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D
E S T A Q U E

Para
que não se percam alguns dos lugares mais fascinantes do planeta,
incluindo obras feitas pelo homem, desde 1972 que a UNESCO estabelece
todos os anos uma lista dos tesouros naturais, históricos e arquitectónicos
a preservar absolutamente. As candidaturas são propostas pelos países
onde se encontram, e os critérios a seguir para obtenção de ajuda
económica e técnica são rigorosos. Neste momento, existem 730 destes
bens preciosos, 12 dos quais localizados em território português.
A Rotas & Destinos apresenta aqui aos seus leitores 15 exemplos
importantes destes locais protegidos, agrupados por temas: Património
Natural, Cultural, Nacional, assim como algum do Património em Risco
e locais Pouco Conhecidos ou Visitados . Para admirarmos, e não
esquecermos o que de melhor (ainda) existe no planeta.
Quando
as forças da natureza produzem locais de beleza excepcional,
sempre acompanhados por igualmente excepcionais equilíbrios
ecológicos, onde flora, fauna, clima e, por vezes, o homem,
têm um papel privilegiado, a única coisa a fazer é
preservar a harmonia existente. A identificação e
delimitação das áreas é essencial, assim
como a vigilância sobre a evolução natural dos
locais e a pressão humana, venha esta de habitantes ou turistas.
O resultado deste trabalho é sempre a manutenção
dos mais extraordinários e valiosos ambientes naturais do
planeta.
Parque Nacional de Sagarmatha (Evereste), Nepal
Onde
fica: No Norte do Nepal, na fronteira com o Tibete.
Como chegar lá: Voar para Kathmandu
e daí para Namche Bazar, de avioneta ou helicóptero.
De Namche é necessário caminhar uns cinco dias até
Gorak Shep, no sopé do monte Kala Pattar (5,545 metros),
do cimo
do qual se avista o topo do Evereste e parte da cadeia montanhosa
dos Himalaias.
O que vai encontrar: Namche Bazar é a mais importante
típica aldeia sherpa, encaixada numa paisagem de beleza indescritível.
O monte Sagarmatha (Evereste) encontra-se no meio de glaciares e montanhas
imponentes, onde é possível avistar exemplares da fauna
local, como o tahr, a cabra-montês dos Himalaias. O mosteiro
budista de Tengboche é uma visão a não perder.
História e importância:
A maior montanha do planeta tem 8848 metros de altitude e continua
em crescimento lento, controlado pela erosão. O glaciar Ngozumpa
tem cerca de 20 kms, e existem sete picos a mais de sete mil metros.
A
floresta sofreu gravemente com
a chegada dos sherpas
do Tibete, por volta do século XVI. Os 114 800 hectares do
Parque protegem a fauna - como o raríssimo leopardo das neves
-, a flora e beleza única da zona, mas também a cultura
destes seus habitantes. Pertence ao Património Mundial desde
1979.
Parque Nacional de Iguazú/Iguaçú, Argentina e Brasil
Onde
fica: No Noroeste da Argentina, junto à fronteira com
o Paraguai, confinando com a zona Sul do Parque Nacional de Iguaçú,
no Brasil.
Como chegar lá: Voar para Buenos
Aires e daí para Puerto Iguazú. Os 20 quilómetros
que separam a cidade do Parque são feitos em autocarros regulares.
Do lado argentino percorre-se a pé os trilhos entre as cataratas,
que se distribuem por 2700 metros; do lado brasileiro ficam 800
metros
de cascatas, e a oportunidade de sobrevoar a área de helicóptero.
É possível atravessar a fronteira para uma curta visita,
com formalidades mínimas.
O que vai encontrar: Carreiros penetram
na luxuriante floresta tropical do Parque, que abrange 55 000 hectares.
Junto à confluência dos rios Paraná e Iguazú,
mais de duas centenas de quedas de água recortam a paisagem,
algumas com altura superior a 70 metros. Coatis e borboletas não
mostram qualquer receio dos visitantes.
História
e importância: Para além da fantástica
concentração de quedas de água, resultante da
fractura de um planalto basáltico com mais de 135 milhões
de anos e da sua progressiva erosão pelas águas do rio,
a floresta tropical que rodeia o local anuncia já a proximidade
da Amazónia, quer na diversidade, quer na quantidade de espécies
de fauna e flora. Inscrito no Património Mundial desde 1984.
Parque
Nacional de Goreme e Capadócia, Turquia
Onde
fica: Cerca de 200 quilómetros a sul de Ankara, entre
as cidades de Nevsehir, Urgup e Avanos.
Como
chegar lá: Voar para Ankara e tomar um autocarro para
uma das cidades ou aldeias dentro da área, como Goreme. Daí,
a paisagem, habitações e igrejas escondidas nas rochas
descobrem-se a pé.
O
que vai encontrar: A Capadócia compreende
9576 hectares de colinas com um aspecto cremoso, brancas e rosadas,
muitas delas esculpidas pela erosão
em forma de cones, chaminés ou cogumelos.

À sua beleza excêntrica junta-se uma grande quantidade
de vestígios históricos, compostos por casas e igrejas
escavadas nos seus flancos, que se descobrem em redor de qualquer
das típicas aldeias da zona. Alguns dos exemplares mais bem
conservados encontram--se no Museu ao Ar Livre de Goreme.
História
e importância: Os resíduos vulcânicos
acumulados desde há milhares de anos, que formam esta paisagem
invulgar, são suaves e fáceis de trabalhar. A natureza
molda-lhes as formas exteriores, mas desde o século IV que
habitações, igrejas, túneis e fortalezas foram
escavados no seu interior e decorados com frescos, alguns deles
datadas da época bizantina. Pertence ao Património
Mundial desde 1985.
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