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   XLRotas & DestinosLugares com história > Aldeia da Cuada


L U G A R E S   C O M   H I S T Ó R I A Setembro de 2007   
   
Na ilha das Flores e, principalmente na Aldeia da Cuada, os dias passam com os olhos postos no mar, na companhia das vacas no pasto e dos passaritos nos pomares, tal como em tempos remotos, mas com o conforto que se exige em pleno século XXI

Texto de sara raquel silva fotos de Pedro Sampayo Ribeiro
   

P U B L I C I D A D E

Aldeia da Cuada
Cuada, Ilha das Flores, Açores
Tel. 292 590 040 ou 292 592 856; www.aldeiadacuada.com
Tarifas: casas T1 a partir de €55, T2 a partir de €65 e T6 a partir de €180 por dia. A estadia mínima é de duas noites e não se servem refeições.
Pequeno-almoço ao ar livre com vista para campos de pasto sem fim, noites estreladas embaladas pelo cantar das cigarras, dias da mais completa serenidade... Estes são apenas alguns dos privilégios de que gozam os hóspedes da Aldeia da Cuada, na ilha das Flores. Abandonada desde os anos 60 do século passado, esta pequena povoação foi completamente recuperada, ou antes, ressuscitada, por Teotónia, nascida na ilha, e Carlos Silva, natural do Pico.

As casas, cerca de dez, são singelas, mas encontram-se equipadas com tudo o que é preciso para uma estadia confortável. Os exteriores permanecem de pedra sem reboco, de acordo com a traça antiga e, até os telhados são cobertos por telha portuguesa de outros tempos, comprada pelas redondezas, já que a original tinha cedido aos rigores dos Invernos açorianos.

No interior, o mobiliário antigo, perfeitamente restaurado, está em consonância com o ambiente rústico deste aldeamento, com prováveis origens no século XVII. Apenas a televisão, o leitor de CDs e a cozinha equipada nos fazem regressar ao presente, que voltamos a esquecer com os olhos postos nos pastos com vista para o mar.

Nas noites mais quentes sabe bem jantar no terraço, delimitado pelos velhos muros de basalto. Mas, se arrefecer, acende-se a salamandra, cozinha-se o peixe fresco que abunda no Atlântico e deixa-se correr o tempo devagar. É altura de descanso, pois os dias são agitados – passa-se entre mergulhos e caminhadas, em contacto com o mundo natural e selvagem, o que domina o quotidiano da mais ocidental ilha dos Açores.


Sabores da terra
A apenas 2 km da Aldeia da Cuada situa-se a Fajã Grande, lugar ideal para tomar um revitalizante banho no mar e mimar as papilas gustativas no nosso restaurante favorito, dirigido pela italiana Mónica Binda: Casa da Vigia. Os ingredientes crescem na horta biológica ou são produtos locais, à excepção dos deliciosos tintos orgânicos da Toscânia.
E que melhor poderíamos esperar para acompanhar uma salada acabada de apanhar, os ravioli de massa fresca com espinafres ou os gnocchi caseiros, rematados por um pudim de coco e mel?
Casa da Vigia – Rua da Assumada, Fajã Grande, tel. 292 552 217. Aberto de Maio a Outubro. Preço médio: €20..


   
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