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S
A Ú D E

Segurança
nos trópicos
Normas
de segurança e cuidados básicos para evitar acidentes e problemas
de saúde que podem arruinar a viagem dos seus sonhos
Viajar
implica sempre mudar de ambiente e de hábitos e, por vezes,
é necessário tomar precauções para proteger
a sua saúde, sobretudo quando o destino é um país
distante ou pouco turístico. Ao partir para países
exóticos deve reunir o máximo de informação
sobre a viagem e estadia, especialmente no que diz respeito ao clima,
à alimentação e às condições
de higiene e de segurança.
Aconselhamento
médico
Se
vai para uma região tropical, marque uma consulta do viajante,
algumas semanas antes da partida - trata-se de uma consulta específica,
com um especialista em medicina tropical, onde poderá receber
as vacinas obrigatórias e recomendadas, saber se é
necessário fazer prevenção contra a malária
e com que medicamentos. Há que distinguir entre as vacinas
exigidas pelos países à entrada no seu território,
as recomendadas pela Organização Mundial de Saúde
e outras que podem ser aconselhadas em certas circunstâncias.
Quem tem doenças crónicas ou está sob medicação
deve consultar o médico assistente antes de partir, levar
os medicamentos que costuma tomar em quantidade suficiente, as respectivas
receitas e informar-se sobre a assistência médica no
destino.
Prevenção da malária
A malária, também conhecida por paludismo, é
uma doença tropical frequente e grave, que pode chegar a
ser mortal. Prolifera em alguns países da América
do Sul e Central, Mediterrâneo Oriental e Ásia, mas
pode não existir nas zonas urbanas e nos centros turísticos.
Transmite-se através da picada de mosquitos infectados. A
propagação desta doença tem aumentado na mesma
proporção em que aumentam as visitas aos países
onde é endémica, em parte, por falta de cuidados de
prevenção adequados.
É essencial fazer a prevenção adequada antes
de partir para uma região com malária, sob orientação
de um especialista em medicina tropical, porque os medicamentos
e as doses têm de ser seleccionados de acordo com o destino,
a idade, a condição física e o historial médico
de cada um. Um medicamento não adequado não só
não oferece protecção, como pode causar sérios
problemas de saúde. Esta profilaxia deve ser iniciada uma
a duas semanas antes da chegada, prolongar-se durante toda a estadia
e só termina semanas depois do regresso.
Condições ambientais
Nessas
paragens paradisíacas, só as piscinas com água
tratada são 100% seguras. Os rios, lagos ou fontes de água
doce estão frequentemente contaminados com larvas que penetram
imperceptivelmente na pele e provocam doenças como a shistosomíase,
pelo que convém resistir à tentação
de mergulhar, ou passear descalço nas margens. A água
salgada do mar é mais segura, mas não tome banho sem
verificar a existência de correntes, animais tóxicos
(peixes venenosos, anémonas e medusas) ou perigosos.
Também em actividades desportivas praticadas em férias
existem cuidados a ter em consideração. O mergulho
é um desporto cada vez mais na moda, mas os seus praticantes
devem esperar 24 horas antes de voar, para não correrem o
risco de doença de descompressão, que pode ser mortal.
Por outro lado, quem está a planear caminhadas em montanhas
ou escaladas deve também tomar algumas precauções.
A grandes altitudes, a pressão atmosférica baixa pode
causar desconforto inicial a doentes cardíacos e pulmonares,
pelo que convém prever algum tempo de adaptação,
por etapas. Se persistirem dificuldades respiratórias, vertigens,
dores de cabeça ou vómitos, deve passar rapidamente
para um local de menor altitude.
Consulta
do viajante
Em Lisboa: Instituto de Higiene e Medicina Tropical (tel.: 213652600);
Serviço de Vacinação Internacional (tel.: 213959944);
CMTV, Clínica de Medicina Tropical e do Viajante (tel.: 213225621).
No Porto: Mediviajem (tel.: 22079602)
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Cuidado
com os insectos
Apesar da prevenção, pode-se
contrair malária. Por isso há que evitar por todos
os meios as picadas dos mosquitos (e de outros pequenos inimigos,
como as aranhas venenosas):
1 Use roupas que cubram
os braços e as pernas, de cores claras.
2 Aplique repelente na pele
exposta.
3 Evite andar ao ar livre
entre o pôr e o nascer do Sol, quando os mosquitos picam
mais.
4 A habitação
deve ter ar condicionado e redes protectoras nas janelas e portas.
As camas devem ter redes mosquiteiras, que não devem
ficarsoltas, mas sim presas por baixo do colchão, e impregnadas
de repelente (um produto com piretróides).
5 Antes de se deitar, pulverize
a habitação com spray insecticida e veja se algum
mosquito entrou na rede
6 Também pode usar
vaporizadores eléctricos ou espirais de queimar (que
contenham piretróides). Vendem--se em grandes superfícies
e lojas de artigos de viagens. |
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