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    XL > Rotas & Destinos > Estuário do Tejo
P A N O R Â M I C A

Novembro de 2002

O Estuário do Tejo é a maior zona húmida da Europa Ocidental, classificada internacionalmente por albergar, sobretudo no Inverno, milhares de aves. É o caso dos flamingos (na foto) que, na maré-baixa, se aventuram à procura de uma refeição junto ao Parque das Nações, em Lisboa.


Texto de e fotos de João Nunes da Silva
   

 

A velha faina ribeirinha
Barcos típicos do Tejo descansam num estaleiro naval tradicional em Sarilhos Pequenos, perto da Moita. Ao longo dos tempos, catraios, fragatas, faluas e cacilheiros, entre outros, cruzaram o Mar da Palha numa azáfama de pescarias, transporte de mercadorias e passageiros entre a capital e os arredores. Hoje, e com a entrada do século XXI, estes deram lugar aos grandes e rápidos catamarãs que diariamente atravessam o Tejo.

O voo dos flamingos
A enorme importância deste estuário às portas da cidade levou à protecção de uma área de 14 660 hectares, denominada Reserva Natural do Estuário do Tejo. Uma das suas aves mais emblemáticas, por entre as mais de 100 mil que o frequentam, é o Flamingo-comum (Phoenicopterus ruber). Uma ave fabulosa que atinge o seu auge de beleza quando graciosamente se eleva no ar.


Vida no campo
Pelas margens do estuário, entre a lezíria e o montado, testemunhos do dia-a-dia ilustram a vida das populações ribeirinhas ao longo de gerações. A produção de sal e de cortiça, o cultivo de cereais e a criação de gado são algumas delas. Da vasta área de salinas activas que outrora ocupavam as margens do estuário, hoje resta apenas uma, situada perto de Alcochete.

Entardecer mágico
O Estuário do Tejo, que banha Lisboa num longo abraço ribeirinho, conta também importantes histórias de tradições e costumes das gentes e locais, que diariamente convivem numa harmonia perfeita com este "Mar da Palha". O local de Hortas, perto de Alcochete, logo ao passar a ponte, é uma dessas paisagens que ganham um encanto especial ao cair da noite.

 
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