se o exótico acari-bodó (loricaria duodecimalis). A vegetação da região é tipicamente de várzea, que se forma numa planície inundada sujeita a cheias sazonais. As espécies vegetais mais frequentes são samaúma, assacu, axixá, gramíneas e agrupamentos de palmeiras. Dista cerca de 110 quilómetros de Manaus – aproximadamente uma hora de barco ou 15 minutos de hidroavião. A reserva oferece os seguintes atractivos: observação de pássaros, observação da flora, caminhadas em trilhas interpretativas, pesca desportiva, safari fotográfico, observação de fauna.
Telefone: 00 55 (92) 3611386.

 • Parque Ecológico de Janauary
A 45 minutos de barco de Manaus, nas margens do rio Negro, o Parque Ecológico do Janauary concentra vários ecossistemas da região. Ao longo de mais de nove mil hectares, os visitantes podem deleitar-se com paisagens de terra firme, várzea e igapós. No local, os turistas passeiam de canoa, tendo assim a oportunidade de admirar a vegetação típica deste ecossistema.

No Lago das Vitórias-Régias, existe uma passadeira rústica que leva o visitante a conhecer esta bela flor amazónica, símbolo da floresta. As agências turísticas oferecem passeios diários ao Lago Janauary que incluem almoço num restaurante flutuante – uma excelente oportunidade para saborear os pratos regiona


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