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XL
> Rotas & Destinos
> Dicas
de viagem > Férias sem fumo


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| D I C A
S D E V I A G E M |
Dezembro
de 2005 |
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Férias
sem fumo
A luta antitabaco
vai progredindo pelo mundo fora. Se não
é fumador, conheça os países
onde pode respirar um ar mais puro. Se,
pelo contrário, é dado ao
vício, saiba de que destinos deve
fugir a sete pés
Por Teresa
Frederico Ilustração de Mariam
Faria
Em Itália,
as portas das discotecas são agora
locais muito concorridos, que todas as noites
roubam inúmeros bailarinos às
pistas de dança |
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Está
a pensar visitar o Butão? Belíssima
ideia… caso não seja fumador,
pois este foi o primeiro país do mundo
a abolir a venda de tabaco. A esta medida
extrema, tomada faz agora um ano, seguiu-se
a proibição de fumar em espaços
públicos, expressão que, neste
caso, abrange todo e qualquer lugar onde se
reúnam pessoas. Assim sendo, inclui
bares, restaurantes, discotecas e até
recepções oficiais ou celebrações
nacionais. E, ao que parece, os poucos sítios
onde ainda é possível dar umas
passinhas vão ser eliminados, fazendo
da Terra do Dragão, como também
é conhecido, um país livre de
cigarros – o paraíso dos antitabágicos,
portanto.
Outros destinos apelativos para quem |
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não
sucumbe aos prazeres da nicotina são a Irlanda,
a Noruega e a Itália, cuja legislação
que impede o fumo em locais de trabalho se estende a restaurantes,
bares e afins. No primeiro caso, os fumadores sempre têm
uma escapatória: se forem presos ou derem entrada
num hospital psiquiátrico podem entregar--se ao
vício, pois a lei não contempla este tipo
de instituições... Já na terra de
Dante, onde a proibição vigora desde o início
do ano, os proprietários arriscam-se a pagar uma
multa de e2000 caso algum cliente saque do maço
no fim da refeição ou enquanto bebe um copo,
mas o consumidor não se fica a rir pois terá
de desembolsar até e275 se ignorar repetidamente
a lei. À boa maneira italiana, a norma não
é respeitada a 100%, mas a verdade é que
as portas das discotecas são agora locais bastante
concorridos, que todas as noites roubam bailarinos às
pistas de dança.
Outro caso europeu digno de nota é o do Chipre:
o tabaco é proibido em locais de entretenimento,
transportes públicos e até nas viaturas
privadas sempre que algum dos passageiros tenha menos
de 16 anos. Por isso, se for de férias com as crianças
e alugar um carro, pense duas vezes antes de acender o
cigarro.
Abaixo os cigarros
Nos EUA, um dos principais produtores
de tabaco, vai havendo lugar para todos. Fumar em restaurantes,
bares, casinos e salas de bingo é praticamente
impossível nos estados de Nova Iorque, Delaware,
Connecticut, Maine, Massachusetts, Rhode Island, Montana,
Vermont e Califórnia, sendo que, neste último
caso, a proibição também abrange
espaços ao ar livre, nomeadamente algumas praias,
parques e jardins. No entanto, quem fuma ainda é
relativamente bem recebido em estabelecimentos de restauração
e/ou bares de estados (ou parte deles) como a Florida,
o Idaho ou a Georgia. O panorama canadiano é semelhante,
com algumas regiões já livres de fumo e
outras que para lá caminham: em Ontário
e no Quebeque, por exemplo, a lei será aplicada
em 2006 e deverá abranger, inclusivamente, clubes
privados.
No outro lado do mundo, a Austrália é cada
vez mais um lugar a esquecer pelos fãs da nicotina:
na Tasmânia o vício não é permitido
em casas de diversão nocturna, incluindo salas
de jogo e cabarés; em Queensland a limitação
estende-se a praias vigiadas e artificiais e até
às entradas dos edifícios.
Resumindo, o panorama é já negro para quem
se quer dar ao prazer do cigarro – mas bastante
tranquilizador para os fumadores passivos – e a
verdade é que “o pior” ainda está
para vir. Um pouco por todo o mundo, leis que visam eliminar
o tabaco em espaços públicos, incluindo
os mais associados ao vício, estão neste
momento a ser criadas, propostas ou aprovadas e outras
há que se tornarão efectivas nos tempos
mais próximos. A Escócia, onde a proibição
vigorará a partir de Março de 2006, é
apenas um dos muitos exemplos.
História antiga
Longe vão os tempos em que
indígenas americanos acreditavam nos poderes medicinais
do tabaco e lhe davam uso ritual, bem como da primeira
vez em que o Ocidente tomou contacto com a planta, quando
Colombo lançou âncora nas Caraíbas,
em 1492. Depois espalhou-se pela Europa e pela Rússia,
tendo chegado à China, ao Japão e a África
no século XVII, período em que o primeiro
cigarro terá sido inventado por um mendigo de Sevilha
que aproveitava pontas de charutos para fumar. Na altura
começaram a surgir preocupações devido
aos malefícios provocados na saúde, mas
os lucros dos impostos falaram mais alto... até
hoje. Apesar de associado a várias doenças,
actualmente é um negócio fundamental para
os EUA, o Brasil, a China e a Índia, os maiores
produtores mundiais de tabaco.

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