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E S T A Q U E

Apesar
de ser um país pequeno, Portugal tem uma dúzia de locais que podem
contar com a protecção suplementar da UNESCO. Escolhemos três ao
acaso, mas aqui ficam os outros: Mosteiro dos Jerónimos e Torre
de Belém, Convento de Cristo de Tomar, Mosteiro da Batalha, Centro
Histórico de Angra do Heroísmo, Centro Histórico de Évora, Mosteiro
de Alcobaça, Paisagem Cultural de Sintra, Alto Douro Vinhateiro
e o único Património Natural do país que consta da lista: a Floresta
de Laurissilva da Madeira. Existem mais cinco à espera de classificação,
nos Açores e no continente, mas enquanto tal não acontece, vale
a pena conhecer os outros.
Centro Histórico do Porto
Onde
fica: Na zona ribeirinha do Porto, entre a Ponte D. Luís
e a Torre dos Clérigos.
Como chegar lá: Qualquer rua
que desça da Estação de S. Bento, da Sé,
ou da Torre dos Clérigos em direcção ao rio
Douro, nos leva pelas ruas do centro histórico. 
O que vai encontrar: As ruelas escuras
e estreitas de casas altas, muitas vezes revestidas a azulejos,
que constituem a parte antiga do Porto, misturam-se com monumentos
religiosos como a Sé ou a Igreja de Santa Clara, e com locais
de importância histórica, como a Casa do Infante onde
nasceu D. Henrique, ou a Cadeia da Relação. O
conjunto arquitectónico que rodeia a Praça da Ribeira
é de grande valor estético.
História
e importância: Ligada ao crescimento de Portugal como
país e ao seu próprio nome, a zona antiga a preservar
possui exemplos que documentam cada passo a sua história
e os estilos da época, das muralhas
medievais Fernandinas do século XII, ao barroco do interior
da Igreja de São Francisco, e ao mercado Ferreira Borges,
do séc. XIX. Não faltam também edifícios
ligados à produção do vinho do Porto e à
navegação marítima e fluvial, como a antiga
Alfândega. Pertence ao Património da Humanidade desde
1996.
Centro Histórico de Guimarães
Onde
fica: No centro de Guimarães; a cidade nova vai crescendo
à volta desta área.
Como chegar lá: Impossível
não dar com a zona antiga da cidade, que começa na
rua da Alameda.
O
que vai encontrar: Os monumentos mais importantes da cidade
são o Castelo de Afonso Henriques (primitivamente fundado
pela condessa Mumadona, no século X), os Paços do
Duque
de Bragança e a Sé (Igreja da Oliveira), que
por si já justificam uma visita. Também os jardins
e arruamentos envolventes
que constituem a zona antiga
contribuem para recriar a cidade como esta era há séculos
atrás.
História
e importância: Desde
sempre apontada como berço da
nacionalidade, Guimarães manteve o coração
medieval da cidade ao abrigo das agressões que aconteceram
noutros pontos do país. O castelo ampliado por Afonso Henriques
no século XII e a igreja de São Miguel, onde se diz
que foi baptizado, o Paço Ducal, cuja construção
foi iniciada no século XV, e o casario do século XVI,
constituem a parte antiga da cidade, e foram restaurados de forma
admirável, mantendo a população local e evitando
a transformação da zona num museu ao ar livre. Foi
incluída na lista do Património Mundial em 2001.
Sítios
de Arte Pré-Histórica do Vale do Côa
Onde
fica: Nos arredores de Vila Nova de Foz Côa, em
Trás-os-Montes.
Como chegar lá: Do Porto, o
caminho mais fácil é seguir pela IP 4 até Mirandela
e daí pela IP2 até Vila Nova de Foz Côa. De
Lisboa, seguir a A1 até Coimbra, a IP 3 até Viseu,
a IP 5 até Celorico e a IP 2 até Foz Côa. O
centro de acolhimento aos visitantes, no centro da vila, encarrega-se
do transporte em jipe até aos locais abertos ao público
na Canada do Inferno, Ribeira de Piscos e Penascosa, assim como
da organização das visitas, que não requerem
caminhadas muito longas.
O
que vai encontrar: As gravuras pré-históricas
encontram--se espalhadas por mais de uma dezena de quilómetros,
desenhadas nos penhascos de xisto das margens do rio Côa.
A maior parte são bem visíveis a olho nu, mas algumas
requerem uma certa atenção e a ajuda do guia para
compreender os riscos feitos na pedra. As figuras mais comuns são
auroques, cavalos, cabras e veados, mas também há
peixes e até uma figura humana.
História
e importância: O conjunto pré-histórico
de Foz Côa é, provavelmente, a mais extensa exposição
ao ar livre de arte rupestre do Paleolítico na Europa. A
quantidade e qualidade das figuras desenhadas, as técnicas
usadas, os locais escolhidos e os temas representados fornecem informações
insubstituíveis sobre a história da humanidade. É
Património Mundial desde 1998.
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