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D O S S I E R

Amesterdão é muita vezes mencionada pela sua organização singular. Esta cidade do humanismo e da tolerância é das poucas sobreviventes ao crescimento desmedido que descaracteriza as metrópoles. O encanto dos seus canais, a arquitectura original das suas casas e um charme irresistível fazem dela um lugar especial que nos deixa para sempre apaixonados.

Texto de Mariana Roxo
Fotos de Pedro Sampayo Ribeiro
   


Sem querer baralhar, começava pelo fim para contar a grande odisseia desta viagem. É que, no último dia, um curto percurso sobre duas rodas deixou uma recordação que trouxe para Portugal, onde agora me faço acompanhar por mais duas pernas de metal auxiliares. A cidade das bicicletas tem destas coisas, um pequeno acidente e um mês de repouso foi o resultado da aventura. O objectivo era entrar no espírito dos holandeses que, se pedalam tranquilamente e parecem desconhecer o stress e outras "doenças" tão em voga. Foi exactamente essa sensação, de que tudo vai ficar bem, que não deixou lugar para arrependimentos sobre esta viagem apaixonante. Um viver tão cool que nem dá para acreditar.


Muntplein, uma das praças centrais de Amesterdão (em cima); as características bicicletas; Vondelpark

A maioria da população é jovem ou, pelo menos, parece, vestem bem, são bonitos e poderiam até pertencer ao elenco de uma qual-quer famosa série de televisão tipo Friends.

Logo à chegada, a sensação é a de estarmos num simpático bairro, onde os prédios não atingem proporções desmedidas e os canais, generosamente distribuídos, fazem com que quase todos gozem de uma vista inspiradora. Não é por acaso que as suas casas têm enormes janelas a aproveitar todos os raios da luz, que aqui nem sempre abunda. É irresistível olhar lá para dentro, já que também estas poderiam ser décor de filmes ou de sessões de fotografia para revistas de design e interiores. E se imaginarmos que todos estes edifícios estão assentes em estacas, como aliás toda a cidade, construída quatro metros abaixo do nível do Mar do Norte, torna-se ainda mais encantador este cenário que nasceu das águas.

Apesar de modesta, a arquitectura de Amesterdão é fascinante. Devido a estas bases em fundações profundas, as casas são inclinadas e, de uma construção para outra, vêem-se enormes rachas, desníveis laterais que lhes conferem um aspecto carismático. Estas inclinações são, por vezes, propositadas, nomeadamente para a frente, o que permite um melhor escoamento das águas e facilita as mudanças. É que estes prédios estreitos de escadas sinuosas possuem uma roldana no seu topo, que é a forma utilizada para o transporte de mobiliário para o interior das habitações, através dos grandes janelões.

Um cruzeiro pelos canais (em cima); galeria de arte no quarteirão dos museus (centro); NewMetropolis (em baixo)

Mais uma prova de um espírito prático a viabilizar as melhores soluções de conforto.

O resultado são construções muito semelhantes, que nos fazem crer estar sempre em ruas parecidas, ou a andar no mesmo lugar, até porque o traçado circular e paralelo é comum aos canais, ruas, e as pontes também são muito semelhantes. A distinguir os edifícios e a enriquecê-los arquitectonicamente estão as empenas, mais elaboradas nas avenidas dos canais principais. Tratam-se de ornamentos em pedra na fachada dos telhados, com as mais variadas alusões, já tidos como um ícone de Amesterdão.

Na Holanda, seja holandês

Para se orientar, o melhor será mesmo familiarizar-se com as principais pleins, que é como dizer praças. A destacar a Damsplein, a Leidseplein e a Waterlooplein. Se o tempo permitir, estes serão mesmo locais mais propícios para um encontro. Fique a saber que a cidade antiga está rodeada por quatro canais principais, o Singel, o Herengracht, o Keizersgracht e o Prinsengracht. De início pode parecer confuso, mas cedo encontra a sua ponte, esquina, rua ou canal preferido e pouco a pouco tudo começa a fazer sentido.

Em menos de nada pode passar por um habitante, se adicionar o detalhe importantíssimo da bicicleta. Velhas e ferrugentas, para afastar os ladrões, estão por todo o lado e são mais de 400 mil, número recorde da Europa. Só precisa de um cadeado, que não faltam locais de estacionamento, ciclovias e sinais de trânsito. Para se juntar a esta grande família, pode alugar uma bicicleta em vários pontos da cidade, caso contrário, não deixe de apreciar este singular meio de transporte, que pode ter atrelado para um carrinho de bebé ou até duas cadeirinhas (uma à frente e outra atrás) para minipassageiros. Tudo é possível neste veículo e a cestinha de apoio mais parece "a mala do Sport-Billy", a transportar plantas, caixas e até televisões. É vê-los passar a conduzir só com uma mão enquanto a outra segura a carga, um chapéu-de-chuva, um telemóvel ou até um livro... mas não se aventure tanto, que os holandeses, esses sim, parecem ter nascido sobre duas rodas.

Se o bom tempo ajudar, enchem-se as esplanadas, os bancos, ou mesmo os degraus dos passeios numa celebração diária que compensa o sair das tocas. O comércio também é frenético nesta cidade, onde se podem encontrar lojas de quase tudo, quase todas com grande estilo. Até uma simples mercearia poderia ganhar um prémio de vitrinismo. O bom gosto abunda e a perdição está a um passo. Mas não se distraia, é que às 18 horas fecha tudo e não vale a pena sequer bater à porta.


Uma das formas de conhecer a cidade é pela água, num cruzeiro pelos canais

Restam apenas os cafés, o que pode parecer pouca escolha, mas que na verdade são cerca de 1400 estabelecimentos que noutro lugar do mundo se chamariam restaurantes, snack-bars, pastelarias, salões de chá, "antros de droga", bares ou pubs e que em Amesterdão se designam simplesmente como cafés, fiéis companheiros para todas as horas, gostos, vícios, vontades e necessidades.

 
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