P
A N O R Â M I C A

O Estuário do Tejo é a maior zona húmida da Europa Ocidental, classificada
internacionalmente por albergar, sobretudo no Inverno, milhares de
aves. É o caso dos flamingos (na foto) que, na maré-baixa, se aventuram
à procura de uma refeição junto ao Parque das Nações, em Lisboa.
A
velha faina ribeirinha
Barcos
típicos do Tejo descansam num estaleiro naval tradicional em Sarilhos
Pequenos, perto da Moita. Ao longo dos tempos, catraios, fragatas,
faluas e cacilheiros, entre outros, cruzaram o Mar da Palha numa
azáfama de pescarias, transporte de mercadorias e passageiros entre
a capital e os arredores. Hoje, e com a entrada do século XXI, estes
deram lugar aos grandes e rápidos catamarãs que diariamente atravessam
o Tejo.
O
voo dos flamingos
A
enorme importância deste estuário às portas da cidade levou à protecção
de uma área de 14 660 hectares, denominada Reserva Natural do Estuário
do Tejo. Uma das suas aves mais emblemáticas, por entre as mais
de 100 mil que o frequentam, é o Flamingo-comum (Phoenicopterus
ruber). Uma ave fabulosa que atinge o seu auge de beleza quando
graciosamente se eleva no ar.
Vida
no campo
Pelas
margens do estuário, entre a lezíria e o montado, testemunhos do dia-a-dia
ilustram a vida das populações ribeirinhas ao longo de gerações. A
produção de sal e de cortiça, o cultivo de cereais e a criação de
gado são algumas delas. Da vasta área de salinas activas que outrora
ocupavam as margens do estuário, hoje resta apenas uma, situada perto
de Alcochete.
Entardecer
mágico
O
Estuário do Tejo, que banha Lisboa num longo abraço ribeirinho, conta
também importantes histórias de tradições e costumes das gentes e
locais, que diariamente convivem numa harmonia perfeita com este "Mar
da Palha". O local de Hortas, perto de Alcochete, logo ao passar a
ponte, é uma dessas paisagens que ganham um encanto especial ao cair
da noite.
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