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D E S T A Q U E


 

Património em risco

Neste momento, a lista de locais em sério risco de desaparecimento ou de alteração definitiva das suas características já conta com trinta e três inscrições. E não se pense que se situam todos em países em vias de desenvolvimento, com graves carências económicas e a braços com guerras ou outros problemas sociais graves, que relegam para segundo plano a protecção do seu património; também as alterações climáticas, os incêndios em áreas naturais e a influência descontrolada do homem pode causar danos irreparáveis, como já está a acontecer em alguns parques naturais por todo o mundo.

Grupo de Monumentos de Hampi, Índia


Onde fica: No Sul da Índia, a 360 quilómetros da cidade de Bangalore.

Como lá chegar: Voar para Bombaim e daí para Bangalore. De Bangalore há comboio e autocarros para Hospet, muito próximo de Hampi. A cidade visita-se a pé, desde o bazar de Hampi.

O que vai encontrar: Da antiga cidade de Vijayanagar restam magníficos templos de pedra trabalhada como o Vittala, com a sua carruagem talhada numa só rocha e os seus pilares "musicais", que vibram ao toque com notas diferentes. Os estábulos dos elefantes, palácios e banhos reais encontram-se espalhados por uma área de vários quilómetros, intercalados por lagos e estátuas monolíticas de deuses hindus.

História e importância: Vijayanagar foi a capital do maior império hindu de sempre. Fundada no século XIV, cobria uma área de 33 m2, rodeada por muralhas concêntricas. Sobreviveu até ao século XVI, sendo depois saqueada pelos sultões do Decão, mas as suas obras de arte permanecem como exemplos únicos da arte da escultura em pedra. A construção de duas pontes e uma estrada nas proximidades põe em risco a integridade do conjunto, pelo que entrou na lista do Património em Risco, em 1999.


Angkor, Camboja

Onde fica: No Noroeste do Camboja, a cerca de 100 quilómetros da fronteira tailandesa.

Como lá chegar: Voar para Phnom Penh, onde agências propõem viagens organizadas a Angkor. Também pode voar para Siem Reap, a aldeia mais próxima das ruínas, e aí alugar transporte privado (motorizada ou táxi) para as visitar.

O que vai encontrar: As ruínas dos mais de cem templos budistas e hindus da cidade de Angkor Thom e o magnífico complexo religioso de Angkor Wat estão espalhados pela selva tropical, e podem ser visitados em dois percursos, um de 17 e outro de 26 quilómetros. Construídos em pedra, são famosos pelos relevos que contam histórias dos livros épicos hindus e pelos gigantescos rostos de Buda, cujo exemplos principais se encontram no templo de Bayon.

História e importância: Entre os séculos IX e XIII, a sucessão de reis khmeres que governou em Angkor foi engrandecendo a sua capital com construções monumentais. A cidade foi saqueada pelos tailandeses e caiu no esquecimento até à ocupação francesa da Indochina. Hoje é considerada um testemunho único da História e cultura khmer. Uma prolongada guerra civil no Camboja e o roubo sistemático de partes dos monumentos e estátuas levaram à sua inclusão na lista do Património da Humanidade em Risco, em 1992.

Forte e Jardins de Shalimar em Lahore, Paquistão

Onde fica: No Nordeste do Paquistão, cerca de 300 quilómetros a sul de Islamabad e a 20 quilómetros da fronteira indiana.

Como chegar lá: Voar para Islamabad e daí para Lahore. Os transportes urbanos ou táxis levam-nos às duas áreas protegidas, que ficam distantes uma da outra.

O que vai encontrar: O imponente Forte de Lahore, construído em arenito vermelho, tal como a mesquita de Badshahi mesmo em frente, são duas das mais belas construções de traça tipicamente mogol que podemos encontrar. Os seus portais decorados com azulejos e pedras semipreciosas, o Shish Mahal, decorado com mosaicos de espelhos, pátios, fontes e janelas em pedra lavrada, são de uma delicadeza única. Os Jardins de Shalimar, para além de árvores e flores, possuem lagos com repuxos e pequenos pavilhões sombrios.

História e importância: Os jardins e o forte datam ambos do século XVII, e combinam influências hindus e persas, num estilo muito próprio criado pelos imperadores mogóis, que reinaram sobre parte do Paquistão e da Índia entre os séculos XVI e XVIII. Lahore foi a corte do imperador Shah Jahan, e a sua obra-prima o famoso Taj Mahal, refinamento supremo do estilo arquitectónico mogol que podemos encontrar nestes monumentos. A construção de uma estrada ameaça os jardins e os seus muros, levando à inclusão do sítio na lista do Património em Risco em 2000.

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