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   XLRotas & DestinosDestaque > Ljubljana - Menina e Moça


D E S T A Q U E Outubro de 2007   
   
O que têm em comum uma hippie e um defensor da Jugoslávia de Tito? O gosto pela diversidade, pela pluralidade e pela miscigenação. Ljubljana, na Eslovénia, une-os a todos. É uma das capitais mais pequenas da Europa. Limpa, organizada, poética, democrática, idílica, romântica, pândega. Jovem, mas a caminho da maturidade


Texto de João Ferreira Oliveira Fotos de Manuel Gomes da Costa
   

P U B L I C I D A D E
É cerca de meia-noite. Escuro, portanto. Ainda assim, com claridade suficiente para percebermos o ambiente que nos rodeia. Estamos em Metelkova Mesto, a zona alternativa de Ljubljana, “a única em que se passa alguma coisa às quintas-feirasà noite”, disseram-nos assim que chegámos à cidade. Aproxima-se uma mulher numa bicicleta. Ao longe percebem-se os cabelos loiros e roupas largas em tons garridos, cores que combinam na perfeição com os muitos graffitis das paredes e música rockabilly que sai de um dos bares.

É uma menina afinal – por volta dos 18 anos. Metemo-nos no seu caminho. “Podemos tirar-te um retrato?”, perguntamos. “Ok”, diz sem hesitar, com sorriso singelo. Feitas as apresentações, toma as rédeas da conversa: “Este Verão estive para ir com a minha mãe a Portugal. Esteve em Lisboa, Coimbra, Évora. Mas acabei por ir sozinha a um festival de música em Itália. Fui vender mortalhas e tabaco de enrolar. Depois fui até outro festival na Bósnia, numa carrinha, com um casal de israelitas que conheci. É claro que a minha mãe ficou preocupada, mas ela compreende. Sabe que faz parte. Sabe que me faz bem conhecer outras culturas”.

São palavras que lhe saem de uma assentada. Ingénuas, pueris, conseguindo, por momentos, que voltemos a acreditar que o mundo é um lugar virginal, cristalino, puro, mavioso. Neli, assim se chama. Uma hippie. Ou apenas uma aspirante a tal. Sonhadora. Bonita. Simpática. De trato fácil. Jovem, com identidade bem definida, apenas a tentar definir os cambiantes da personalidade. Tal como Ljubljana.

Ljubljana emana tranquilidade. O rio, as árvores, as flores,
as bicicletas, a arquitectura,
formam um conjunto harmonioso. O Campo e a cidade num só
Neli, a simpática hippie; vista para o Castelo de Ljubljana; o restaurante Cubo; uma casa de campo e de sonho, a caminho do Castelo; barman do bar Fetiche; uma das muitas ruas que vão dar ao centro da cidade; DJ de um dos bares da zona alternativa Metelkova Mesto; esplanada do Café Romeo

Uma questão de identidade
Neli é a primeira pessoa com quem conversamos na capital eslovena. Peter é a última, num final da tarde de domingo, no Tivoli, o mais concorrido espaço verde da cidade, um verdadeiro bosque situado a escassos minutos do centro – percurso feito a pé. É o local onde as famílias se encontram, onde dezenas, centenas, de pessoas andam a pé, correm, “piquenicam”, ou não fazem nada. Ou fazem como Peter – trompetista da banda da Rádio e Televisão Eslovena. Homem maduro, já com mais de trinta anos, chapéu na cabeça e uma camisola tamanho XL para uma barriga XXL, que, com três comparsas, se juntou debaixo de uma árvore à volta de um barril de cerveja caseira. É o segundo do dia, por isso a voz sai-lhe entaramelada. Contudo, o discurso, esse, mantém-se firme.

Eis a “sua” Eslovénia: “Sempre fomos um país que passou ao lado das guerras. Sempre vivemos relativamente bem, em paz, e com salários razoáveis. Discretamente. Contudo, as coisas tendem a piorar desde que entrámos na União Europeia – em 2004. Os salários estão iguais, mas está tudo a ficar mais caro, especialmente desde que aderimos ao Euro – este ano. E o Estado é cada vez mais poderoso. Por exemplo, agora o Governo pretende acabar com a zona alternativa de Metelkova Mesto, porque diz que os graffitis e os hippies dão má fama à cidade. Felizmente a Câmara não concorda. Tem de haver lugar à diferença. Nós, enquanto eslovenos, também temos várias origens.

O wine bar Movia, um dos espaços mais requintados da cidade; as bicicletas fazem parte do quotidiano da cidade; empregados do Café Romeo; delícias do mar, no restaurante Pri Vitezu


Numa cidade com apenas 270 mil habitantes é notável o número de jovens que se vê nas ruas, facto para o qual contribui a universidade, que tem 50 mil estudantes

Fizemos parte do Império Austro-Húngaro, pertencemos à ex-Jugoslávia, por isso, somos uma mistura de vários povos. De húngaros, austríacos, sérvios, bósnios, croatas, macedónios ou montenegrinos. É por isso que eu gostava do regime de Tito... bem, espero que me compreendam”. Ouvimos, assimilamos, até compreendemos, ainda assim, registamos-lhe as contradições. “Então estás a defender uma ditadura”. “Não, só a diversidade, a pluralidade, a miscigenação. É disso que é feita a Eslovénia.”, explica-se, e para que a teoria fique totalmente inteligível, faz uma ode sentida ao seu espírito libertário e, por vezes, libertino.

Naturalmente, não é casual esta abordagem à identidade do país. Os eslovenos gostam de falar de si, nós – é sabido – gostamos de falar dos outros. Assim é fácil ganharem-se horas a dissertar sobre o assunto. Nalguns casos a História apenas parece reflectir-se em livros e estátuas e memórias turvas, mas aqui está bem presente no folhear diário do país e, sobretudo, na forma como Ljubljana se ergue, vive e apresenta ao mundo. É um pouco de Neli e um pouco de Peter. Uma mistura de vários povos, uma osmose dos estilos, que a tornam, em determinados momentos, única.

A cidade e o campo
A primeira nota que coloco no caderno de apontamentos é sobre a organização. Por mais que se viaje, este é sempre um aspecto que, positivamente, choca qualquer latino.

Tudo parece estar colocado no sítio certo. As ruas estão limpas, os edifícios, salvo uma ou outra excepção, estão bem cuidados. Não se vêem mendigos, pedintes, e os arrumadores de carros são ainda uma “profissão em vias de desenvolvimento”, talvez prejudicados pelo facto de a bicicleta ser o meio de transporte preferido pelos locais. Tudo isto importa, é claro, mas não é por motivos como estes que a cidade se afirma, já que são características congéneres a outras urbes da Europa Central ou do Norte.

Praticantes de skate, exemplo do ambiente jovem de Ljubljana; canoas no rio Ljubljanica; vista da cidade a partir do Castelo; empregados do Opera Bar


Os Eslovenos têm a sua identidade bem vincada, mas são uma mistura de vários povos e estilos, genes herdados do império austro-húngaro e da antiga jugoslávia

E, convenhamos, ninguém empreende uma viagem para ir ao encontro de um local “pequenino e organizadinho” – para isso vale mais arrumar a casa, e sempre se poupa algum dinheiro.
Ljubljana é mais intensa e mais profunda do que umas simples notas num caderno Moleskino. É como um pequeno romance. Curto, mas intenso. Com poucas intrigas e mistérios por resolver, mas cheio de personagens e polvilhado de pormenores. Para se ler lentamente, sem medo de que a página se esfume se não a virarmos no momento certo.

José Luis Peixoto disse-nos, recentemente, que se veria a escrever romances em Ljubljana o resto da sua vida...

A mim, passou-me o mesmo pela cabeça, ainda que o mais certo fosse demorar a vida toda a escrever um romance. O que, convenhamos, já não era mau. A verdade é que, por momentos, todos imaginamos que podemos ser escritores. A realidade parece chegar para pintar a criação. Locais como o pequeno rio Ljubljanica, recheado de pontes pedonais e protegido por uma invulgar quantidade de árvores e flores nas suas margens, ou como o Castelo, situado no topo de uma pequena colina, de onde poderá ter a mais poderosa vista sobre a cidade.

E se, a determinada altura, a imaginação faltar, uma ida ao mercado biológico (que se realiza ao fim-de-semana), recheado de frescos e coloridos produtos colhidos em quintais de pequenos agricultores a poucos metros do centro, servirá, com toda a certeza, para acabar com qualquer bloqueio criativo.

O restaurante Pri Vitezu; vendedora de chás, no mercado biológico; Bienal Internacional de Artes Gráficas, que decorre até 28 de Outubro; e Igreja de São Francisco, no centro da cidade
A arquitectura de casas, monumentos e igrejas ergue-se, não muito sumptuosa, mas quase sempre artística, resultando em exemplos acabados de Arte Nova e de estilo Barroco. Raízes do Império Austro-Húngaro que se exibem lado a lado com as obras de um homem da terra, Joze Plecnik. Depois de ter trabalhado em Viena, voltou a Ljubljana e foi para a cidade aquilo que Gaudí foi para Barcelona – salvaguardadas as devidas distâncias, que são muitas, naturalmente. Plecnik foi responsável pela construção de igrejas, pela reconstrução da Universidade, do Tivoli Park, e pelas famosas pontes sobre o rio Ljubljanica, entre elas a Shoemaker’s Bridge e a Three Bridges, mesmo no centro do centro da cidade. Projectos grandiosos, mas em pequena escala. Aqui tudo é em ponto pequeno, pois a cidade não passa de uma aldeia grande com pouco mais de 270 mil habitantes. Uma aldeia em que cabe tudo aquilo que muitas outras capitais não têm. Como a possibilidade de avistar no horizonte montanhas cobertas de neve. Ou o prazer de, à distância de apenas cinco minutos de caminhada, entrar num bosque verdadeiro, repleto de esquilos, pequenos riachos, lagos recheados de patos e uma vegetação frondosa.

Um verde que no Inverno se transforma em branco, possibilitando a troca dos ténis por esquis – são vários os trilhos onde pode fazer esqui de fundo, e existe mesmo uma “pista” que dá a volta a quase toda a cidade. Como pode haver tanto verde? – Perguntamo-nos vezes sem conta, antes que alguém nos diga que o país é o terceiro mais florestado da Europa, depois da Finlândia e da Suécia.

“Ljubljana representa no fundo aquilo que é a Eslovénia. Aqui pode ter o lado cosmopolita e o ar do campo num só. Em cerca de duas horas é possível percorrer o país de um lado ao outro. É possível praticar desportos de Inverno nos Alpes e ir até ao Adriático mergulhar. Somos uma cidade e um país com características ímpares”. As palavras desta vez são de Brina, relações públicas do Turismo de Ljubljana. Cheiram a verve laboral? Será? Aproveitamos a oportunidade para voltar à questão da identidade nacional. Como é que gostam de apresentar a cidade ao mundo? Pró-Leste ou pró-Ocidente? “Verdadeiramente muitos eslovenos não sentem que são parte integrante dos Balcãs. Porquê, se temos a Áustria e a Itália mesmo aqui ao lado. Eu quase todos os fins-de-semana, quando era pequena, ia a Trieste, em Itália. Não somos de Leste, como muita gente erradamente pensa.

Somos um país da Europa central e uma sociedade com hábitos ocidentais”, responde-nos. Não, não é só verve laboral. A verdade é que ao longo da História o país passou ao lado dos conflitos, o socialismo de Tito foi brando – por aqui – e, apesar das várias origens das suas gentes, sempre mantiveram um desejo muito forte de independência, tendo sido a primeira nação da antiga Jugoslávia a consegui-lo, em 1991. Para os mais distraídos geograficamente, a localização também pode surpreender. Basta olhar para o mapa para perceber a centralidade europeia de Ljubljana, comparativamente, por exemplo, a Lisboa.

Estilo jovem
O que interessa é o futuro, por isso aos resquícios do passado nada melhor do que reciclá-los, sem que, contudo, se passe uma esponja na memória. Foi o que fizeram a uma antiga prisão datada de 1882 e que se perpetuou até ao fim do comunismo, agora transformada num hotel para jovens: o Hostel Celica. Trata-se de um dos alojamentos mais procurados e baratos da cidade – uma noite custa cerca de €20 –, com o inovador/masoquista/alternativo pormenor de os clientes ficarem, literalmente, enjaulados nas antigas e diminutas celas. O Celica fica a dois passos da já referida zona alternativa Metelkova Mesto, que, além da frequência de hippies e freaks, é também um interessante pólo cultural, tendo inclusive uma galeria. Aliás, a aposta nas artes é visível um pouco por toda a cidade, sendo inúmeras as galerias, nesta altura quase exclusivamente dedicadas à Bienal de Artes Gráficas – a maior da Europa e das mais importantes do mundo, que decorrerá até 28 de Outubro.

Basta caminhar alguns minutos para sair do centro da cidade e entrar em pleno bosque.
A eslovénia é o terceiro país mais florestado da europa, a seguir à Finlândia e à Suécia
Cemitério de Ljubljana, obra de Joze Plecnik; Opera Bar; uma das muitas bonitas hippies light que povoam a cidade; empregado do restaurante Gostilna Roznik, no topo do Tivoli Park; Igreja do Tivoli Park; um dos muitos bosques ao largo da cidade; actividades para crianças no mercado biológico

Esta mostra talvez seja a forma ideal para atrair mais jovens estrangeiros, contrariando a ideia de uma capital pequena, amorfa, longe dos grandes centros europeus, onde o tempo corre devagar. No entanto, jovens nativos não faltam em Ljubljana. De manhã, à tarde ou à noite, são sempre muitos e parecem multiplicar-se à medida que o relógio avança, aspecto a que não é alheio o facto de a Universidade ter 50 mil estudantes, uma verdadeira multidão nesta metrópole microscópica.

Descansem, contudo, os mais adeptos da contemplação e do sossego, porque aqui a confusão nunca reina, já que os ljubljanenses têm o saudável hábito de se multiplicarem por todo o seu território. Porque podem, porque criaram condições para tal, porque em cada pedaço de jardim, e em cada rua há agradáveis cafés, bares e restaurantes.

Pode arriscar ou pedir conselhos, aproveitando o facto de quase toda a gente falar inglês, e muitos italiano. Contudo, para aqueles que preferirem qualidade garantida, aqui ficam algumas sugestões: o Joe Peñas Cantina y Bar, espécie de cantina mexicana igualmente especialista em cocktails, com nomes sugestivos como strip and go naked. Se, por acaso, levar à letra o nome da bebida, não se preocupe, porque tem a escassos metros o Opera Bar – “O local onde se pavoneiam alguns parlamentares e gente chic”, segundo a crítica mordaz da barwoman do Joe Peñas. Apenas “concorrência afiada”, leia-se, pois o que irá encontrar é um espaço mais maduro, envolto numa decoração um pouco mais sóbria – apesar das pinturas indígenas que forram o tecto.

Outras boas escolhas são o Salon, bar propositadamente kitsch, pintado por sofás, bancos e paredes douradas; ou o Café Romeo, na parte velha, junto ao rio, ideal para um nacho e uma margarita; o Kavarnasem, integrado no Museu Etnográfico; ou o Movia, um pequeno mas acolhedor e completo wine bar e enoteca, num país que, apesar de beber muita cerveja – as mais famosas são as Lasko e a Union –, tem também um enorme culto pelo vinho, apesar de ainda não ser um grande produtor.

Já para almoçar ou jantar, de faca, garfo e guardanapo de linho trajado a rigor, a refinada adega francesa Pre Vitezu, o moderno e quase gourmet Cubo, ou o mais tradicional Spajza, são o Top of the Tops. Referências gastronómicas à prova de crítica, num país que não tem cozinha própria e é antes, tal como o seu povo, uma fusão de tudo o que está à volta.

Elevador que leva ao Global, o mais afamado bar/discoteca da cidade; um praticante de pesca desportiva, num lago de Mostic; e o rio Ljubljanica

Apesar de ser uma cidade pequena,a oferta é muita. Há imensos cafés, bares e restaurantes, sobretudo junto às margens do rio Ljubljanica. À noite, o global é a referência

Não obstante a variedade e a boa repartição em pequenas doses, como em todas as cidades, há um ponto de convergência, de concentração de pessoas e de oferta, e aqui não é difícil adivinhar qual é... Falamos da zona central, ao longo das duas margens do pequeno Ljubljanica. Uma espécie de passerelle, montra oficial das novas tendências e dos velhos hábitos, especialmente ao fim-de-semana, assim que a noite começa a cair. O local onde à vontade de escrever um romance se alia a vontade de ter um romance.

Aqui misturam-se os genes. Não há uma cara verdadeiramente igual à outra. Um padrão. Há morenas que poderiam ser italianas. Há loiras que poderiam ser nórdicas, há homens que poderiam ser sérvios, kosovares, ou até portugueses. Há vários estilos. Há hippies em modelo light, com roupas estampadas a cores fortes. Há uma espécie de corrente fashion, sobretudo entre as mulheres, ainda que muitas não tenham percebido que umas calças Ralph Lauren, um cinto Moschino, uma camisola Dolce & Gabbana, um casaco Cavalli ou um saco Prada ficam a preceito, mas não devem ser utilizados em simultâneo. Há várias meninas de famílias respeitáveis que poderiam ser autênticas top-models, e pseudo-modelos que nunca chegarão ao topo... mas talvez ao Global, o bar/discoteca in, situado no sétimo piso de um edifício com uma majestosa vista para quase toda a cidade.

Não, não é uma crítica. É só mais um ponto a favor de Ljubljana. Vários povos, vários estilos, uma só cidade. Um pouco de Neli, um pouco de Peter. Um pouco de campo. Um pouco de tudo. Como se a aldeia global fosse esta.

Agradecemos a colaboração do Turismo da Eslovénia na realização desta reportagem.



Guia de viagem

Como ir
A Lufthansa voa para Ljubljana, via Munique, a partir de €453,12. Aqueles que preferirem tentar encontrar ligações mais baratas podem voar até Barcelona, Paris ou Amesterdão e aí apanhar um voo da Adria Airways, companhia nacional eslovena.

Informações úteis
Diferença horária: mais uma hora do que em Portugal Continental.
Temperatura: a cidade sofre influências alpinas, mediterrânicas e continentais, o que faz com que as temperaturas nunca sejam nem muito quentes no Verão, nem muito frias no Inverno. No Outono o termómetro anda pelos 10º C, sendo que, com este tempo imprevisível, tanto pode apanhar tardes solarengas como ter a “sorte” de ver cair um pouco de neve.
Indicativo telefónico: 00 386
Moeda: Euro
Transportes: A cidade tem uma boa rede de autocarros, além de muitas praças de táxi.
Convém perguntar sempre qual a tarifa, para não ser surpreendido. Contudo, dada a sua curta dimensão, andar a pé é a melhor opção.
Comércio: Há muitas lojas para fazer compras. Abrem por volta das 10h00 e fecham por voltas das 17h00. Ainda assim, tal como cá, o comércio tradicional já não é o que era, por isso, aqueles que preferirem as grandes superfícies podem optar pela BTC, uma enorme área a alguns minutos do centro da cidade, repleta de lojas, restaurantes e cinemas.

A não perder
Apesar de ser uma cidade pequena, a oferta é muita e capaz de seduzir diferentes estilos e idades.
Com uma actividade cultural e uma agenda de eventos cada vez mais pulsante, poderá ser surpreendido com agradáveis eventos. A Bienal de Artes Gráficas, que decorre até ao dia 28 de Outubro, é um deles, com trabalhos de artistas internacionais expostos em galerias de toda a cidade. Ainda no que se refere à arte, o Museu de Arte Contemporânea (www.mg-lj.si) é de visita indispensável, para ficar a conhecer os melhores valores da pintura e escultura eslovena do último século, além de possuir uma colectânea com obras de vários pintores europeus.

No Museu Etnográfico (www.etno-muzej.si) ficará a conhecer um pouco mais da história e das tradições da cidade e do país, enquanto que no Castelo poderá desfrutar da mais fabulosa vista sobre a cidade. Uma ida ao Tivoli Park e ao Mostic, os dois maiores espaços verdes da cidade, autênticos bosques, é igualmente obrigatória.

Hostel Celica
Hotéis
Mons Ljubljana Hotel Com cerca de três anos, é dos hotéis com mais charme na cidade, isto apesar de não ficar situado mesmo no centro, antes a uns rápidos cinco minutos de carro – o hotel possui um eficaz serviço de shuttle. Integrado numa imensa área verde e com a classificação de quatro estrelas, tem 111 quartos, três suites e o requinte, design, e conforto indispensáveis para um repouso irrepreensível, isto apesar de também possuir um centro de conferências, por isso, de quando em vez, o fluxo de pessoas pode ser mais elevado.
Quarto duplo a €150 por noite, com pequeno-almoço incluído.
Contacto Potza Brdom, 55, tel. +386 1 470 27 00, www.hotel-mons.com

Hostel Celica
Para jovens, ou para pessoas irreverentes que queiram experimentar a sensação de pernoitar numa antiga prisão do Império Austro-Húngaro e da antiga Jugoslávia. As 20 celas foram remodeladas por vários artistas e deram lugar a um espaço democrático, gerido pela Associação de Estudantes da Universidade de Ljubljana.
O preço é outro dos atractivos. Ficar numa cela com mais duas pessoas pode custar apenas €20.
Contacto Metelkova ulica, 8, tel. + 386 230 97 00, www.hostelcelica.com

Restaurantes
Cubo
É, por esta altura, um dos mais famosos restaurantes da cidade. Mais caro do que a média, pois uma refeição nunca ficará por menos de e30, mas aquele que melhor encherá as medidas aos amantes de uma cozinha internacional, bem apresentada e saborosa. Um espaço moderno, de design, com uma carta variada, que tem desde pastas a vários pratos de carne e peixe.
Encerra aos domingos e feriados.
Contacto Smartinska cesta, 55, tel. + 386 1 521 15 15, www.cubo-lujbljana.com

Spajza
O Cubo será o mais famoso, masmuitos dos habitantes de Ljubljana com quem falámos dizem que este é o melhor. Situado na parte antiga, em direcção ao Castelo, a sua decoração faz-nos sentir como se estivéssemos na casa de campo – e de sonho – dos nosso avós. Uma carta igualmente variada, ligeiramente mais tradicional do que a do Cubo, e com doses mais generosas. Tem bom peixe fresco e bons vinhos.
Contacto Gornji Trg, 28, tel. + 386 1 425 30 94

Pri Vitezu
Situado junto ao rio, além de restaurante é também um wine bar. A decoração, em madeira, repleta de garrafas de vinho, parece transportar-nos para a França rural. A cozinha é, tal como nos outros, internacional.
Contacto Breg, 18-20, tel. +386 1 426 60 58

Cafés e bares
Café Romeo, Stari Trg, 6, tel. +386 1 426 90 11
Opera Bar, Cankarjeva, 12, tel. +386 1 421 03 90, www.opera-bar.com
Joe Peñas Cantina y Bar, Cankarjeva ulica, 6, tel. +386 1 421 58 00
Movia, Mestni Trg, 2, tel. +386 1 425 54 48

À noite
Metelkova Mesto, Metelkova, www.metelkova.org
Global, Tomsiceva ulica, 2, tel. +386 1 426 90 17, www.global.si
Bachus Center, Kongresni trg, 3, tel. 241 82 43, www.bachus-center.com
K4, Kersnikova, 4
Orto Bar, Grabloviceva, 1, tel. 232 16 74

Mais informações
Turismo de Ljubljana – Krekov trg 10, tel. + 386 1 306 4585; www.slovenia.info; www.ljubljana.si; www.ljubljana-live.com; www.slovenia-live.com


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