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S A Ú D E


Segurança nos trópicos

 

Normas de segurança e cuidados básicos para evitar acidentes e problemas de saúde que podem arruinar a viagem dos seus sonhos

 


Texto de Vera Saldanha Ilustração de André Kano
   


Viajar implica sempre mudar de ambiente e de hábitos e, por vezes, é necessário tomar precauções para proteger a sua saúde, sobretudo quando o destino é um país distante ou pouco turístico. Ao partir para países exóticos deve reunir o máximo de informação sobre a viagem e estadia, especialmente no que diz respeito ao clima, à alimentação e às condições de higiene e de segurança.

Aconselhamento médico
Se vai para uma região tropical, marque uma consulta do viajante, algumas semanas antes da partida - trata-se de uma consulta específica, com um especialista em medicina tropical, onde poderá receber as vacinas obrigatórias e recomendadas, saber se é necessário fazer prevenção contra a malária e com que medicamentos. Há que distinguir entre as vacinas exigidas pelos países à entrada no seu território, as recomendadas pela Organização Mundial de Saúde e outras que podem ser aconselhadas em certas circunstâncias.

Quem tem doenças crónicas ou está sob medicação deve consultar o médico assistente antes de partir, levar os medicamentos que costuma tomar em quantidade suficiente, as respectivas receitas e informar-se sobre a assistência médica no destino.

Prevenção da malária

A malária, também conhecida por paludismo, é uma doença tropical frequente e grave, que pode chegar a ser mortal. Prolifera em alguns países da América do Sul e Central, Mediterrâneo Oriental e Ásia, mas pode não existir nas zonas urbanas e nos centros turísticos. Transmite-se através da picada de mosquitos infectados. A propagação desta doença tem aumentado na mesma proporção em que aumentam as visitas aos países onde é endémica, em parte, por falta de cuidados de prevenção adequados.

É essencial fazer a prevenção adequada antes de partir para uma região com malária, sob orientação de um especialista em medicina tropical, porque os medicamentos e as doses têm de ser seleccionados de acordo com o destino, a idade, a condição física e o historial médico de cada um. Um medicamento não adequado não só não oferece protecção, como pode causar sérios problemas de saúde. Esta profilaxia deve ser iniciada uma a duas semanas antes da chegada, prolongar-se durante toda a estadia e só termina semanas depois do regresso.

Condições ambientais
Nessas paragens paradisíacas, só as piscinas com água tratada são 100% seguras. Os rios, lagos ou fontes de água doce estão frequentemente contaminados com larvas que penetram imperceptivelmente na pele e provocam doenças como a shistosomíase, pelo que convém resistir à tentação de mergulhar, ou passear descalço nas margens. A água salgada do mar é mais segura, mas não tome banho sem verificar a existência de correntes, animais tóxicos (peixes venenosos, anémonas e medusas) ou perigosos.

Também em actividades desportivas praticadas em férias existem cuidados a ter em consideração. O mergulho é um desporto cada vez mais na moda, mas os seus praticantes devem esperar 24 horas antes de voar, para não correrem o risco de doença de descompressão, que pode ser mortal. Por outro lado, quem está a planear caminhadas em montanhas ou escaladas deve também tomar algumas precauções. A grandes altitudes, a pressão atmosférica baixa pode causar desconforto inicial a doentes cardíacos e pulmonares, pelo que convém prever algum tempo de adaptação, por etapas. Se persistirem dificuldades respiratórias, vertigens, dores de cabeça ou vómitos, deve passar rapidamente para um local de menor altitude.

Consulta do viajante
Em Lisboa: Instituto de Higiene e Medicina Tropical (tel.: 213652600);
Serviço de Vacinação Internacional (tel.: 213959944);
CMTV, Clínica de Medicina Tropical e do Viajante (tel.: 213225621).
No Porto: Mediviajem (tel.: 22079602)

Cuidado com os insectos

Apesar da prevenção, pode-se contrair malária. Por isso há que evitar por todos os meios as picadas dos mosquitos (e de outros pequenos inimigos, como as aranhas venenosas):
1 Use roupas que cubram os braços e as pernas, de cores claras.
2 Aplique repelente na pele exposta.
3 Evite andar ao ar livre entre o pôr e o nascer do Sol, quando os mosquitos picam mais.
4 A habitação deve ter ar condicionado e redes protectoras nas janelas e portas. As camas devem ter redes mosquiteiras, que não devem ficarsoltas, mas sim presas por baixo do colchão, e impregnadas de repelente (um produto com piretróides).
5 Antes de se deitar, pulverize a habitação com spray insecticida e veja se algum mosquito entrou na rede
6 Também pode usar vaporizadores eléctricos ou espirais de queimar (que contenham piretróides). Vendem--se em grandes superfícies e lojas de artigos de viagens.


 



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