Marrocos
é um país carregado de história, com uma cultura que encanta e faz
sonhar. Civilização à parte, sobra o calor das fascinantes paisagens,
as neves eternas do Alto Atlas, as dunas e oásis do Sara, os desfiladeiros
vertiginosos e os vales verdejantes como o do rio Ziz (na foto) nas
proximidades de Er-Rachidia.
Texto
e fotos de Luís Veiga
Monarquia
e religião Detalhe
da Grande Mesquita unida à Medersa Bou Inania (escola corânica), um
dos mais notáveis monumentos de Meknès, cidade imperial de Moulay
Ismail. Todos os dias o apelo do muezzin ressoa do alto deste minarete
como um farol espiritual. A par da religião, a monarquia é outro dos
alicerces de Marrocos, uma instituição preservada e respeitada à exaustão
em todo o reino. Na foto ao lado, a Guarda Real do mausoléu de Mohammed
V (onde também está sepultado Hassan II) em Rabat, sede do governo
desde 1912.
Palácio
Real,Fez
Logo
à entrada da Medina o visitante depara-se com as magníficas portas
do Palácio Dar El Makhzen. Penetrar mais longe no labirinto de ruelas
sinuosas e estreitas de Fez el-Bali (a antiga) é uma viagem original,
insólita e pitoresca. Fez é a mais antiga das quatro cidades imperiais
que a partir do século VII fundamentaram a colonização islâmica. Em
todas se encontram os traços que caracterizam a tradicional arquitectura
urbana do Marrocos: uma medina (centro comercial e residencial) uma
mesquita central, o palácio real, o mellah (antigo bairro judeu) e
os souks (mercados), tudo cercado por uma muralha que servia como
fortificação da cidade.
Jemaa
El-Fna, Marrakech
Marrakech
é uma das cidades mais visitadas do continente africano. A magia que
a caracteriza atinge o seu esplendor máximo na Jemaa El-Fna, uma grande
praça de terra batida às portas dos labirínticos souks. Reminiscência
do tempo em que os nómadas paravam no local, com os cofres cheios
de preciosidades, hoje El-Fna é palco de um animado ritual diário,
onde participam vendedores de sumo de laranja, acrobatas, encantadores
de serpentes, dançarinos e contadores de histórias. Ao cair da noite,
chegam os taberneiros e os aromas das carnes assadas, dos couscous
e da harira enchem o ar. As luzes e lanternas acendem-se, o som dos
tambores, flautas e alaúdes torna-se mais intenso e, então, o verdadeiro
espectáculo começa...
Ruínas
de Volubilis
Volubilis,
o principal testemunho da época do domínio romano em Marrocos. Suas
origens perdem-se ao longo do tempo. Entre arcos e colunas, as heranças
mais significativas da cidade são as ruínas de fábricas de azeite,
o Fórum, o capitólio, as termas de Gallien e a basílica, provas do
apogeu comercial vivido ali. A cerca de 100 quilómetros do Atlântico,
e não muito longe de Meknès, a cidade de Volubilis constituía uma
posição estratégica para o avanço das legiões romanas.